5.6.10
A Princesa Encantada de Jericoacoara
Perto da praia, quando a maré está baixa, há uma furna onde só se pode entrar agachado. Esta furna de fato existe. Só se pode entrar pela boca da caverna, mas não se pode percorrê-la, porque, está bloqueada por um enorme portão de ferro.
A cidade encantada e a princesa estariam além daquele portão. A encantadora princesa está transformada, por magia, numa serpente de escamas de ouro, só tendo a cabeça e os pés de mulher.
De acordo com a lenda, ela só pode ser desencantada com sangue humano. Assim, no dia em que alguém for sacrificado junto do portão, abrir-se-á a entrada para um reino maravilhoso. Com o sangue será feita uma cruz no dorso da serpente, e então surgirá a princesa com toda sua beleza, cercada de tesouros inimagináveis, e a cidade com suas torres douradas, finalmente poderá ser vista. Então, o felizardo responsável pelo desencantamento, poderá casar com a princesa cuja beleza é sem igual nesse mundo.
Mas, como até hoje não apareceu ninguém disposto a quebrar esse encanto, a princesa, metade mulher, metade serpente, com seus tesouros e sua cidade encantada, continuam na gruta a espera desse "heroí".
Essas princesas-serpentinas são comuns no folclore nortista. Mário Melo fala da furna da Serra Talhada, em Vila Bela, Pernambuco, morada duma princesa, semelhante a esta.[1]
Princesas tornadas serpentes são vestígios do ciclo das Mouras na penísula ibérica. Em Portugal quase a totalidade das Mouras Encantadas vive sob a forma de serpentes. Nas noites de São João ou Natal, antes da meia-noite, voltam à forma humana, tornadas mulheres lindas, cantam, penteando-se com pentes de ouro. Ao seu lado pode-se ver a pele de serpente à espera do corpo para a continuação da maldição. O ferimento, mesmo diminuto, bastando apenas que derrame sangue, quebra o encanto. Aqui a lenda se assemelha com o mito da Cobra Norato, do Pará.
Informações Complementares:
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Nomes comuns: Cidade encantada de Jericoacoara, A Princesa encantada do mesmo nome, O Reino Encantado, O Reino de Pedra Bonita.
Origem Provável: A tradição de Jericoacoara é legitimamente portuguesa e a princesa enfeitiçada é uma "moura", esquecida em seu castelo obscuro, guardando ouro, joias, pedrarias, barras de prata, montões de moedas, para o heroi audacioso que resolva lhe "quebrar" o encanto. Em toda a Europa e Ásia, existem relatos muito antigos de vários povos que falam de cidades encantadas, onde moram reis e princesas, outras vezes raças de inteligência superior.
Vinda da Europa, pelos espanhóis, havia a lenda que falava de um lugar maravilhoso que poderia estar oculto nas florestas virgens da América do Sul, onde as pessoas viviam eternamente. Se alimentariam da água da Fonte da Juventude eterna. Também os espanhóis acreditavam existir uma fenomenal cidade subterrânea com tesouros fabulosos, nas montanhas dos Andes, seu nome seria Cibola.
No estado de Pernambuco, na cidade de Serra Talhada, antiga Vila Bela, existe uma lenda parecida que também fala de uma gruta encantada onde mora uma princesa serpente. Outros afirmam que esta gruta, seria na verdade o Reino de Pedra Bonita, que ficava no sítio de Pedra Bonita, na mesma cidade, e onde viveu um povo muito místico e cruel.
Conta a lenda que para manter o reino encantado e oculto das vistas de curiosos, os habitantes locais sacrificavam crianças cujo sangue puro, mantinha sua invisibilidade. Se isto não fosse feito, o reino se desencataria e se tornaria visível. Naquele reino existiria uma fabulosa mina encantada de diamantes.
A Serpente, o animal sem idade, o animal sábio, é a forma preferida pela alta e velha magia árabe. As tradições orientais estão repletas de rainhas e princesas que vivem como grandes cobras, sujeitas a uma penitência cujo fim depende dum gesto humano e cavalheiresco.
Toda Europa conhece a tradição de Melusina, a fada amorosa da casa dos Lusignan. Filha da fada Pressina, Melusina se tornava serpente todos os sábados. Durante uma caçada, Raimondin, filho do conde de Forez, encontrou-a numa floresta do Poitou. Apaixonaram-se e se casaram. Melusina construiu milagrosamente o castelo de Lusignan. Viviam amorosamente. Nasceram oito filhos, fortes e belos mas portadores de anomalias.
Vriam, o primogênito, tinha a face mais larga do que longa e um olho era vermelho e o outro azul. Odon, o segundo, possuía orelhas enormes. Guion, o terceiro, apresentava os olhos colocados desigualmente. A face do quarto filho, Antônio, era marcada por uma garra de leão. Renault, o quinto, parecia um Ciclops, com seu único olho mas enxergava numa distância de vinte e uma léguas. Godofredo, o sexto, orgulhava-se de ter apenas um dente que lhe saía da boca mais de uma polegada. O sétimo tinha um nariz peludo como se fosse uma toupeira. O oitavo, não se sabe o nome, se tornou monge. Este possuía três olhos.
