27.8.11

Projeto Social " O Sonho Acontece"

Vindo somar aos projeto que estamos desenvolvendo com os alunos da EJA,"Brincando com o Computador" temos o Projeto "Sonho Acontece", numa parceria da SEC com a AFI.


O Colégio Ação Fraternal de Itabuna em parceria com a Secretária de Educação da cidade realizam um trabalho de inclusão digital a jovens oriundos de escolas públicas e municípais, o projeto denomina-se “O Sonho Acontece”.
 
 
O projeto ofereceu algumas bolsas de estudo com duração de três meses, para um curso de Informática em Windows, Word, Excel, Power Point e Internet. tforam sorteadas entre nossos alunos e num total de seis alunos contemplados.

Percebe-se que os cursos: Brincando com o computador e O sonho acontece  estão sendo bastante significativos para a formação e motivação de todos. Os conhecimentos adquiridos ou ampliados, por certo, facilitarão a inserção dos alunos no mundo do trabalho, possibilitando melhorias de vida.


RELAÇÃO DOS ALUNOS DO PROJETO “SONHO ACONTECE”

DURAÇÃO DO CURSO: 3 MESES

DIAS: TERÇAS-FEIRAS E QUINTAS-FEIRAS

LOCAL: AFI TURNO – VESPERTINO


01. Vera Lúcia Inácio de Souza – Flávio Simões

02. Cássia Maria Sátiro Silva de Souza – Flávio Simões

03. Edson de Jesus Lemos - – Flávio Simões

04. Maize Batista do Santos – Flávio Simões


05. José Vitor Santos – Flávio Simões


06. Mirian Costa Dias – Flávio Simões

Fórum de discussão do CAD

Dando continuidade às discussões de Revisão PPP/CAD (Ciclo da Adolescência) uma das etapas do Ciclo de Formação Humana, método de organização adotado na rede municipal de Itabuna, estão acontecendo durante toda esta semana reuniões com os representantes da SEC nas escolas do município.

O grupo está trazendo para apreciação e discussão, os itens abordados e discutidos nos GTs pela comissão de  reformulação do CAD, que aconteceram desde o mês de agosto de 2010. O grupo é formado por profissionais de vários setores da escola, a saber: professores, coordenadores e diretores, bem como por representantes da Secretaria de Educação.

A proposta busca rever e solucionar impasses, pendências e também corroborar o que tem se mostrado viável e correto dentro da organização do ensino em ciclos. A educação dentro das escolas precisa de uma reforma, precisa mudar e, atualmente, são levantadas questões que angustiam o professor. E é buscando respostas que o professor discute a proposta do ciclo de formação na cidade de Itabuna.
Educação por ciclos de formação é uma organização do tempo escolar de forma a se adequar melhor às características biológicas e culturais do desenvolvimento de todos os alunos., não significa portanto, dar mais tempo para os mais fracos, mas antes disso, é dar o tempo adequado para todos.
Portanto, a idéia de ciclos confere ao processo de aprender o que é: um trabalho com conteúdos do assim chamado conhecimento formal, simultaneamente ao desenvolvimento de sistemas expressivos e simbólicos a formação.


A concretização dos ciclos de formação exige uma outra compreensão do que seja o processo de ensino-aprendizagem e de como ele se articula com a formação humana. No sistema seriado, a organização do trabalho educativo se dá em torno dos conteúdos disciplinares, dentro de uma lógica linear, seqüencial. É a partir deles que são definidos os graus, as séries, a organização da grade curricular, a avaliação, os critérios para a aprovação e reprovação dos alunos. A organização escolar em ciclos de formação orienta-se pela lógica da formação dos alunos, tendo em vista as várias dimensões que compõem esse processo: dimensões de natureza afetiva, emocional, cultural, simbólica, intelectual, ética, estética entre outras. Ela altera radicalmente a relação que a escola mantém com os conhecimentos construídos historicamente, sem, no entanto, reduzir a sua relevância. Essa perspectiva apóia-se nos avanços teóricos sobre a formação humana e os processos de construção do conhecimento, e questiona de forma radical a concepção transmissivo-linear da escola seriada, da qual resulta uma relação passiva e acrítica do aluno frente ao conhecimento que, por sua vez, acaba perdendo sua vinculação com a realidade social, com o contexto em que se produziu, com sua historicidade. Essa concepção, por exemplo, justifica a organização seriada, com a noção de aprovação-reprovação e de pré-requisitos.


