O vídeo acima fala sobre a distribuição do Kit que combate a HOMOFOBIA. Sou totalmente contrária a distribuição deste kit, a banalização mesmo dos aspectos particulares e pessoais de cada criança e aos valores familiares. Não sou preconceituosa, nem pretendo ser, mas como mãe não quero que escola alguma interfira na sexualidade dos meus filhos, sendo que ainda são crianças. Como posso manter o respeito em casa se na escola meus netos podem assistir videos que fazem apologia a sexualidade de pequenos grupos!
Há tanta contradição nesse tema, mas o mais importante já foi feito.... já houve o financiamento do projeto. Por volta de três milhões de reais, isso mesmo R$ 3.000.000,00. Enquanto há crianças sem ir à escola por falta de calçados e o MEC se preocupando e gastando com aprovação e distribuição de kit gay!
Trabalhar o respeito à desigualdade e ao outro é função primordial da família e a escola complementa o reforço a esses valores, mas sem necessidade de utilização de material tão explícito e ao mesmo tempo, indutor de comportamentos. Ter conhecimento das diferentes formas de relacionamentos amorosos a criança tem em seu convívio diário, através dos meios de comunicação, do convívio social e até mesmo familiar.
É necessário um basta na banalização dos problemas sociais e educacionais, as escolas recebem crianças que procuram oportunidades para o seu futuro, e elas precisam do apoio do governo, mas não com propostas como estas.
24.5.11
Polêmica - Kit Gay
22.5.11
PEI - Programa de Enriquecimento Instrumental do Prof. Reuven Feuerstein.
O PEI é um programa de intervenção multidimensional que compreende uma fundamentação teórica, um repertório rico de instrumentos práticos e um conjunto de ferramentas analítico-didáticas, focalizando em cada um dos três componentes de uma interação: o aprendiz, o estímulo e o mediador, com o objetivo de aumentar a eficiência do processo de aprendizagem.
O PEI se fundamenta na Teoria da Modificabilidade Cognitiva Estrutural e na Experiência de Aprendizagem Mediada de Reuven Feuerstein que nos oferece uma visão dinâmica das capacidades cognitivas do ser humano, esclarecendo como os processos de aprendizagem ocorrem e como é possível, através de uma mediação adequada, expandir o potencial para aprender aumentando a eficiência do funcionamento intelectual dos indivíduos.
O PEI pode ser utilizado em grupo ou individualmente em crianças na idade escolar e em adultos de vários níveis de funcionamento. O programa está traduzido em 12 línguas e é utilizado em diversos países.
A formação completa para interessados na utilização do programa tem duração de 210 horas/aula, divididas em 3 módulos de 70 horas cada.
O PEI pode ser aplicado em diferentes áreas:
Área educacional - para alunos do ensino regular, de sala de recursos, superdotados e na educação de adultos.
Área clínica – com todos os indivíduos a partir de 8 anos que necessitem de uma abordagem cognitiva para superar suas dificuldades de aprendizagem e/ou de comportamento
Área empresarial – em programas de treinamento das habilidades de pensamento e de aprendizagem e na promoção da produtividade.
Área institucional e social – como uma ferramenta adicional para ajudar indivíduos que necessitam socializar-se, praticar atividades intelectuais, recuperar a auto-estima e melhorar suas capacidades cognitivas.
Objetivos do PEI
O objetivo central do PEI é a produção de modificações nas estruturas cognitivas dos indivíduos, expandindo o potencial de aprendizagem, aumentando a eficiência mental e melhorando a qualidade do desempenho intelectual.
Para ajudar a promover este objetivo central, seis sub-objetivos foram formulados:
Correção da funções cognitivas deficientes
O primeiro sub-objetivo do PEI é a correção das deficiências nos pré-requisitos cognitivos do pensamento operacional, ou seja, as funções cognitivas, que falharam no seu desenvolvimento, em grande parte como o resultado da falta de experiência de mediação ou por que o aprendiz foi incapaz de se beneficiar da mediação recebida.
Para dar apenas alguns exemplos de como atingir este objetivo, o mediador irá ajudar o aprendiz a desenvolver adequadas estratégias de pensamento, restringir a impulsividade, ser preciso e sistemático na coleta de dados, identificar e definir problemas, selecionar indícios relevantes, planejar a sua ação e evitar o ensaio e erro, formar e confirmar hipóteses, buscar evidência lógica e refletir antes de responder.
Aquisição de vocabulário, rótulos diferenciados e conceitos relevantes às tarefas do PEI assim como para a resolução de problemas em geral
O segundo sub-objetivo consiste em equipar o aprendiz com linguagem e ferramentas verbais necessárias para a análise do processo mental internalizado, facilitando, consequentemente, o controle e o insight de seu funcionamento cognitivo.
Além do domínio de conteúdo e linguagem da tarefa, o PEI visa equipar o aprendiz com um repertório lingüístico rico e diferenciado de conceitos espaço-temporais, definições acuradas, e rótulos verbais precisos que representam as diferentes relações, operações mentais e funções cognitivas que formam a base de qualquer habilidade de resolver problemas.
Suscitação da motivação intrínsica através da formação de hábitos
Despertar a motivação intrínseca no aprendiz é considerado como um pré-requisito indispensável para qualquer intervenção que visa o desenvolvimento das habilidades de pensamento e do processo cognitivo, com o objetivo de prevenir o estado de contínua dependência do indivíduo em fontes externas de motivação as quais nem sempre são oferecidas pelo ambiente.
Para alcançar isto, o PEI visa a formação e a consolidação do funcionamento cognitivo eficiente num conjunto de hábitos que tendem a emergir espontaneamente no comportamento do aprendiz, independentemente de qualquer necessidade externa.
Criação do insight e pensamento reflexivo
O quarto sub-objetivo consiste no despertar de consciência do aprendiz na implícita relação entre diferentes modos de raciocínio e o conseqüente resultado do seu funcionamento cognitivo.
Ao invés da freqüente tendência de atribuir a condições externas ou mero acaso tanto o fracasso quanto o sucesso, o mediador usa o PEI para ajudar a desenvolver no aprendiz uma orientação com relação a si mesmo e ao seu próprio processo mental os quais devem ser considerados responsáveis pelo comportamento adequado e inadequado.
Criação da motivação intrínsica pela tarefa
O quinto sub-objetivo está relacionado ao tipo de motivação que pode se originar da sensação de domínio de uma tarefa e do valor social que vem acompanhado ao sucesso desta realização.
O PEI, intencionalmente desassociado do domínio familiar de conteúdos específicos e das disciplinas curriculares, ajuda o mediador a criar no aprendiz a motivação para envolver-se com tarefas que são consideradas atrativas e desafiadoras pelo prazer do sentimento de satisfação produzido por esta realização.
Mudança de um papel passivo e reprodutor para um papel ativo e gerador de novas informações
O sexto sub-objetivo do PEI se refere a necessidade de mudança da auto imagem do aluno, o qual frequentemente se percebe capaz apenas de registrar e reter informações, de fonte externa e de forma passiva, de maneira que ele possa conceber-se como pensador ativo, capaz de gerar novas informações com base numa adequada coleta e elaboração de dados.
Instrumentos do PEI Nível 1........................................ (Ver detalhes)
Organização de Pontos
Orientação Espacial I
Comparações
Percepção Analítica
Nível 2........................................ (Ver detalhes)
Classificações
Orientação Espacial II
Ilustrações
Relações Familiares
Relações Temporais
Nível 3 ........................................ (Ver detalhes)
Progressões Numéricas
Instruções
Silogismos
Relações Transitivas
Desenho de Padrões
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Depoimento da professora Amanda Gurgel
Ela desafiou deputados e secretários de seu estado mostrando a real situação da educação no Brasil, desmascarando estatísticas convenientes e exigindo melhores condições de trabalho.