Melusina fizera o marido jurar que não a procuraria ver durante os sábados. Anos depois, tomado pela curiosidade, o fidalgo abriu um furo com a espada na porta do aposento onde a esposa se banhava. Viu-a como uma enorme e horrenda serpente. Gemendo de dor, Melusina desapareceu por uma janela. Nunca mais o marido tornou a vê-la. Fiel ao seu amor, cada vez que o castelo de Lusignan mudava de senhor, ou um dos chefes da família ia morrer, Melusina aparecia no alto das torres do castelo, chorando. Três dias depois voltava para anunciar a visita do anjo da morte.
Vê-se claramente, pelo exposto, porque a princesa de Jericoacoara ainda espera pelo seu Salvador, um homem sem medo e sem mácula, armado apenas de coragem e transbordando de amor.
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Notas:
[1] Lendas Pernambucanas, Revista do Instituto Arqueológico Pernambucano, volume XXIX, p. 34, Pernambuco, 1930.
Letra do Hino Vencedor
[ 1 ] - Hino de Itabuna
I
Lá na mata, o ouro fruto,
O seu brilho atraiu
Homens bravos, corajosos,
A natureza... O desafio!
Com o machado, o homem na mata
Ressoa o grito voraz da vitória!
Tabocas!Tabocas!Tabocas...
Itabuna tu és agora!
Refrão:
Na madeira, o machado taboca!
E a vila de Ferradas vem surgindo!
O fruto ouro nos olhos, na alma!
Do Cachoeira, a cidade se expandindo!
Amada cidade grapiúna,
Sua glória; sua história
São orgulhos ao coração!
II
Com muralhas, em seu rio,
Grande espelho se formou!
Pedra preta refletindo
Sua gente, seu progresso, seu valor!
Nas praças, seus contos na memória!
Os compêndios enaltecem sua história!
Amada cidade grapiúna:
Itabuna tu és agora!
III
Hoje és linda, hoje és forte!
Sua fauna é conhecida!
Há riquezas nessa terra!
Nessa flora mãe amiga!
No comércio, na indústria... Sua força!
Esse aroma de cacau no coração
São braços fortes, que acolhem o seu povo.
Outra terra não há igual!
Obs : Repetir no final do último coro:
Itabuna, sua glória, sua história
São orgulhos ao coração!
Carlos Correia Oliveira vence concurso do Hino de Itabuna
“Lá na mata, o ouro fruto, o seu brilho atraiu homens bravos, corajosos, a natureza... O desafio! Com o machado, o homem na mata ressoa o grito voraz da vitória! Tabocas!Tabocas!Tabocas... Itabuna tu és agora!”. Esta é a primeira estrofe do Hino Oficial da Cidade de Itabuna, composto por Carlos Antonio Correia de Oliveira e que foi escolhido através de votação pública, cujo resultado foi divulgado na manhã desta sexta-feira (4).
Numa rápida e emocionante solenidade realizada no Centro Administrativo Municipal, o resultado do concurso foi divulgado pelo secretário municipal da Educação, Gustavo Joaquim Lisboa. O ato contou com a presença de integrantes da comissão organizadora e da comissão julgadora, responsável pela seleção dos três hinos finalistas, além do vencedor e de representantes dos outros autores das canções.
O Hino vencedor foi eleito com percentual de 39,01% dos 2.443 votos válidos. O segundo colocado ficou com 34,22% do total de votos e o terceiro classificado obteve 26,77%. A diferença entre o primeiro e o segundo colocado foi apenas de 17 votos, cuja composição é de José Vicente Pires. O outro concorrente foi Genésio Ferreira de Sá Júnior. Toda a votação foi através de urna eletrônica, instaladas no Centro Administrativo, no Jequitibá Plaza Shopping/FTC e na Praça Adami.
Ao agradecer o trabalho da comissão julgadora, o secretário Lisboa ressaltou a competência, o comprometimento e a postura democrática dos integrantes. “Temos a certeza de que Itabuna agora tem um Hino que, de fato, representa a grandeza de seu povo”, frisou. Ele adiantou que o Hino Oficial de Itabuna será gravado pela Orquestra Sinfônica da Ufba (Universidade Federal da Bahia) e apresentado oficialmente durante as comemorações dos 100 anos da cidade, no dia 28 de julho próximo.
“Não fui eu quem venceu, mas sim, o povo de Itabuna que terá sua história perpetuada num Hino que, para as futuras gerações será um marco e orgulho”, disse Carlos Correia. Ele revelou que a inspiração para compor o Hino surgiu a partir de uma carta escrita por Natália Fontes, uma criança que expressava seu amor pela cidade. Também falou na solenidade a professora Lourdes Bertol Rocha, da Uesc, e Aldamiro Leôncio da Silva (Sabará), em nome da comissão julgadora.
Texto: Erivaldo Bomfim - Foto: Waldir Gomes
Direto do site da PMI
Corpus Christi
Corpus Christi (expressão latina que significa Corpo de Cristo) é uma festa que celebra a presença real e substancial de Cristo na Eucaristia.