Princípios da proposta de Langevin-Wallon

Segundo Wallon, a educação por ciclo se justifica, pelo fato de que a educação deve ser adaptada ao homem e não aos interesses particulares ou transitórios da economia, da política, nacional ou internacional, das ideologias, nacionalidades ou culturas, como na verdade a educação atual ocorre.


Wallon surge então com uma proposta que é a divisão em ciclos, mas ele deixa claro que tal proposta não tem uma argumentação em favor de aumento da aprendizagem, mas sim de uma re-significação do processo de aprender.

25.8.11

Flávio Simões se destaca nos Jogos Interescolares

Depois de um mês de competições está chegando ao fim a 5ª edição dos Jogos Interescolares Grapiúna, que envolveu 2.500 alunos, provenientes de 26 unidades escolares da Rede Municipal de Ensino.



O evento, que é promovido pela Prefeitura Municipal da Itabuna, através da Secretaria de Educação, em parceria com a Secretaria de Esportes e Recreação teve início no dia 21 de julho e começou a ser finalizado na Vila Olímpica de Itabuna. Para o secretário Gustavo Lisboa, a quinta edição dos Jogos Interescolares foi um sucesso, pois vem envolvendo a participação cada vez maior dos alunos, gestores e professores das unidades escolares do município.

“É uma grande vitória e um grande desafio para a Rede Municipal que lidou com mais de 2 mil alunos no programa. Já é visível o resultado de pertencimento em relação as escolas que os alunos estão tendo, e isso acaba fazendo com que ele tenha mais amor pela sua escola, que passe a se dedicar mais aos estudos, pois é importante disseminar essa cultura de que a educação, por si só não vai atingir os objetivos”.

Ao superar a marca de 2 mil crianças participantes do ano passado, o assessor técnico pedagógico de desporto e lazer escolar, Ewerton Bomfim de Souza revela que o projeto vem ganhando notoriedade, com a perspectiva de envolver os estudantes a um futuro melhor. “A quantidade de participantes alcançado em 2011, só era possível há 15 anos. Então, nós estamos resgatando o esporte de base, pois precisamos dessas crianças para ser o atleta do futuro”.


Profº Paulo e equipe futsal mirim

.Nesta terça-feira (23) foram realizadas as finais por equipe, nas modalidades de futsal, cabo de guerra, baleado, pula corda e bandeirinha. Nos sagramos campeões no baleado feminino mirim e vice-campeãs no baleado feminino infanto e futsal feminino. Para esta quinta-feira (25) está prevista a decisão da modalidade de natação, e na sexta-feira (26) serão definidos os campeões de dama e xadrez.




Aos nossos alunos, parabenizamos pela participação e às meninas, em especial, pela garra demonstrada durante as competições, um abraço especial, visto termos montado a equipe praticamente às vésperas dos jogos. Ao Professor Paulo, nossa alegria pelo esforço e interesse.
Valeu meninas! Valeu Flávio!

Preocupados em desenvolver entre nossos alunos o interesse pelo esporte, estão sendo montados também, os times de handebol e futsal infantil e infanto para virem a participar dos próximos Jogos Estudantis. Os resultados alcançados por nossas equipes nos Jogos Interescolares é um grande incentivador pela participação de todos.

17.8.11

MOBILIZA ITABUNA!


MOBILIZA ITABUNA!

Uma campanha contra a violência em Itabuna acaba de ser deflagrada no Facebook. Por meio do perfil Mobiliza Itabuna, o internauta cadastrado na rede social poderá relatar casos, apresentar sugestões para o combate à violência na cidade.