O discurso da professora é um retrato claro da educação e dos professores brasileiros.
Que essa fala e seu posicionamento sirvam para que o Estado Brasileiro repense as políticas na área educacional e crie ações efetivas na solução desse problema que é nacional.
21.5.11
Reflexão
20.5.11
Um bom dia! Que seu dia seja realmente lindo!
19.5.11
Líder imaturo ou incompetente ?
Se o seu líder, aqui leia-se Coordenador, Diretor, Gestor, Supervisor, etc, for uma pessoa equilibrada, justa, competente, controlada, educada e aberto a ouvir opiniões, não teme em realizar inovações, está sempre atento a novas ferramentas e estratégias para melhorar a qualidade do trabalho dos Professores e o rendimento dos alunos, então você não precisa continuar lendo este artigo. Parabéns você tem o Líder dos sonhos de qualquer empresa.
Agora, se você estiver pensando “ ah que bom seria se o meu líder fosse assim”, então este artigo é para você.
Se o seu líder não é do tipo descrito acima, então provavelmente ele se encaixará em um dos dois tipos restantes: incompetente ou imaturo.
O líder é incompetente quando não tem o preparo técnico para desempenhar suas funções adequadamente. É o tipo da pessoa que acha que o que já sabe já está bom, não se preocupa em atualizar-se ou participar de treinamentos para a sua educação continuada. Não é adepto de mudanças e inovações. Sempre coloca defeito no trabalho dos outros e nunca está aberto a novas idéias e muito menos a ouvir opiniões que possam melhorar o trabalho.
Faço um alerta que incompetência é diferente de ignorância. Podemos ignorar vários assuntos de várias áreas, até porque não é possível conhecer tudo, assim sendo podemos dizer que uma pessoa pode ignorar o que seja física quântica, porém se esta pessoa receber as informações pertinentes a esta área, bem como realizar cursos e estudos com certeza ela estará apta a responder em um determinado nível de aprofundamento, o que seja a física quântica.
A pessoa incompetente sabe determinado assunto, porém não se esforça para atingir a excelência no que faz, assim o seu desempenho é sempre medíocre.
Já o líder imaturo não apresenta as competências e/ou habilidades no relacionamento interpessoal, sendo assim não sabe gerir as pessoas pois não as vê como tal, e sim como meros instrumentos que devem apenas cumprir ordens e realizar tarefas. Geralmente é o tipo de líder que ou é autoritário com a equipe ou então é negligente, beirando a indiferença com todos.
Este tipo de líder não sabe conversar e nem mediar conflitos que ocorrem no ambiente de trabalho, pois está sempre alheio e indiferente às necessidades das pessoas que lidera.
Uma pessoa que age desta forma só traz malefícios para as pessoas que lidera, bem como para a instituição que trabalha, pois ninguém segue quem não admira, ninguém procura dar o seu melhor quando não recebe reconhecimento. Todos perdem ! Mas pior mesmo é quando o líder além de imaturo TAMBÉM é incompetente.
Por que então as instituições ainda mantém esse tipo de “pseudo-líder” ? Digo a você que este tipo de “líder” está com os dias contados, pois a Escola está descobrindo o que quaisquer outras Organizações que prezam qualidade e competência já sabem: Funcionário incompetente compromete os resultados, pois oferece serviços de má qualidade. O setor privado já está consciente disso e o setor público está começando a incorporar uma nova visão de gestão.
Diz o ditado popular: “quem tem competência se estabelece, quem não tem fenece” , sendo assim os “pseudo-líderes” serão destituídos do cargo e terão que dar passagem para um novo tipo de Líder, que terá como uma das características do seu perfil a proatividade e a competência
Se no seu local de trabalho você convive com um “pseudo-líder” avalie o seguinte: se a pessoa mostra-se disposta a aprender então é possível que haja mudanças a médio prazo, porém se é uma pessoa intransigente, está mais interessada no cargo que nas responsabilidades então é muito improvável que esta pessoa não vá mudar e sendo assim é melhor que você mude de local de trabalho.
Lembre-se de uma coisa: ninguém obriga o outro a crescer ou aprimorar-se, isso é algo intrínseco de cada um conforme sua visão de mundo, de pessoa, de projeto de vida, de competência e excelência. Pessoas medíocres criam instituições medíocres e instituições medíocres morrem.
Você está sofrendo tendo que conviver com o “pseudo-líder”? Compartilhe sua estória no nosso blog postando em comentários.
texto de Roseli Brito no site S.O.S. Professor
Marcadores: Coordenação Pedagógica, Gestão
Cibercultura: o que muda na Educação
A cibercultura é a cultura contemporânea estruturada pelo uso das tecnologias digitais em rede nas esferas do ciberespaço e das cidades.
Compreendemos tais esferas como campos legítimos de pesquisa e formação, atribuindo-lhes o status de redes educativas.
Atualmente, a cibercultura vem se caracterizando pela emergência da Web 2.0 com seus softwares e redes sociais mediadas pelas interfaces digitais em rede, pela mobilidade e convergência de mídias, dos computadores e dispositivos portáteis e da telefonia móvel.
Nesse sentido, essa tendência em pesquisa pauta-se na relação complexa e interativa entre as aprendizagens tecidas não apenas ao longo da formação acadêmica e do exercício da profissão, mas também nas vivências
nos diversos ‘espaçostempos’ das cidades, considerando que o docente interage e aprende com seus estudantes, seus pares, gestores, comunidade escolar, com as mídias, com e em redes educativas multirreferenciais e com a sociedade mais ampla.
A noção de Educação Online trazida por nós não separa mais as práticas da modalidade de educação presencial das práticas de educação a distância, uma vez que, de acordo com o que acreditamos, estar geograficamente dispersos não é estar distantes, especialmente quando tecnologias digitais em rede vêm proporcionando encontros e diálogos síncronos e assíncronos e instituindo novas possibilidades de presencialidade em redes educativas variadas.
Nesse contexto, é preciso compreender como se dá a formação de professores para a docência online e alargar essas possibilidades, pois praticamente não contamos, ou contamos muito pouco, com processos de
formação inicial específicos em cursos de graduação. Os processos de formação continuada vêm se instituindo em práticas e projetos pontuais e contextualizados, de acordo com os modelos curriculares específicos de instituições – públicas ou privadas – e de alguns docentes que vêm construindo e atuando
na e pela internet com seus desenhos curriculares autorais.
Um ambiente virtual de aprendizagem é um conjunto de interfaces digitais, que hospeda conteúdos e permite a comunicação, propiciando a expressão e a autoria dos participantes que habitam tais interfaces. Forma-se um híbrido entre objetos técnicos e seres humanos em processo de construção do conhecimento. Cada vez que um novo participante habita, com sua autoria criadora, uma das interfaces de um ambiente virtual de aprendizagem, o mesmo se auto-organiza, modificando não só o ambiente fisicamente, como também, em potência, a aprendizagem de todos os praticantes da comunidade.
Não é o ambiente online que define e educação online. Ele condiciona, mas não a determina. Tudo dependerá do movimento comunicacional e pedagógico dos sujeitos envolvidos (SANTOS, 2005). Além de acreditarmos que só aprendemos porque o outro colabora com sua experiência, sua inteligência e sua provocação, sabemos que temos interfaces que favorecem a nossa comunicação de forma livre e plural. Neste contexto, precisamos repensar o trabalho docente. É deste lugar que conceituamos educação online
como um fenômeno da cibercultura.