A Festa no Brasil
Em Pirenópolis, Goiás, é uma tradição os tapetes de serragem colorida e flores do cerrado, cobrindo as ruas por onde passa-se a procissão de Corpus Christi, também efeita-se 5 altares para a adoração do Santíssimo Sacramento, e execução do cântico latino Tamtum Ergo Sacramentum, esta procissão é acompanhada pela Irmandade do Santíssimo Sacramento e pela Orquestra e Coral Nossa Senhora do Rosário. É neste dia que o Imperador do Divino recebe a coroa, para a realização da Festa do Divino de Pirenópolis, do ano seguinte.
Plantio de 100 mudas de Pau-Brasil marcam Semana do Meio Ambiente
O plantio de 100 mudas de Pau-Brasil às margens do rio Cachoeira, na tarde da última quarta-feira (2), foi uma das atividades práticas que marcaram a IV Semana do Meio Ambiente, promovida pelo Programa FTC Verde - Faculdade de Tecnologia e Ciências, em parceria com o Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comam) e a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Itabuna.
As mudas de Pau-Brasil (Caesalpinia echinata Lamespécie), espécie nativa da Mata Atlântica brasileira, foram doadas pela Ceplac. O plantio foi efetivado por técnicos da Prefeitura de Itabuna, estudantes e professores do curso de Engenharia Ambiental da FTC.
O presidente do Comam e coordenador do Programa FTC Verde, professor Antonio Fontes Filho, disse que o plantio de arvores visa beneficiar o meio ambiente. Ele salientou que, mesmo sendo considerada uma iniciativa pequena, se outras instituições adotassem uma atitude semelhante à cidade seria mais bem arborizada.
Este momento é importantíssimo porque estamos investindo na reposição da mata ciliar e, consequentemente, para a despoluição do rio Cachoeira, afirmou Fontes. Para o secretário do Meio Ambiente, Antonio Marcelino Oliveira, o estabelecimento de parcerias visando a solução de problemas ambientais é imprescindível.
O replantio de arvores é significativo para promovermos a sustentabilidade ambiental em nosso município. Neste sentido, o governo municipal está sempre disponível para apoiar ações que dizem respeito ao meio ambiente em Itabuna, frisou. Antonio Marcelinho informou que outras 150 mudas foram plantadas nas margens do rio Cachoeira.
A professora Claudia Souza, que também participou do plantio, disse que é uma evolução muito grande em relação da questão do desenvolvimento sustentável e principalmente para a mata ciliar do rio cachoeira e para a comunidade Itabunense.
Extraído de: Prefeitura Municipal de Itabuna
3.6.10
Alunos do Flávio Simões recebem assistência odontológica
A escola Flávio Simões quer garantir a saúde bucal dos jovens e adolescentes que atende . E para que isso aconteça recebeu hoje, dia 02/06, a visita da Dra. Bárbara, odontóloga, que faz parte de um grupo que vai prestar serviço gratuito às unidades de educação do município.
Além de uma avaliação clínica os alunos, para uma triagem inicial,, a Dra. também aproveitou para orientar cada uma delas sobre a importância da limpeza diária dos dentes e de como fazer uma boa escovação.
O atendimento é voluntário e está incluído no plano piloto da saúde oral das crianças que após a triagem, serão assistidas gratuitamente, até a idade de 18 anos, segundo explicou a Dra. Bárbara.
Ressaltou a importância da ação, que vai permitir o diagnóstico da arcada dentária das crianças e adolescentes, garantindo com isso a saúde bucal de centenas de crianças que nem sempre têm acesso fácil a serviços especializados.A odontóloga adiantou que a ficha individual de cada aluno servirá para o acompanhamento no tratamento gratuito da dentição. O projeto será desenvolvido em alunos das escolas do municipio.
Rede Municipal de Ensino debate políticas da Educação Ambiental
A Rede Municipal de Ensino de Itabuna deu mais um importante passo visando a Construção das Diretrizes Curriculares da Educação Grapiúna, com a realização, na última terça-feira (dia 1º), do Seminário de Educação Ambiental. O evento aconteceu no auditório da FTC, integrando a IV Semana do Meio Ambiente realizada pela Faculdade.
Promovido pelo Departamento de Educação Básica da Secretaria da Educação (SEC), através da Assessoria Técnico-pedagógica da Educação Ambiental, o Seminário reuniu educadores, ambientalistas e especialistas para, a partir do tema “Política Pública Fundamental para a Construção das Diretrizes Curriculares da Escola Grapiúna”, discutirem e iniciarem a formatação dos eixos estruturantes da Educação Ambiental.
Na abertura do Seminário, o secretário municipal da Educação de Itabuna, professor Gustavo Joaquim Lisboa, destacou que para transformar a realidade atual de desrespeito e agressão à natureza, é necessário a mudança de postura e de comportamento, a partir da prática do aluno, do professor e da comunidade.
“Para construirmos uma sociedade que assegure às futuras gerações a sustentabilidade ambiental, além de discutirmos e definirmos metas, é preciso investirmos em formação, darmos subsídios e os recursos para que o professor faça acontecer a Educação Ambiental no contexto escolar e na comunidade”, pontuou Lisboa.