Para acessá-lo e participar, clique no link abaixo.
http://www.facebook.com/mobilizaitabuna





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Postado em Pimenta na Muqueca
Desde o dia 1º de janeiro até ontem, Itabuna registrou mais de 70 homicídios e viu crescer em mais de 33% o número de roubo de carro, por exemplo.

28.7.11

Aniversário da Cidade

Atividades comemorativas ao aniversário da cidade na escola

Durante todo o dia de ontem, 27 de julho, nas dependências da escola Flávio Simões, foi comemorado o aniversário da cidade de Itabuna, que ocorre no dia de hoje, 28 de julho.


A comemoração aconteceu durante os três turnos de aula, iniciando com as boas vindas a todos os professores e alunos presentes quando a diretora da escola, Cileudy Nunes lembrou o brilhantismo dos alunos nas atividades em que participam. Seguindo, aconteceu a audição do Hino Nacional Brasileiro, num momento de civismo por parte de todos os participantes.



Na sequência assistimos à estréia da peça "Lampião, com esse pecado não", do grupo teatral da Biblioteca Itinerante de Itabuna. A peça conta parte da vida de Lampião e sua saga na terra e após sua morte, sua luta para entrar no céu, quando seus feitos na terra são avaliados por São Pedro e mais outros santos. 





Durante a encenação, em uma cena de um baile comemorativo, a trupe brincou conosco e escolheu duas professoras para irem à frente e dançarem com os atores. Na foto que apresentamos temos as professoras Maria Rita e Marley, participando alegremente da brincadeira.





Com texto e encenação de Márcia de Meneses, figurino, cenário e adereços da Trupe da Biblioteca Itinerante, trilha sonora de Jaffet Ornellas e a trupe da Biblioteca Itinerante,conta como integrantes do elenco: Amélia Passos, Bia Matos, Débora Cardoso, Fredson Silva e Hans Muller.

O som e o s passos do hip-hop e da dança de rua contagiaram a todos, quando iniciou sua apresentação, o grupo de dança do Mais Educação da escola, sob a coordenação do professor XuXu.






Recebemos a seguir, o Coral do Ubaldo Dantas, formado por um grupo de alunas do referido colégio. O grupo cantou o Hino de Itabuna, emocionando todos os participantes . Na sequência, nos brindou com a  presentação de um "pout pourri" de música popular. O Coral é formado por alunos que fazem parte do programa Mais Educação da escola Ubaldo Dantas, demonstrando que o programa é uma realização vitoriosa nas escolas em que foi implantado.







Continuando nossas atividades comemorativas, tivemos a apresentação de um pequeno filme sobre a história de Itabuna. Este trabalho foi realizado por mim, como culminância de um trabalho de pesquisa realizado com alunos do CAD I no ano de 2010.





Culminando as atividades do dia, foi oferecido um lanche a todos os presentes.








Final do Soletrando

Maratona de Soletração encerrou o 10º Concurso Pátria Amada


Nervosismo, lágrimas, tensão, expectativa, torcida, vibração e alegria se misturavam na tarde da última terça-feira, dia 26, durante a Maratona de Soletração que encerrou a 10ª edição do Concurso do Programa Pátria Amada, realizado pela Secretaria da Educação de Itabuna (SEC), integrando a programação dos 101 anos da cidade. Ao final das três etapas da Maratona, Thainara Santos de Oliveira, 12 anos, do Centro de Atenção Integral à Criança Caic Jorge Amado sagrou-se campeã.

Para tanto, o auditório da Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC) foi o espaço exato para receber, além dos 32 estudantes do Ciclo da Adolescência – CAD I e II, o prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo; o secretário da Educação, Gustavo Joaquim Lisboa; o chefe de cerimonial da Prefeitura, Ramiro Aquino; o chefe de Gabinete, Ivann Montenegro; o diretor da FTC Itabuna, Cristiano Lôbo; e dezenas de outros alunos da Rede Municipal de Ensino, professores e pais de estudantes que não escondiam a ansiedade quando cada um dos finalistas subia ao púlpito para soletrar as palavras, que eram sorteadas na hora e foram dividias em três categorias – fáceis, médias e difíceis.