Assim, entendemos as práticas de Educação Online como um processo complexo (de desterritorialização e reterritorialização de saberes e conhecimentos) que se institui a partir de uma série de ações e situações de
ensino-aprendizagem, ou atos de currículo (MACEDO, 2000), mediadas por interfaces digitais que potencializam práticas comunicacionais e pedagógicas.
texto de Edméa Santos
imagens da internet
Marcadores: Cursos, Inclusão Digital, Informação, TICs
Mobilização Social em Prol da Escola
Estreitar as relações entre a comunidade escolar, sociedade e o Conselho Escolar. É este o principal objetivo do Dia “D” do Conselho Escolar – Mobilização Social em Prol da Escola que a Secretaria da Educação (SEC) de Itabuna está programando para o próximo dia 20 de maio na Rede Pública Municipal de Ensino, quando serão oferecidos diversos serviços e desenvolvidas ações de cunho social.
Organizado pelo Departamento de Acompanhamento da Gestão da SEC, através da Assessoria aos Conselhos Escolares, o Dia “D” visa trabalhar as funções pertinentes ao colegiado escolar, principalmente no seu aspecto mobilizador e deliberativo, aproximando ainda mais o Conselho da própria comunidade escolar e da comunidade local.
De acordo com a diretora do Departamento de Acompanhamento da Gestão, Sandra Damasceno, será um dia de extrema importância para os conselhos que, juntamente com as escolas, estarão desenvolvendo ações com foco na geração de benefícios para a comunidade.
“O Dia ‘D’ do Conselho Escolar visa, sobretudo, o desenvolvimento social e participativo da escola, abrindo suas portas para atender de forma ampla a comunidade na qual esta inserida e, acima de tudo, promovendo o fortalecimento de suas atividades”, justifica Sandra. Na Rede Municipal de Ensino de Itabuna estão instalados e em funcionamento 112 conselhos escolares, que são responsáveis pelo acompanhamento e execução das políticas públicas na escola.
Na escola Flávio Simões a programação incluirá a realização de mutirões de atendimento fisioterápico, oficinas de artesanato, pintura, estética, palestras educativas e informativas, visitação dos agentes de Saúde e Combate a Dengue, entre outros, durante todo o dia, promovendo assim um dia de atividades que contemplem necessidades vivenciadas pela comunidade local.
site PMI/
Marcadores: Arte-educação, Artesanato, Cidadania, Saúde
17.5.11
Porto Seguro sedia Congresso Internacional de Educação
Com o tema “A Educação para um Estado sem fronteiras: da teoria à prática”, o evento terá na programação palestras, mini-cursos, workshop e mesa redonda.
As inscrições estão abertas e podem ser feitas aqui.
O congresso será realizado no Centro Cultural e de Eventos do Descobrimento e deve atrair cerca de 5 mil profissionais ligados à educação e outras áreas.
Valorização do professor passa pelas questões salariais
Ao avaliar o reajuste salarial de 15,85% concedido ao magistério público municipal de Itabuna, o maior já registrado nas últimas décadas, o prefeito José Nilton Azevedo Leal reafirmou o seu compromisso com a melhoria da qualidade social da Educação e enfatizou que a valorização do professor passa, também, pelas questões salariais.
“Não podemos pensar na melhoria da qualidade social da Educação sem considerarmos que ela é fruto de um contexto que envolve melhoria salarial, da infraestrutura da escola, investimentos em tecnologia e em alimentação escolar e, principalmente, a promoção da saúde e da qualidade de vida do professor”, elucidou Azevedo. O chefe do executivo itabunense lembrou que pela primeira vez na história o governo municipal concede um reajuste superior ao que havia sido reivindicado pela categoria do magistério, que era de 15%.
“Isso é fruto da vontade política da nossa administração e parte do entendimento de que a Educação é o princípio do desenvolvimento da sociedade. Por isso, não mediremos esforços para tornar a Rede Pública Municipal de Ensino de Itabuna em referência e modelo para as demais redes públicas do Norte/Nordeste do país”, frisou o prefeito.
Neste sentido, acrescentou Azevedo, o governo municipal, através da Secretaria da Educação (SEC), vem implementando diversos programas e ações focados na formação continuada do professor, na saúde do educador – a exemplo do Projeto Salutar -, na informatização das escolas municipais, inclusive do campo, na implantação da Escola em Tempo Integral, na suplementação da merenda escolar e na Educação Inclusiva, com a ampliação das ações do Centro Psicopedagógico da Educação Inclusiva (Cepei) e das Salas Multifuncionais.
“Como podemos perceber, a Educação não se limita apenas num determinado aspecto. Entretanto, temos consciência de que todos esses investimentos e programas só surtirão o efeito esperado, que é a melhoria da qualidade social da Educação, se o professor for valorizado e respeitado não só como profissional mais como um ser humano imprescindível para o desenvolvimento da sociedade”, contextualizou o prefeito de Itabuna.
Aumento salarial
O secretário da Educação, Gustavo Joaquim Lisboa, ressaltou que o aumento salarial de 15,85% concedido aos professores foi linear. Com isso, o menor salário pago a um professor em atividade de classe da Rede Pública Municipal de Ensino, com nível médio e carga horária de 40 horas, será de R$ 1.424,49 (um mil, quatrocentos e vinte quatro reais e quarenta nove centavos). “Diferente do que ocorreu no ano passado, esse incremento salarial foi extensivo a todos os níveis de professores”.
“Isso representará um grande impacto na folha de pagamento em razão de a Rede já possuir maior parte dos professores em nível III, cujos salários são mais elevados. Somente com o pagamento dos salários dos professores o município gastará exatos R$ 6,6 milhões a mais em 2011 do que em 2010”, revela Lisboa. Ele acrescenta que com os recursos do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização do Magistério (Fundeb) o município não consegue nem mesmo cobrir a folha, uma vez que ela ultrapassa R$ 4,5 milhões mensalmente.
Gustavo esclarece que os recursos do Fundeb para Itabuna, definidos por meio da Portaria Interministerial do Governo Federal, que estima a receita anual e os coeficientes de distribuição de recursos por entes governamentais, é de R$ 3.492,291,85 (três milhões, quatrocentos e noventa dois mil, duzentos e noventa um reais e oitenta cinco centavos). “Para pagar a folha, os recursos serão complementados pelo tesouro municipal, conforme fora autorizado pelo prefeito Capitão Azevedo durante a Campanha Salarial do Magistério deste ano”, pontua o secretário da Educação.
Ganho real
Lisboa destaca ainda que, sem sombra de dúvidas, trata-se do maior aumento linear já concedido à Rede Pública Municipal de Ensino. “Mais ainda, foi um reajuste no vencimento básico, o que implica em dizer que todas as outras gratificações e adicionais sofreram o impacto deste aumento salarial, que o que será superior aos 15,85% no valor bruto final do vencimento dos professores”, assegura o secretário.
O titular da Educação acrescenta que, além disto, a Prefeitura de Itabuna também atende à legislação federal que foi aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que implantou em nível nacional o piso salarial do professor. “Considerando os aumentos concedidos desde 2005, os professores já acumulam o ganho nominal de 68,56% e ganho real de 33,9% para além dos índices inflacionários, calculados pelo IBGE, através do Índice de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA”, finalizou Lisboa.
do site da PMI
16.5.11
Coordenando as Tecnologias Educacionais
É preciso deslocar a ênfase do objeto (o computador, o programa, este ou aquele módulo técnico) para o projeto (o ambiente cognitivo, a rede de relações humanas que se quer instituir).
Segundo dados inseridos na Wikipédia, as Tecnologias Educacionais são utilizadas desde o prncípio da educação sistematizada. Ainda hoje se usa a tecnologia do giz e da lousa, que antigamente eram feitas de pedra-ardósia, usa-se a tecnologia dos livros didáticos, atualmente os diversos estados mundiais debruçam-se sobre quais seriam os currículos escolares mais adequados para o tipo de sociedade pretendida.
No mundo ocidental, um dos grandes desafios é adaptar a educação às novas tecnologias - TICs tais como os meios de comunicação atuais como a internet, o rádio, os softwares que funcionam como meios educativos formais ou informais.