Vanguarda
O secretário da Educação parabenizou os educadores itabunenses que mais uma vez colocam a Educação Grapiúna em posição de vanguarda, com a Construção das Diretrizes da Educação Ambiental. Gustavo lembrou que desde a Conferência Mundial de Estocolmo, na Suécia, em 1972, um dos grandes impasses na busca da sustentabilidade ambiental é a resistência dos líderes das nações desenvolvidas em não assinar protocolos para a modificação dos modos de produção e de consumo, visando à melhoria da qualidade ambiental do planeta.
A solenidade contou ainda com a participação do secretário municipal da Agricultura e Meio Ambiente, Antonio Marcelino Oliveira, do vereador Claudivane Leite, do diretor-geral da FTC Itabuna, professor Cristiano Lôbo, e da assessora técnico-pedagógica da Educação Ambiental, Viviane Kelly Farias. Após os pronunciamentos, o professor Emerson Antonio Rocha de Lucena (Uesc) proferiu a conferência “Política Pública Fundamental para a Construção das Diretrizes Curriculares da Escola Grapiúna”.
Ao final, os educadores foram inscritos em cinco Grupos de Trabalho (GT’s), onde serão discutidos os temas: Panorama Normativo da Educação e Educação Ambiental do Global ao Local; Saberes Curriculares da Educação Ambiental no Ciclo da Formação Humana; Educação Ambiental e Saúde Ambiental; Educação Ambiental e Sustentabilidade; e Educação Ambiental e Diversidade. A construção das diretrizes acontecerá a partir das reuniões ordinárias dos GT’s, que ocorrerão sempre às primeiras sextas-feiras de cada mês, a partir de julho até o mês de dezembro, na Casa do Educador.
Direto do site da PMI
A origem do Dia das Mães
A mais antiga comemoração dos dias das mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses.
O próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de "Mothering Day", fato que deu origem ao "mothering cake", um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.
Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada em 1872 pela escritora Júlia Ward Howe, autora de "O Hino de Batalha da República".
Mas foi outra americana, Ana Jarvis, no Estado da Virgínia Ocidental, que iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães. Em 1905 Ana, filha de pastores, perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Ana quis que a festa fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas, com um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães. A idéia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais.
Durante três anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães. A primeira celebração oficial aconteceu somente em 26 de abril de 1910, quando o governador de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock, incorporou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado. Rapidamente, outros estados norte-americanos aderiram à comemoração.
Finalmente, em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), unificou a celebração em todos os estados, estabelecendo que o Dia Nacional das Mães deveria ser comemorado sempre no segundo domingo de maio. A sugestão foi da própria Anna Jarvis. Em breve tempo, mais de 40 países adotaram a data.
"Não criei o dia das mães para ter lucro"
O sonho foi realizado, mas, ironicamente, o Dia das Mães se tornou uma data triste para Anna Jarvis. A popularidade do feriado fez com que a data se tornasse uma dia lucrativo para os comerciantes, principalmente para os que vendiam cravos brancos, flor que simboliza a maternidade. "Não criei o dia as mães para ter lucro", disse furiosa a um repórter, em 1923. Nesta mesmo ano, ela entrou com um processo para cancelar o Dia das Mães, sem sucesso.
Anna passou praticamente toda a vida lutando para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. Na maioria das ocasiões, utilizava o próprio dinheiro para levar a causa a diante. Dizia que as pessoas não agradecem freqüentemente o amor que recebem de suas mães. "O amor de uma mãe é diariamente novo", afirmou certa vez. Anna morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cartões comemorativos vindos do mundo todos, por anos seguidos, mas nunca chegou a ser mãe.
Cravos: símbolo da maternidade
Durante a primeira missa das mães, Anna enviou 500 cravos brancos, escolhidos por ela, para a igreja de Grafton. Em um telegrama para a congregação, ela declarou que todos deveriam receber a flor. As mães, em memória do dia, deveriam ganhar dois cravos. Para Anna, a brancura do cravo simbolizava pureza, fidelidade, amor, caridade e beleza. Durante os anos, Anna enviou mais de 10 mil cravos para a igreja, com o mesmo propósito. Os cravos passaram, posteriormente, a ser comercializados.
No Brasil
O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.
Texto compilado das seguintes fontes
- Pesquisa de Daniela Bertocchi Seawright para o site Terra,
http://www.terra.com.br/diadasmaes/odia.htm
Fontes / Imagens:
· Norman F. Kendall, Mothers Day, A History of its Founding and its Founder, 1937.
· Main Street Mom
· West Virginia Oficial Site
- O Guia dos Curiosos - Marcelo Duarte. Cia da Letras, S.P., 1995.
- Revista Vtrine - artigo - Abril, S.P., 1999
MAIO - MÊS DAS MÃES
26.5.10
Salas de Recursos Multifuncionais
O Ministério da Educação por intermédio da Secretaria de Educação Especial – SEESP, desenvolve em parceria com os Estados, Municípios e o Distrito Federal, o Programa de Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais e o Projeto Livro Acessível para Alunos com Deficiência Visual. Essas ações têm como objetivo a promoção da acessibilidade aos alunos público-alvo da Educação Especial no ensino regular.
Dessa forma, a escola está recebendo laptops disponibilizados pela SEESP para comporem as salas de recursos multifuncionais, a fim de apoiar a organização da oferta do Atendimento Educacional Especializado – AEE complementar e escolarização nas escolas da rede pública.
No que se refere aos laptops destinados aos alunos com cegueira, os mesmos são para seu uso individual em sala de aula, e demais atividades educacionais, podendo ser utilizados em domicílio, mediante assinatura de termo de responsabilidade, conforme critério da direção da escola.
Esses equipamentos se constituem em importantes recursos de acessibilidade necessários para a participação e a aprendizagem dos alunos público-alvo da Educação Especial que promovem o desenvolvimento inclusivo das escolas.
6ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas
A OLIMPÍADA BRASILEIRA DE MATEMÁTICA DAS ESCOLAS PÚBLICAS (OBMEP) é um projeto que vem criando um ambiente estimulante para o estudo da Matemática entre alunos e professores de todo o país.
Voltada para a escola pública, seus estudantes e professores, a OBMEP tem o compromisso de afirmar a excelência como valor maior no ensino público. Suas atividades vêm mostrando a importância da Matemática para o futuro dos jovens e para o desenvolvimento do Brasil.
Dentre as realizações da OBMEP destacam-se:
a produção e distribuição de material didático de qualidade, também disponível neste site;
o Estágio dos Professores Premiados, um momento de reconhecimento à competência e dedicação desses profissionais em um ambiente de estudo estimulante e enriquecedor. Realizada nas edições 2005-06-07-08 da OBMEP, a atividade passa por uma reformulação e um novo modelo deverá ser implementado nos próximos anos;
o Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC), para os medalhistas da OBMEP estudarem Matemática por 1 ano, com bolsa de estudos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);
o Programa de Iniciação Científica – Mestrado (PICME), para medalhistas da OBMEP que estejam cursando graduação com bolsas do CNPq (IC) e CAPES (Mestrado);
a Preparação Especial para Competições Internacionais (PECI). Direcionada a aproximadamente 30 medalhistas de ouro selecionados pela excepcionalidade de seus talentos para a matemática, esta atividade visa prepará-los para participação de competições internacionais na área;
a mobilização de Coordenadores Regionais para a realização de atividades como seminários com professores, cerimônias de premiação e encontros com diretores de escolas;
os encontros dos Medalhistas de Ouro da OBMEP, uma semana com muita Matemática e diversão, e uma ótima oportunidade para fazer amigos que também gostam de Matemática;
Com sua primeira edição em 2005, a OBMEP vem crescendo a cada ano – confira em OBMEP em números. Em 2009, mais de 19 milhões de alunos se inscreveram na competição e cerca de 99% dos municípios brasileiros estiveram representados.
Os sucessivos recordes de participação fazem da OBMEP a maior Olimpíada de Matemática do mundo.
Colóquio no Flávio Simões
25.5.10
NTM- NÚCLEO TECNOLÓGICO MUNICIPAL E O EDUCADOR DA REDE MUNICIPAL
I SEMINÁRIO DE TECNOLOGIAS DA ESCOLA GRAPIÚNA
As Tecnologias da Informação e Comunicação no Contexto da Escola Grapiúna
A tecnologia evoluiu e mudou. Evolua você também, vamos dar uma escola melhor para nossos filhos e netos
Devido à velocidade com que as tecnologias ligadas à informação e comunicação estão tomando espaço em todos os setores da sociedade, se faz necessário e urgente se criar estratégias que mobilize todo o corpo docente da escola Grapiúna a utilizar as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no processo ensino/aprendizagem.
Com o objetivo de formar e mobilizar o professor a utilizar as novas tecnologias na sala de aula o NTM oferecerá oficinas utilizando os mais diversos recursos a serem utilizados em sala de aula.
As melhores produções serão apresentadas e premiadas na I MOSTRA TECNOLÓGICA DA ESCOLA GRAPIÚNA que acontecerá conjuntamente com o I SEMINÁRIO DE TECNOLOGIAS DA ESCOLA GRAPIÚNA, na SEMANA NACIONAL DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA de 18 a 24 de outubro.
NTM e SEC levando ao professorado acesso e conhecimento tecnológico.
Direto do NTM
Mudando a ótica do professor
Lemos que há planejamento de que até 2010 as escolas públicas brasileiras terão acesso à internet. Também sabemos que professores de todo o país estão sendo capacitados para aprender a mexer com os novos equipamentos laptops, lousa digital, etc.
Depois que tudo estiver funcionando perfeitamente, como serão as aulas?
O professor irá pesquisar o conteúdo na web e disponibilizar para os alunos lerem e depois fará perguntas sobre o assunto nas provas?
Será que o modelo atual de ensino será mantido no qual o professor adota uma postura verticalizada e os alunos continuam com atitude passiva de consumidores de material didático?
Justamente esta ótica é que tem que ser mudada.
O professor que passa a utilizar a web como fonte de aprendizagem deve ter uma atitude horizontalizada no qual respeita e incentiva a produção e autonomia do aluno, a interação entre aluno/professor, professor/aluno e aluno/aluno, deixando cair por terra a massificação quebrando o mito de que todos devem aprender a mesma coisa, no mesmo ritmo e no mesmo processo.