A Tecnologia Educacional é a área de conhecimento onde a tecnologia se submete aos objetivos educacionais. Ela procura auxiliar o processo ensino e aprendizagem de modo a propiciar formas adequadas de utilizar os recursos tecnológicos na educação, preocupando-se com as técnicas e sua adequação às necessidades e à realidade dos educandos, da escola, do professor, da cultura em que a educação está inserida.
Com base nas necessidades operacionais e de utilização das TICs no ambiente escolar, foi que o NTM de Itabuna formatou e está aplicando o curso semipresencial "Coordenando as Tecnologias Educacionais".
Toda a metodologia do curso estará voltada para a interação de aprendizagem nos ambientes on-line, onde os professores-cursistas poderão desenvolver e construir propostas de interação com as NTIC no ambiente MOODLE, visando a elaboração e execução de um projeto em sua(s) própria(s) escola(s), de maneira individual ou coletiva.
O curso terá uma carga horária de 80 horas e será realizado através de Módulos Temáticos.
Marcadores: Educação, Formação Coordenação, Formação Professor, TICs
11.5.11
Novo olhar sobre a Matemática
Seguindo o link de indicação para um texto, postado em um comentário no blog, encontrei, no site Beira do Rio, Jornal da Universidade Federal do Pará, a apresentação de uma forma diferenciada de trabalhar conceitos matemáticos. O autor me encantou, porque sou apaixonada pela educação e pelas novas formas de levar a aprendizagem e trabalhar o conteúdo com os alunos. É um trabalho de envolvimento integral. Parabéns professor!
por Paulo Henrique Gadelha /Abril 2011 foto Acervo do Pesquisador
Historicamente, a Matemática foi concebida como uma ciência hermética e desinteressante. É comum escutarmos relatos de experiências traumáticas quando o assunto em questão é o aprendizado da disciplina. Seria possível, então, estudar os conteúdos matemáticos de uma forma alternativa e atraente, tornando-os inteligíveis para os alunos e eficiente para o professor?
Para essa indagação, o professor João Batista do Nascimento, da Faculdade de Matemática do Instituto de Ciências Exatas e Naturais (ICEN) da Universidade Federal do Pará (UFPA), não titubeia em afirmar que sim. A resposta tem respaldo na metodologia criada pelo próprio docente: o uso do teatro na aula de Matemática.
De acordo com o professor, a didática consiste em trabalhar os conceitos dessa área de conhecimento de uma maneira em que os alunos possam assimilar os conteúdos de forma lúdica e prazerosa. “Com o auxílio do teatro, a criança vai perder o medo da Matemática e passar a ter uma nova visão sobre a disciplina, pois a linguagem teatral tem o poder de despertar os nossos sentimentos e emoções. Dessa forma, após vivenciar no palco o que sempre foi considerado enfadonho, o aluno vai ter mais sensibilidade para aplicar a Matemática no seu cotidiano”, afirma o professor João Nascimento.
Com o primeiro resultado prático de sua metodologia, o professor criou, em 2003, o Projeto de Extensão “Atividades de Matemática para 3ª e 4ª séries”, o qual vigorou durante aquele ano na UFPA e contou com a ajuda de quatro alunos que cursavam Licenciatura em Matemática na Universidade, na época. A iniciativa recebeu, ainda, apoio do Clube de Ciências do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento da Educação Matemática e Científica (NPADC), atualmente Instituto de Educação Matemática e Científica (IEMCI), e da Faculdade de Matemática.
As atividades da iniciativa aconteciam aos sábados no Clube de Ciências. Nesses encontros, crianças do bairro Guamá entravam em contato com a Matemática não só por meio de peças de teatro, mas também por utilização de jogos e outras brincadeiras. Essas dinâmicas, segundo João Nascimento, são eficientes, pois contribuíam para uma melhor fixação dos conteúdos.
Espetáculo conta origem das figuras geométricas
Após essa experiência, o professor pensou em criar um espetáculo teatral que pudesse consolidar o seu trabalho. Então, João Nascimento elaborou a proposta da peça chamada “De ponto em ponto formamos...”, na qual os personagens representam elementos da Geometria Plana. O objetivo era discorrer a respeito dos conceitos básicos desse tópico da Matemática, tudo de forma informal e bem humorada.
A peça era dividida em cinco atos: OH! Sujeito quadrado! (ato 1); Triângulo Amoroso (ato 2); Círculo Vicioso (ato 3); Tem que andar na linha (ato 4); Ponto Finalmente (ato 5). No momento das encenações, os personagens (elementos matemáticos) se apresentavam, explicavam suas funções e peculiaridades contracenando uns com os outros. A proposta foi apresentada em instituições de ensino superior no Pará, adequando o conteúdo à realidade local. No Campus Universitário do Baixo Tocantins (CUBT) da UFPA, em Abaetetuba, isso aconteceu durante a realização da disciplina Fundamentos Teóricos e Metodológicos para o Ensino de Matemática, ministrada pelo professor Aubedir Seixas Costa, que também desenvolveu o trabalho nos municípios de Breves, Tailândia e Concórdia do Pará.
A metodologia foi batizada de “Matemática e Teatro – da construção lúdica à formalização”. A forma alternativa de ensinar Matemática ganhou notoriedade na mídia local, nacional e até internacional, sendo divulgada em Portugal.
Modelo tradicional é deficiente e ultrapassado
Apesar de defender com afinco o seu método, o professor mostra-se cético quanto a possíveis mudanças no modelo tradicional de se ensinar a ciência na rede básica, o qual ele considera extremamente deficiente e ultrapassado. Um problema que não se restringe ao Brasil, “o ensino de Matemática praticado aqui é de péssima qualidade. Essa realidade ultrapassa as fronteiras do País e se estende por toda a América Latina. É premente a necessidade de melhorar o ensino. Não adianta mais o professor apenas se limitar a escrever uma definição no quadro e o aluno copiar. E para atingir a qualificação esperada, o docente precisa buscar novos métodos. Porém não vejo uma movimentação intensa nesse sentido”, declara João Nascimento.
Para o professor, um dos fatores que contribuem para essa realidade é a concepção de que o aluno da rede básica não faz ciência. “Isso é falso. Eles produzem ciência tanto quanto quem está na universidade. Agora, é claro que existe uma diferença na densidade da produção. Isso é natural. Mas a produção do ensino básico não deixa de ser científica por ser menos complexa”, considera.
O próximo desafio de João Nascimento é produzir um livro que contemple todo o histórico da sua metodologia, para auxiliar estudantes e professores. A obra deve conter as dinâmicas envolvendo teatro e também poesia, música e outras vivências. O projeto já tem título “Matemática para Aprender e Ensinar”. Faltam alguns detalhes para a publicação, no entanto o professor já usa o esboço do material para auxiliar alguns colegas que têm interesse no trabalho.
“Não consigo visualizar grandes mudanças. Porém continuo insistindo em relacionar o teatro com a Matemática. Quero que as crianças não se limitem a aplicar o conhecimento em um papel frio de prova, mas possam defender o seu saber com todos os recursos e emoções disponíveis”, finaliza João Nascimento.