A melhor oportunidade para que ocorra esta mudança está justamente na capacitação do professor para o uso da tecnologia como instrumento de aprendizagem, onde este atua como aluno.
Se ele iniciar este aprendizado como protagonista de suas produções, sem aulas expositivas com manuais, acabará mudando sua maneira de atuar em sala de aula e passará a incentivar o aluno a também produzir, e com isso se libertará da metodologia arcaica, arquivando de vez a reprodução de conteúdos.
Podaríamos o mal pela raiz, afinal uma nova forma de aprendizagem está sendo propiciada com a introdução da web na sala de aula.
O que não podemos permitir que aconteça, e por esta razão não podemos ficar de braços cruzados, é que o professor transponha conteúdos estáticos para o formato digital substituindo o livro didático pela tela do monitor.
O momento de romper com esta prática sem qualquer didática, que na verdade nunca funcionou, é agora. Se perdermos esta oportunidade, a educação continuará a precipitar-se para o abismo da ignorância.
Tanto professor quanto aluno tem que ser protagonista da sua aprendizagem.
Publicado no EducaCamp em 19/06/2008
Formação do Professor
Quando O Professor Estuda O Aluno Aprende Melhor
O Robson Garcia, lá do Caldeirão de Idéias, fez uma sugestão na lista dos Blogs Educativos: a leitura do texto do Professor Pedro Demo, intitulado PROFESSSOR – PROFISSIONAL DA APRENDIZAGEM. Demo aponta uma série de características que evidenciam uma cultura de formação do professor pautada no instrucionismo, qual seja, a que fazem os professores suporem que devam “aprimorar seu jeito de ensinar, não de aprender”. E para o autor, “aprimorar a aprendizagem discente implica aprimorar a aprendizagem docente”.
Identificado como um vício capital, o instrucionismo é caracterizado dentro de uma “tradição reprodutivista escolar, calçada no argumento de autoridade, na disciplina, na transmissão de conhecimento, no currículo como “grade”. O aluno é mantido na condição de objeto de instrução, evitando-se que compareça como autor. Na prática, nem o professor é autor, muito menos o aluno. Faz parte do instrucionismo também a aleivosia de confundir aprendizagem com aula. Embora aula sempre caiba como expediente auxiliar, grande parte das aulas não ultrapassa o argumento de autoridade, esvaindo-se em pretensões disciplinares arcaicas”.
Em tese, o aluno é a figura central na escola, mas o professor é a centralidade da aprendizagem do aluno. Na prática, o aluno aprende como o professor aprende.
Bom, a pergunta que me fiz, no final da leitura do texto, foi: qual é meu jeito de aprender? Tomar consciência do meu jeito aprendiz irá melhorar o aprendizado das minhas alunas? Este é um desafio interessante. Mas como apreender como eu aprendo? Cabe lembrar também que o objeto aqui não é o que eu aprendo, mas como aprendo. Isto já é um bom ponto de partida. Porém, como diz um amigo meu, se estou ensinando história da educação caberia levar para a sala de aula como eu aprendi a fazer bolo? Eu posso estar exagerando, mas isto tem sentido, ou seja, o tema/conteúdo do aprendizado está relacionado ao aprendizado de determinada disciplina. Do contrário estaríamos, todos, apenas aprendendo em como fazer bolos.
Salvos pelo gongo do bom senso, acredito que o acordo é sim ensinar/aprender colaborativamente junto com os(as) alunos(as), respeitando as diferenças de experiências entre professor e corpo discente.
Minha forma de aprender é um tanto quanto eclética. Sou lento nas leituras, preciso anotar, rabiscar os textos para capturar as idéias e dialogar com as mesmas. Na infância, lembro que sentia dificuldade em concordar com a professora de português sobre o que era o tema principal de determinados textos que ela nos passava. Mas isto não acontecia em todos os textos, claro. Hoje entendo que esta dificuldade estava na pouca autonomia que tínhamos na interpretação e no medo de estar fazendo interpretações erradas.
Percebo também que é importante a fonte de informações. Hoje busco informações em citações bibliográficas de livros/artigos que leio; nas listas de discussões on-line que participo; blogs; conversas com colegas de trabalho e outros pesquisadores. Vejo que na universidade, há certa dificuldade ao propor uma disciplina, em eleger o que os alunos devem ler prioritariamente. Quando seleciono um texto significa que outras leituras e entendimentos foram feitos, o que certamente adjetiva a minha compreensão, que será diferente das alunas. Explicitar estes procedimentos não seria um caminho de pensar o como aprendi?
Mas este aprendizado está pronto quando vou para a sala de aula? Não. Ao problematizar textos, sugerir o debate de idéias, outras possibilidades de aprendizado/interpretação são lançadas no jogo. Acredito que ao fazer isto, lanço mão do meu esforço em ter estudado para publicar a aula, mostrando meu próprio percurso. E mais, propondo a produção de textos sobre questões abertas do tema estudado. Faço isto também utilizando este blog como referência para a continuidade da produção intelectual de sala de aula, oportunizando às alunas outro local de debate.
EDUCAÇÃO AMBIENTAL
No sentido de discutir propostas viáveis para a implementação concreta da Educação Ambiental nas Escolas Municipais, realizar-se-à, dia 01 de junho às 14:00 horas no Auditório da faculdade de Tecnologia e Ciências - FTC, o Seminário: Educação Ambiental - Políticas Públicas fundamental para a construção das Diretrizes Curriculares da escola Grapiúna.
A discussão é pertinente e o momento propício. Estaremos lá!
13.5.10
DENÚNCIA!
DIRETO DO BLOG ITABUNA HOJE
Gincana Social
Membros dos Conselhos Escolares são empossados em Itabuna
Os conselheiros, eleitos por voto direto no dia 16 de abril, vão compor um órgão interno com funções consultivas, deliberativas, avaliativas, fiscalizadoras e mobilizadoras, garantindo uma gestão democrática participativa que objetiva orientar e deliberar acerca de todas as ações da escola, desde os aspectos financeiros aos pedagógicos.
O chefe de gabinete, Ivann Krebs Montenegro, que representou o prefeito Capitão Azevedo, frisou a importância da participação dos pais no contexto escolar. “Assim como os professores, os pais são importantes na formação educacional de seus filhos. A aproximação entre eles pode garantir resultados melhores na educação, o que contribui inclusive para a redução do índice de violência”, afirma Ivann.
Texto: Natália Tavares Fotos: Vinícius Borges (03/05/2010). Direto do site da Prefeitura de Itabuna.
16.4.10
Eleição direta dos Conselhos Escolares
A Escola Flávio Simões, promove nesta sexta-feira (16), eleição direta para a composição de seu Conselho Escolar. A eleição será realizada na própria escola, onde representantes de alunos, professores, pais e funcionários irão eleger seus próprios pares através de voto direto.
Para o secretário da Educação, Gustavo Lisboa, democratizar o ensino não é apenas instalar uma escola pública, atendendo aos reclames da população, mas sobretudo universalizar o acesso e garantir a permanência dos alunos, com a oferta de um ensino de qualidade.
“Para isso é imprescindível a construção de um projeto com a efetiva participação da comunidade local, onde estejam inseridos as prioridades e os objetivos de cada escola e os problemas que precisam ser superados, por meio da criação de práticas pedagógicas coletivas e da corresponsabilidade de todos os membros da comunidade escolar”, frisa Lisboa.
O Conselho Escolar é um órgão interno de cada unidade de ensino, exercendo funções consultivas, deliberativas, avaliativas, fiscalizadoras e mobilizadoras. Também garante uma gestão democrática participativa, já que orienta e delibera acerca de todas as ações da escola, envolvendo aspectos financeiros e pedagógicos.
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PMI Texto: Natália Tavares /
31.3.10
FELIZ PÁSCOA EM OUTRAS LÍNGUAS...
Na Tchecoslováquia
VESELE VANOCE
Na Alemanha
SCHÖNE OSTERN
Na Itália
BUONA PASQUA
No Laos
SOUK SAN VAN EASTER
Na Macedônia
SREKEN VELIGDEN
Em Inglês
HAPPY EASTER
Na França
JOYEUSES PÂQUES
Na Grécia
KALO PASKA
Na China
FOUAI HWO GIE QUAI LE
Em árabe
EID-FOSS'H MUBARAK
Na Croácia
SRETUN USKS
Feliz Páscoa amigos......
MENSAGEM SOBRE A PÁSCOA
Ela traz esperança
e é símbolo de mudança,
liberdade e vida.
Na Páscoa, o povo israelita
passou da escravidão à liberdade
e Jesus, pela ressurreição,
passou da morte para a eternidade...
Quero uma Páscoa no meu país,
pois com ela temos vida plena.
A justiça social prevalece;
a impunidade deixa de existir;
o idoso não padece na fila do INSS;
a criança não vai para a rua ou Febem;
o negro não é discriminado
e o índio tem de volta suas terras...
Quero uma Páscoa no meu país,
para o salário ser bem mais real;
a corrupção ser investigada
e eliminada.
Só assim o pobre não precisará
ser nenhum artista
para ter direito a moradia,
escola e o pão de cada dia...
Quero uma Páscoa no meu país,
para o óleo não destruir o verde;
a Saúde não amarelar;
a poluição não esconder o azul
e o branco significar que temos união
e uma imensa paz em cada coração...
Autor: Odilon Massalar Chaves
MEDITANDO
Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.
Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.
– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.
E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.
– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!
A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro… casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.
Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas – e dizia:
– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.
Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite… tudo sobre a mesa.
Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança… Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam…. era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade…
Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa.. A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos… até que sumissem no horizonte da noite.
O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail… Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:
– Vamos marcar uma saída!..
– ninguém quer entrar mais.
Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.
Casas trancadas. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite…
Que saudade do compadre e da comadre!
José Antonio Oliveira de Resende
Professor de Prática de Ensino, do Departamento de Letras, Artes e Cultura,
da Universidade Federal de São João del-Rei
Marcadores: Arte-educação
Itabuna 100 Anos
A UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz – lançou, nesta terça-feira, dia 30, na quadra do Colégio AFI, às 19 horas, em Itabuna, o Projeto do Centenário, com a participação de alunos, pais, professores e autoridades. Entre as atividades proposta, está o Projeto “Itabuna: Olhares de um Século”, destinado a empreender ações voltadas para as comemorações da data magna.