Todo que desejar mais informações, material e conhecer outras propostas é só pedir pelo e-mail: jbn@ufpa.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
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4.5.11
Poema para o dia das Mães
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CNE aprova diretrizes que flexibilizam ensino médio
Cada sistema de ensino ou escola poderá montar disciplinas conforme o interesse da escola, com ênfases variadas
O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou nesta quarta novas diretrizes para o ensino médio. A resolução vai dar liberdade a escolas e sistemas de ensino para que montem a grade curricular mais interessante aos alunos com ênfase em trabalho, ciência e tecnologia e cultura. Emendas serão feitas ao texto original, mas segundo a assessoria do órgão elas apenas esclarecem pontos e não alteram o conteúdo.A expectativa é que as novas diretrizes criem diversidade de projetos que atraiam os jovens em instituições públicas e privadas. Uma escola pode ter um projeto político pedagógico que enfatiza música, outra física, outra comunicação e o que mais a equipe achar que a comunidade precisa. “Cada escola ou sistema está liberado para dar mais tempo a uma ou outra área sem se prender a cargas horárias. Tem que ensinar matemática, português e outros conteúdos sim, mas pode ser dentro de um projeto sobre o que for melhor para a comunidade, pode ser uma hora ou 200 horas”, explicou o relator da proposta, José Fernandes de Lima. O texto segue agora para homologação do ministro da Educação, Fernando Haddad e deve ser publicado em algumas semanas.
A flexibilização é uma proposta do conselho debatida há 8 meses e que sugere aprendizado por projetos e uma divisão menos rigorosa de disciplinas. Os Estados – responsáveis por 90% das matrículas nesta etapa – já haviam aprovado o projeto apresentado em janeiro. Em São Paulo, o secretário-adjunto, João Cardoso Palma, disse que é “muito favorável” ao agrupamento de disciplinas.
O ensino médio tem os piores indicadores de aprendizado e conclusão da educação brasileira: apenas metade dos matriculados conclui os estudos e 10% aprende o que seria o mínimo adequado segundo as expectativas vigentes.
Aprovadas as diretrizes, novas expectativas de aprendizagem devem ser produzidas menos baseadas em conteúdos muito específicos. Será promovido um debate em todos os Estados para formular quais devem ser as bases mínimas esperadas.
Mais tempo
Um dia antes, a Comissão de Educação do Senado aprovou o projeto de lei aumenta em 20% o tempo de aula anual em todas as etapas, inclusive no ensino médio. As novas diretrizes apoiam esta ampliação e sugerem que parte das horas a mais seja de aulas fora da sala de aula.
Ensino técnico
Na semana passada, um programa de ampliação de vagas em escolas técnicas por meio de financiamento e bolsas, o Pronatec, foi lançado pelo ministro e a presidenta Dilma Rousseff. Apesar de reconhecer a importância do preparo para o mercado de trabalho, educadores questionaram que essa não era a solução para a etapa, que precisava de um currículo mais variado.
Marcadores: Educação, Ensino Médio, Informação
Senado aprova carga horária maior para ensinos infantil, fundamental e médio
Projeto de lei que aumenta carga horária mínima de 800 para 960 horas anuais segue para apreciação da Câmara dos Deputados
A Comissão de Educação do Senado aprovou, nesta terça-feira, o projeto de lei do Senado (PLS 388/2007) que aumenta de 800 para 960 horas anuais a carga horária mínima para os ensinos infantil, fundamental e médio. Como foi aprovado em caráter terminativo, a matéria segue, agora, à apreciação da Câmara dos Deputados. Essas 960 horas, pelo projeto, serão distribuídas pelo período de 200 dias do ano letivo, excluindo os dias destinados aos exames finais, quando houver.Se as 160 horas a mais fossem distribuídas pelos 200 dias letivos obrigatórios, a carga horária diária teria um acréscimo de 48 minutos. No entanto, o texto não determina que o aumento seja diário. Com isso, as escolas podem optar como farão para cumprir a determinação, caso o projeto de lei seja aprovado.
Emenda incluída pelo relator do projeto, deputado Cyro Miranda (PSDB-GO), determinou que as mudanças no calendário escolar só entrarão em vigor dois anos após a publicação da lei no Diário Oficial da União. Ou seja, se a lei for aprovada pelo Senado e sancionada pela presidenta Dilma Rousseff ainda este ano, a nova carga horária só entraria em vigor em 1º de janeiro de 2013.
Também foi aprovado pela comissão, em caráter terminativo, o projeto de lei que aumenta de 75% para 80% a frequência mínima para a aprovação de estudantes no ensino fundamental. A proposta esclarece que, no caso de afastamento do estudante da sala de aula por motivo de saúde, o atestado médico apresentado garantirá o direito de fazer provas em segunda chamada, "mas não abona as faltas que lhe foram imputadas".
O relatório do projeto de lei do Senado destaca a meta do Plano Nacional de Educação (PNE), para o período de 2011 a 2020, de que 50% das escolas de educação básica do País ofereçam o ensino em tempo integral. De acordo com o texto, o projeto “dá um pequeno primeiro passo na direção do tempo integral”.
* Com informações da Agência Brasil
Marcadores: Educação, Informação, Plano Nacional de Educação
27.4.11
STF define que um terço da jornada dos docentes seja fora da aula
Definição da carga horária dos professores na lei do piso nacional havia sido questionada na Justiça
O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou constitucional a reserva de um terço da carga horária de professores para a realização de atividades extraclasse, como planejamento pedagógico. A lei que fixa a carga horária e um piso nacional para os professores foi questionada na Justiça pelos estados do Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com a decisão, o professor que cumpre jornada de 40 horas semanais, tem de ficar pelo menos 13 horas em atividades fora da sala de aula.No início do mês, o Supremo se posicionou a favor do piso salarial da categoria, que deve ser calculado sem contar benefícios, como bônus e gratificação. Na ocasião, os ministros não formaram consenso sobre a questão da carga horária e decidiram esperar o presidente Corte Cezar Peluso.
Nesta quarta, o plenário retomou o julgamento da carga horária do magistério e o ministro Peluso considerou inconstitucional a definição da jornada de trabalho, empatando o placar em 5 votos contra a carga horária e 5 a favor. O ministro José Antonio Dias Toffoli se absteve da votação. Seguindo o voto do ministro relator, Joaquim Barbosa, o plenário decidiu manter o artigo da lei que separa um terço das 40 horas semanais de trabalho para realização de atividades fora da sala de aula, e a Lei do Piso passa a valer na íntegra sem nenhuma altração.
No entanto, como a decisão sobre o horário de trabalho não alcançou o quórum de seis votos, não se aplicam os efeitos vinculantes em relação a esse artigo da legislação, o que significa que a decisão poderá ser questionada novamente, e outros tribunais poderão julgar de outras formas. O debate, inclusive, pode voltar novamente para o STF.
Os cinco estados que questionaram a constitucionalidade da lei 11.738/ 2008 alegam que ela fere o princípio de autonomia das unidades da federação prevista na Constituição. Também argumentam que a lei não leva em consideração o orçamento e a quantidade de trabalhadores de cada unidade da federação. São Paulo tem hoje metade deste tempo para atividades extraclasse.
Entenda a controvérsia
Em 2008, o Congresso aprovou lei que define um piso nacional para os professores e reservava um terço da carga horária de 40 horas para atividades extracurriculares.
No mesmo ano, governadores de Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul entraram com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4167 questionando a validade da lei aprovada no Congresso.
Uma decisão liminar concedida aos cinco Estados pelo Supremo invalidou o dispositivo que reservava tempo para atividades fora da sala de aula e considerou que o valor pago como piso poderia incluir vantagens, além do salário.
Neste ano, o novo governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), afirmou não ter mais interesse na ADI. Porém, a Justiça impede que um reclamante se desligue oficialmente do processo em andamento.
Em julgamento no início do mês, o STF manteve o pagamento do piso sem considerar benefícios, conforme previsto na lei. Hoje, ele voltou a se posicionar em favor da lei e a fixação da carga horária de 40 horas com reserva de tempo para atividades extra classe.