Os projetos idealizados para comemorar o centenário de Itabuna serão coordenados pela Comissão criada por designação do reitor Antonio Joaquim Bastos da Silva e presidida pela professora doutora Janete Ruiz de Macedo, diretora do Departamento de Filosofia e Ciências Humanas (DFCH). Dentre eles, o Projeto “Itabuna: Olhares de um Século”, a ser realizado através de parceria inédita com o Colégio Ação Fraternal de Itabuna (AFI), a partir de iniciativa do professor de História, Cláudio Zumaeta.
“Itabuna: Olhares de um Século” vai promover pesquisas com os alunos destinadas à preservação, registro e ampliação da História da cidade, através dos “olhares” (dos sentimentos e afetividades). Pretende-se que os alunos fotografem o patrimônio cultural da Cidade, inserindo-se naqueles registros que comporão a história dos próximos anos do Município, com o objetivo de confeccionar um livro-postal com imagens e textos realizados pelos discentes. O Projeto se divide em quatro eixos temáticos Cultura, Sociedade, Economia e Cotidiano, havendo ainda espaço para contribuições da comunidade e, especialmente, dos olégios públicos e particulares.
De maneira geral, o Projeto “Itabuna: Olhares de um Século” se incorporou a outros que serão coordenados pela UESC ao longo deste ano. A preocupação maior das ações empreendidas para o Centenário é possibilitar um grande fluxo de informações referentes à emancipação de Itabuna, de maneira pedagógica e multidisciplinar, integrando toda a comunidade nos eventos comemorativos pela data, evidenciando a educação cidadã. A UESC propõe também a criação de um banco de dados permanente (Blog do Centenário), que concentre todas as ações comemorativas do evento.
24.3.10
Livro-postal fará parte do centenário de Itabuna
Projovem Urbano promove concurso de beleza
Crédito: JBO
A Secretaria da Educação, responsável no âmbito municipal pelo programa federal Projovem Urbano, informa que será realizado no dia 23 de março o desfile para escolha do Garoto e Garota Projovem Urbano 2010. O evento será realizado na terça-feira (23), a partir das 19 horas, no auditório do Colégio Sesquiscentenário (Ciso), bairro de Fátima. O concurso é uma ação da coordenação local do Projovem Urbano e tem o objetivo de estreitar as relações interpessoais entre os alunos dos núcleos de ensino localizados no Centro, em Ferradas, Califórnia, Nova Itabuna e Jardim Primavera, promovendo e ao mesmo tempo valorizando a autoestima dos jovens. O Projovem tem como finalidade oferecer ensino fundamental a jovens e adultos entre 18 e 29 anos, que não tenham concluído esse nível de ensino. O curso tem duração de 18 meses, oferecendo, além de ensino formal, inclusão digital, qualificação profissional e um auxílio financeiro mensal de R$ 100,00. A coordenadora pedagógica do programa, Jeovani Lima Costa, explica que o evento tem o apoio da Prefeitura de Itabuna e o patrocínio de várias empresas, como Mila Papelaria, Biboca Cabeleireiros, Livraria e Papelaria Canário, Mercado Santa Bárbara, Unime, Revele Digital e Churrascaria Bonabrasa.
Dados do Jornal Bahia Online
Proeja tem aula inaugural no Conjunto Penal de Itabuna
Do site da cidade
20.3.10
16.3.10
Sábado Letivo
Sábado, dia 13/03, elaboramos nossa aula para homenagear as mulheres de nossa escola, alunas e funcionárias. Aproveitamos o momento e convidamos as mães de todos os alunos, para participarem desta aula comemorativa.
Lembrando a força da mulher, procuramos informar a todas sobre seus direitos e também deveres, como o cuidado com a saúde
Contamos com a participação da Professora Ivone Miranda, que discorreu sobre a Lei Maria da Penha e apresentou levantamentos da cidade sobre a atuação da Delegacia da Mulher..
Discorrendo sobre a Saúde da Mulher, contamos com a Enfermeira Janaina Maynart, que conseguiu manter o interesse de todos sobre o tema.
10.3.10
8º Concurso Pátria Amada
Os professores que se encontram lotados na Secretaria da Educação não poderão concorrer.
Informações no site: www.itabuna.ba.gov.br/patriaamada
Encontro com pais
Realizado o Primeiro Encontro Anual com os pais da escola.O momento aconteceu para as boas vindas do grupo da EMFJSC a todos.
Contamos com a participação da Professora Ednelza Peixoto, que fez uma bonita e divertida explanação sobre ser mãe, utilizando uma mensagem em power point: Mãe Má.
Tivemos também, a participação de um grupo de jovens dançarinos, alunos da Professora Railda Prudente, .
O grupo apresentou um histórico dos cem anos de Itabuna em sua coreografia.
Esse primeiro encontro aconteceu no turno matutino e no turno vespertino e tivemos a participação de um grande número de pais.
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