Naiara Leão, iG Brasília
Marcadores: ducação, Formação Professor, Informação, Piso Salarial, Sociedade
23.4.11
Música é um de sete novos conteúdos obrigatórios nas escolas
Conselheiros Nacionais de Educação dizem que só transversalidade das disciplinas permitirá introduzi-los
Nos últimos quatro anos foram acrescentados ao currículo da educação básica mais sete conteúdos obrigatórios. Em 2007, uma lei introduziu direitos das crianças e dos adolescentes. Em seguida, em 2008, entrou história e cultura afro-brasileira e indígena. Logo depois, vieram filosofia e sociologia – estas como disciplinas para o ensino médio – e, ainda naquele ano, música. Em 2010, uma emenda somou artes regionais e um decreto estabeleceu educação financeira.
Para cada novo componente foi dado um prazo de adaptação válido para escolas públicas e privadas. A obrigatoriedade do ensino de música começa no próximo mês de agosto, mas o Ministério da Educação (MEC) criou apenas este mês um Grupo de Trabalho para estabelecer a metodologia de implantação do conteúdo. Enquanto isso, algumas redes contrataram profissionais, outras investiram em projetos fora do horário de aula e a maioria ainda não se adaptou.
Pela lei, não é necessária uma disciplina para música, mas apenas a introdução de conteúdos. Dessa forma, diferentes professores poderiam introduzi-la dentro ou fora do horário de aula.
Liane Hentschke, professora de educação musical da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – instituição que é referência na área no País – defende que o mínimo seja um educador com formação específica e equipamentos musicais. “Dá para começar com o laboratório de informática e trabalhar softwares musicais com os quais as crianças já estão habituadas fora da escola, mas é importante ter um professor com consciência dos objetivos e que saiba introduzir outras músicas” afirma, acrescentando que depois de alguns meses também será necessário apresentar instrumentos.
“É preciso ter pelo menos aparelho de som, DVD, televisão, instrumentos de percussão, de corda, tambores e chocalhos. Para usar a voz, é preciso um profissional que entenda de canto, não é só cantar”, explica.
Ainda assim, ela defende que a música não ocuparia o tempo das disciplinas já existentes, pelo contrário, ajudaria a melhorar a compreensão delas. “Contribui para as capacidades de leitura, comunicação, sociabilidade, ouvir o outro, lógica, interpretação e ainda pode ser uma forma de incluir deficientes diversos”, argumenta.
Solução é integrar
A integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE), Clélia Brandão, lamenta que o estabelecimento de obrigatoriedade seja traduzido como um imposição de um componente sem conexão com os demais. “A música é fundamental desde a Grécia antiga e queríamos garantir que ela fizesse parte da formação dos jovens, ela agrega e serve para tornar a escola atraente. Agora vemos redes pensando no que dar de forma isolada, por série ou fora do contexto das outras áreas, isso é um modelo falido”, diz.
Queríamos garantir que a música fizesse parte da formação por agregar e tornar a escola atraente. Agora vemos redes pensando no conteúdo de forma isolada, por série ou fora do contexto, isso é um modelo falido"
Para ela, a música deveria integrar turmas diferentes e fazer parte de projetos com conteúdos de várias áreas. “A gente tem sido tradicionalista, tratando o aprendizado como uma série de pedacinhos, isso torna difícil acrescentar algo novo, a sonoridade deveria ajudar a unir e não entrar como outro conteúdo separado”. Ela espera que a equipe formada este ano possa esclarecer este “mal entendido”. “A escola tem que ousar ou estamos perdendo tempo.”
Outro conselheiro, José Fernandes Lima, critica a criação de muitos conteúdos novos. Relator de uma proposta de mudança no ensino médio que daria autonomia às escolas para montar suas grades curriculares, ele diz que os conteúdos devem ser dados de forma integrada e que o próximo passo seria tornar mais difícil a imposição de componentes. “Precisa estabelecer que direitos humanos são conteúdo? E educação a favor da diversidade? São coisas que a escola precisa ensinar pelo exemplo e o tempo todo, casos assim não devem ser colocados como componentes sob o risco de serem tratados apenas na aula específica do assunto.”
Marcadores: Arte-educação, Educação, Informação, Música
22.4.11
9.4.11
Dinâmicas de Páscoa
Pensando nisso, elaborei as atividades a seguir. Espero que gostem e desenvolvam em suas classes, lembrando de adaptar aos interesses, necessidades e faixa etária de seus alunos. Fotografe os resultados e envie para nós, com seu nome completo, estado/cidade, nome da escola e turma que foi desenvolvida. As melhores fotos serão publicadas e concorrerão a um brinde de nosso site. Aceitaremos fotos até o dia 10 de maio de 2011.
As atividades sugeridas abaixo desenvolvem principalmente: a criatividade, a reflexão, a expressão artística, oral e escrita, o raciocínio lógico e a socialização. Ampliam o vocabulário e a visão de mundo. Foram elaboradas para alunos do 1º ciclo do ensino fundamental, podendo ser facilmente adaptadas a alunos menores e maiores.
Tempo previsto de 1 dia inteiro para realizar cada atividade de forma eficaz.
DICAS DE ATIVIDADES
1 - Metades criativas
Material necessário:
Figuras geométricas de cartolinas coloridas divididas ao meio;
Papéis pardo ou 40 kg – uma folha para cada dupla;
Cola e canetas coloridas;
Aparelho de som e CD com músicas de páscoa.
Desenvolvimento:
Num primeiro momento organize uma roda de conversas sobre os símbolos da Páscoa. Registre no mural os conhecimentos prévios dos alunos e suas principais falas, intervindo quando necessário para que nenhum símbolo seja esquecido. Em seguida, proponha a dinâmica das metades. Organize uma nova roda, com todos de pé e de costas. Entregue uma metade de figura para cada aluno e oriente que tocará músicas sobre o tema e que quando a música parar cada um deve encontrar a sua metade, quando a música retornar devem trocar as metades e circular pela sala. Assim faça algumas vezes oportunizando o momento lúdico.
Na última rodada da dinâmica todos devem estar com seus pares, então sugira uma nova proposta: cada dupla colará suas figuras, unindo as metades no cartaz de papel pardo e terá que transformar a figura em um símbolo da páscoa usando canetas coloridas.
Retângulos virarão coelhos, triângulos peixes, círculos ovos ou o que a imaginação das crianças permitir. Incentive-os a ousar e enfeitar seus símbolos.
As duplas completarão os cartazes escrevendo o que sabem sobre o símbolo que escolheram criar e o motivo da escolha.
Exponha os trabalhos no mesmo mural que registrou a conversa inicial.
2 - Criação coletiva
Material necessário:
Sucatas diversas como: CDs velhos, caixas de tamanhos variados, latas, pedaços de isopor, restos de EVA, retalhos de tecido, embalagens plásticas, garrafas pet, etc.
Cartolinas;
Colas e tesouras;
Fitas adesivas;
Canetas coloridas, giz de cera,lápis de cor, tintas e pincéis.
Desenvolvimento:
Divida a turma em grupos e explique que lançará uma situação – problema que será transformada em obras de arte.
Entregue sucatas para cada grupo, procurando não misturar muito, por exemplo: grupo 1 recebe apenas CDs e restos de EVA; grupo 2 garrafa pet e retalhos de tecido; grupo 3 caixas e latas.
A proposta é que cada grupo crie um coelho com as sucatas recebidas. Deixe claro que os grupos não poderão trocar as sucatas, terão que construir sua arte com o que receberam.
Além das sucatas deixe a disposição de todos os grupos as colas, tesouras, fitas adesivas e materiais de pintura.
Com todos os coelhos prontos proponha que os grupos apresentem a sua criação: nomeando-a e contando algo de sua vida. Em seguida, cada coelho deve deixar uma mensagem de páscoa por escrito.
Exponha os coelhos e suas mensagens.
3 - Mensagem da turma
Material necessário:
Folhas de papel Kraft ou pardo coladas formando base de um imenso painel – que deve cobrir uma parede inteira da sala de aula ou do espaço escolhido na escola. Variante: cobrir toda a parede com cortiça.
Sílabas, palavras e letras diversas xerocadas em tamanho de ¼ de ofício.
Revistas velhas, jornais e panfletos que possam ser recortados.
Colas e tesouras.
Desenvolvimento:
A proposta é a criação do imenso painel com uma mensagem de páscoa coerente e original, só com recorte e colagem.
Antes de começar é essencial uma roda de conversa sobre o verdadeiro sentido da páscoa, como seria a páscoa ideal, o que desejamos de bom nessa páscoa.
Os alunos serão livres para escrever e ilustrar o painel desde que obedeçam as regras procurando transmitir o que todos pensam em uma única mensagem. Lance o desafio e surpreenda-se!
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Paty Fonte
Projetos Pedagogicos Dinamicos
Marcadores: Arte-educação, Comemoração, Data comemorativa, Trabalho dos alunos
10º CONCURSO PÁTRIA AMADA
“Ler é 10”. É com este tema central que o Concurso Pátria Amada da Secretaria de Educação e Cultura (SEC) de Itabuna irá trabalhar neste primeiro semestre ano. O tema faz uma alusão não só à décima edição do projeto, como também representa um incentivo ao estimulo à leitura nas escolas e na comunidade, que integrará as atividades a serem desenvolvidas nas unidades escolares.
A décima edição do Pátria Amada foi lançado no dia 7 de fevereiro, durante abertura da Jornada Pedagógica e será destinado aos professores, coordenadores, alunos da rede municipal, alunos e professores do Projovem Urbano e aos alfabetizandos do Projeto BB Educar – Eu Cidadão.
As inscrições podem ser feitas até o dia 20 de maio, no Departamento de Projetos Integrados na SEC.
Conheça o regulamento do 10ª edição.
Ficha de inscrição
Marcadores: Atividade Multidisciplinar, Educação, Informação
3.4.11
Barulho, traço cultural brasileiro? Por quê?
Barulho, traço cultural brasileiro? Por quê?
Por Mariana Souza
Existem desejos dentro de nós que não se aquietam enquanto não satisfeitos. Tão fortes, não deixam alternativas outras que não a de morrer em vida ao nunca realizá-lo ou a de se matar na tentativa de fazê-lo. Assim tem sido comigo. Perguntam-me a razão de empreender a ‘luta perdida’, esse desejo febril de revoluções dentro de mentes, remoção de idéias perpetradas, sedimentadas, vigorosamente legitimadas... Falsas todas elas. Por isso mesmo empreendo a tal luta, teimosa, ardente... Movida por força maior, mistério oculto, uma idéia fixa de que algo é preciso ser feito. Nem tudo será perdido.
Durante dez anos fui testemunha silenciosa de um progressivo empobrecimento da cidade e do homem.
Cita-se a cidade de Itabuna, nos seus cem anos, uma velha senhora, empobrecida e deselegante. Não ajuda o seu rio, outrora orgulho estético local, hoje fétido, definha a olhos vistos.
“É progressiva, a degeneração!” pensei, com profundo pesar lançando olhar sobre tudo, impotente.
Por que as escolas fracassam, seus alunos não aprendem, não têm disposição para fazê-lo, mas gastam quilos de energias em futilidades, buscas vazias? Que geração é essa, onde vence às largas os anti-heróis? Por que o trabalho árduo, criativo, a luta boa enfim, perde às largas para a procura desenfreada e insaciável de prazer? Ah! Desaparece o bom senso, imediatismo e oportunismo prevalecem! Perde-se miseravelmente a noção do outro, egoísmo e mesquinharias grassam sem forças que os contenham!
Por que tanta tecnologia, metodologias, estratégias, tanta sofisticação e facilitações não dão conta de fazer o cidadão, ao contrário, triunfa a vulgaridade, o corpo leso, anestesiado por muitos vícios?
Por que nada freia o grito deselegante, a agressividade, a criminalidade, o banditismo?
Perguntas, perguntas. Centenas delas... Todas cheias de resposta cômodas. “É efeito dos tempos modernos, do infindável número de escassezes e excessos!” dizem todos, unânimes... Impotentes como eu.
Não há soluções...
Não enquanto todas as respostas estiverem fora do homem...
Enquanto assim for, triunfará o grito, o caos, o nascimento de um novo ser, que de modo algum se chamará cidadão.
Mas, então, empreendo a luta árdua de remover pedras de dentro de mentes, guiada às cegas pelo tal desejo, pela crença de que nalgum dia, nalgum momento o homem se tornará humilde o bastante para compreender que a solução está dentro dele, preciso apenas vencer a si mesmo, deixar de inventar bodes expiatórios para todas as desgraças que lhe caem sobre a cabeça... Preciso tão somente mover-se, ser nobre ao fazê-lo! Entender ainda que por mais que não queira, por mais que se recuse, certas mudanças são necessárias, forçosamente DEVEM acontecer, pressionadas pelo peso do que está em jogo.
O homem humilde e sábio se curva ao que é de imperativo, maior que seus próprios desejos.
Então: BARULHO, traço cultural brasileiro? Por quê? Que razões temos para nos orgulharmos dele? Obsceno, deselegante, irritante, nocivo... Não é tempo de negá-lo já, para bem de nós mesmos?
Não importa o peso de uma identidade, é preciso removê-la quando se torna nociva e vergonhosa. Além de tudo, A VERDADEIRA expressão de felicidade está no sorriso SERENO, não no BARULHO IRRITANTE!
E de há muito o sorriso brasileiro deixou de ser sereno, sumiu a elegância. Fisionomias crispadas, gritos e pobreza em amplos sentidos desfilam pelas ruas. Esse traço, hoje ignóbil graças a pratica patética e bestial dele, deve ser removido pelo que de mais precioso está em jogo: a saúde física, mental e espiritual de todos nós, mutiladas todas por ele, o barulho.
Precisamos nos convencer de que BARULHO É DROGA, a pior de todas, pois facilmente se alastra, numa velocidade surpreendente faz milhares de vítimas! E surdez não é a única doença produzida por ela! (procurar Google: ‘Os efeitos do barulho no cérebro e no comportamento’).
Precisamos aprender a fazer uso devido das tecnologias. Também os comerciantes precisam entender que lucros a preço de saúde é mais que prejuízo, é perigoso!
Possamos ser produtivos e empreendedores, ter salvaguardadas nossas mentes, nossas infindas possibilidades de vida e crescimento... Possamos, enfim, apreciar os fios finos da vida, drasticamente ofuscados pelo massivo e onipresente barulho.
Seremos felizes quando formos capazes de ver nos problemas a nossa conivência, nossa parcela de culpa. De nada adianta cruzar os braços, ou esbravejar encontrando culpados para tudo. Seremos felizes quando formos capazes de remover idéias ultrapassadas, provadas nocivas a olhos vistos. Seremos felizes quando cada qual fizer sua parte e a soma de todas as partes JUNTAS debelarem cada mal que nos atinja. Seremos felizes quando entendermos que todas as soluções estão dentro de nós mesmo, cidadãos comprometidos com a vida, nobres, produtivos e empreendedores.
VOCÊ, adepto do som, por favor, entenda: nossa Campanha não é contra o som, ou contra você. É contra o USO ABUSIVO DELE! Aquelas cargas monstruosas de decibéis que não têm hora nem lugar para acontecer e drasticamente mutilam mentes, inclusive a sua! Nossa campanha é educativa, contra o BARULHO em si mesmo, que fere a todos nós, indistintamente. Pense um minuto... Apenas um exemplinho: você gostaria de ser acordado, altas madrugadas, depois de um dia árduo de trabalho, pelo som estridente e ininterrupto de uma música que você não escolheu, muitas vezes a detesta? Não é isso tortura e agressão? Compreende-se que todos têm o direito de ouvir àquela musica de que gosta. Mas, não é de todos, indistintamente, o direito à saúde que vem do repouso?
Que repouso temos tido nestes últimos anos que vimos crescer em projeção geométrica o número de horrendas e deselegantes caixas de som em todos os estabelecimentos comerciais, casas residenciais, carros, ruas, igrejas, escolas? E os I-pods, celulares...?
O vício devora um número massivo de cidades, empobrece-as em amplos sentidos. Pior: seus cidadão se acostumam com isto.
Respeito a TODOS OS DIREITOS, saúde e paz, eis intenção da Campanha de Utilidade Pública “PARCEIROS DO SILÊNCIO”, nascida na cidade de Itabuna, mas uma campanha de todos, com desejos ardentes de se espalhar por todo o país visto que o barulho já é doença coletiva, calamidade pública que atinge toda a nação.
PARTICIPE! Seja um a mais a fazer prevalecer o bom senso!
do site
http://www.noticiacapital.com.br
Marcadores: Campanha, Cidadania, Educação, Informação
19.3.11
Frequência eletrônica chega às escolas públicas
Dados servem para calcular merenda e controlar Bolsa Família. Em Praia Grande (SP), crianças usam digital para confirmar presença
“Se os funcionários da Prefeitura batem o ponto registrando a digital em um aparelho, por que os estudantes não podem marcar a presença em sala de aula do mesmo jeito?” A partir desta pergunta, o coordenador de Inclusão Digital da Secretaria Municipal de Praia Grande (SP), Marcos Pastorello, iniciou um projeto que está revolucionando as escolas da rede municipal.
Na escola Roberto Mario Santini, para alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, as crianças têm 30 minutos para registrar a presença em um aparelho que fica na entrada da sala de aula. Caso não coloquem a digital, uma mensagem é enviada ao celular de seus pais ou responsáveis, informando que o estudante faltou à escola. Ao final do dia e da semana, os pais recebem um relatório completo, com os horários de entrada e saída dos filhos.
Além de informar aos pais sobre o frequência de seus filhos, os dados servem para garantir a manutenção do Bolsa Família – benefício do governo federal concedido a famílias carentes e condicionado à frequência escolar. “Tivemos problemas com pais que perderam o Bolsa Família e nos acusaram de ter errado no Diário de Classe. Uma mãe chegou a fraudar as datas no caderno do filho para comprovar que ele tinha vindo à escola”, relata a diretora Luciana Nicolosi.
A gestora escolar conta que após a implantação do ponto eletrônico, a porcentagem de alunos faltosos da Roberto Mario Santini caiu de 20% para 5%, segundo a direção da escola. “Agora os alunos não matam mais aula.” O sistema foi implantando como projeto piloto em abril de 2010 e expandido para todas as salas no início deste ano letivo.
Merenda
Eva Célia de Oliveira, merendeira, afirma que o sistema trouxe agilidade e independência ao gerenciamento cozinha. Antes, ela aguardava o inspetor de alunos contar os estudantes presentes em todas as salas para ter uma noção exata da quantidade de comida que deveria fazer. Agora, em 30 minutos, Eva tem acesso ao número de alunos presentes pelo computador instalado na cozinha.
Eva, merendeira, consulta no computador a quantidade de alunos presentes para preparar a refeição
Foto: Marina Morena Costa
No dia em que a reportagem visitou a escola, 204 alunos estiveram presentes no período da manhã, e foram preparados três quilos de feijão e oito quilos de arroz. No dia anterior, 220 alunos foram à escola, e a equipe de Eva cozinhou um quilo a mais de feijão e dois a mais de arroz.
Pastorello espera desenvolver um software que calcule para as merendeiras a quantidade de cada alimento que deve ser preparada, de acordo com o número de alunos presentes. “As funcionalidades são inúmeras”, afirma. Neste semestre, mais cinco escolas da Prefeitura receberão os pontos eletrônicos. A expectativa é de que até 2013 todas as 30 unidades da rede tenham a presença eletrônica.
Fim da chamada
As professoras destacam que os aparelhos reduziram o tempo gasto com a chamada. “Os alunos já estão acostumados, fazem fila para registrar a presença e respeitam a vez do outro”, ressalta Denise Helena dos Santos, professora do 1º ano do ensino fundamental.
Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, professora da PUC-SP e especialista em tecnologias na escola, vê como positiva a redução no tempo da chamada, que ajuda a otimizar o tempo das professoras em sala de aula. “Não é uma tecnologia pedagógica, mas funcional.”
Os pais aprovam o sistema por questões de segurança e as crianças adoram colocar o dedinho no aparelho e ver o seu nome aparecer. “Se acontecer alguma coisa com o meu filho no trajeto para a escola, ficarei sabendo de imediato. Acho interessante esse sistema que não tem nem em escola particular”, destaca Fabiana Souza de Oliveira, 29 anos, dona de casa e mãe de Nathan, de 8 anos.
O controle de presença por meio da digital instalado na Praia Grande é pioneiro na rede pública brasileira. No Espírito Santo, a rede estadual irá implantar ainda este ano uma chamada eletrônica que será feita pelo professor em sala de aula e registrada em um smart phone ou tablet. Os dados também serão enviados aos pais, via sms.
Controle
A comerciante Sandra Teixera, 46 anos, mãe de Luis Felipe, 6, avalia que este é o “melhor jeito de controlar a frequência que existe”. Najla Ahnedali Zahra, 45 anos, concorda, mas reclama da quantidade de emails recebida da escola. “Acho que é muita coisa”, diz a vendedora e mãe de Thayla, 7 anos. A menina adora a novidade: “É muito legal”.
Como as crianças são menores de idade e estão sob a tutoria dos pais, não cabe a elas aceitar ou não o controle. “Se os pais entendem que é uma medida razoável, não há invasão de privacidade. O controle de presença já era feito, ocorre apenas uma mudança de meio”, explica o jurista Oscar Vilhena Vieira, professor de Direito Constitucional da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP).
Vieira destaca que na escola pública não há a possibilidade de escolha dos pais pelo modelo de controle de seus filhos. Ele é imposto pelo Estado. “Os pais podem entender que é inadequado as crianças se tornarem objeto de policiamento e não há possibilidade deles questionarem, dizerem se concordam ou não”, aponta. O jurista pondera que, em processos nos quais a burocracia estatal impõe uma solução, pode ocasionar a “coisificação” do ser humano.
Marina Morena Costa, iG São Paulo
19/03/2011
Marcadores: Educação, Inclusão Digital, Informação
Bullying
TIPOS DE BULLYING - insultar a vítima; acusar a vítima de não servir para nada; ataques físicos repetidos contra uma pessoa, seja contra o corpo dela ou propriedade; espalhar rumores negativos sobre a vítima, depreciando-a sem qualquer motivo; fazer com que a vítima faça o que ela não quer, ameaçando a vítima para seguir as ordens; colocar a vítima em situação problemática com alguém ou conseguir uma ação disciplinar contra a vítima, por algo que ela não cometeu ou foi exagerado pelo bully; fazer comentários sobre a família de uma pessoa, local de moradia, aparência pessoal, orientação sexual, religião, etnia, nível de renda, nacionalidade,etc; isolamento social da vítima; usar as tecnologias de informação para praticar o cyberbulluing(criar páginas falsas sobre a vítima em sites de relacionamento, de publicação de fotos, etc);chantagem;expressões ameaçadoras; grafitagem; etc.
Texto retirado do Jornal Da Hora - ano II nº2, Campinas, maio de 2010
Jornal produzido por alunos e educadores da EMEF "Orlando Carpino"
Veja a Cartilha de combate ao bullying nas escolas seguindo o link abaixo. É um documento que pode ser baixado e trabalhado com os professores.
http://www.cnj.jus.br/images/programas/j
Marcadores: Educação, Informação
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