Antecedendo o momento de soletração, o prefeito Azevedo saudou os estudantes e professores e ressaltou a importância da leitura para a construção do conhecimento. Lembrando da época de sua infância, quando era cobrado pela mãe para ler as cartilhas da escola, o prefeito também falou da importância desta edição do Pátria Amada, na qual a Secretaria da Educação buscou despertar nas crianças e adolescentes o gosto pela leitura.

“Mesmo com toda a tecnologia, cujo acesso está mais fácil a todos, o hábito de ler é indispensável para quem quer adquirir conhecimento, pois através dos livros compreendemos melhor o mundo e as pessoas”, frisou Azevedo. O prefeito também parabenizou os professores pela dedicação aos projetos implementados pela SEC.

A fala do prefeito foi pertinente, já que o tema do 10º Concurso do Pátria Amada foi Ler é 10 e, os alunos participantes do soletrando de cada escola, leu o romance Por que tanta pressa de crescer? de Brian Keaney, de onde foram selecionadas as palavras da disputa.

O secretário Gustavo Lisboa agradeceu aos educadores que têm contribuído para a consolidação do Programa Pátria Amada na Rede Municipal de Ensino e lembrou que a iniciativa já distribuiu mais de R$ 200 mil em prêmios, inclusive em equipamentos tecnológicos para escolas, professores e estudantes. Ele destacou a participação da FTC nas iniciativas voltadas para o desenvolvimento da Educação de Itabuna, a exemplo do Pátria Amada.




Ao final da Maratona, dos 32 finalistas, Thainara Oliveira e Ingrid da Cruz Estévão, do CAIC e Franciele Souza Torres. do Flávio Simões, disputavam a melhor de três. Enganada pela pronúncia e pelo nervosismo, Franciele, do Flávio, deixou a competição em 3º lugar ao soletrar espontânio e não espontâneo.

As candidatas do CAIC, então, protagonizaram mais um momento emocionante do concurso quando decidiram o titulo de campeã. Sendo a primeira a responder e demonstrando muito nervosismo, Ingrid foi eliminada por conta da palavra esquisitice. Por outro lado, a segurança de Thainara foi imprescindível no momento em que foi convidada a soletrar a palavra retransmitindo. As duas finalistas, que são colegas de escola e de sala, comemoraram abraçadas aos professores o resultado. Como prêmio, a campeã ganhou um computador novinho doado pela Rede de Ensino FTC.

Aos alunos participantes a nossa homenagem e os nossos parabéns!

21.7.11

Mostra do Mais Educação

Também no dia de ontem, 20/07, tivemos a participação de um grupo do projeto Mais Educação da escola , que participa da oficina de dança, em uma apresentação pública.

Um palco instalado na área multiuso da Praça Otávio Mangabeira foi o suficiente para que dezenas de alunos de 19 escolas da Rede Pública Municipal de Ensino de Itabuna pudessem mostrar um pouco das atividades extracurriculares que estão sendo trabalhadas na Escola em Tempo Integral, através do Projeto Mais Educação, implementado pela Secretaria Municipal da Educação em parceria com o Ministério da Educação (MEC).



Das 24 escolas que atuam no seguimento do Mais Educação, 19 participaram da Mostra levando à Praça, na manhã de terça e quarta-feira, dias 19 e 20, apresentações de capoeira, dança, canto-coral, flauta doce e coreografia. Também participa das atividades, os alunos do Imeam, primeira escola a implantar o projeto piloto da Escola em Tempo Integral, como uma proposta inovadora de ensino na rede pública.



O objetivo, segundo a coordenadora do evento, professora Maria Aparecida Alves, foi apresentar à sociedade itabunense os primeiros resultados das oficinas culturais desenvolvidas nas escolas. Acompanhando as apresentações, o secretário da Educação, Gustavo Joaquim Lisboa, enfatizou que o Programa Mais Educação atende atualmente seis mil alunos matriculados da Rede Municipal, oferecendo disciplinas curriculares no turno matutino e atividades complementares no turno vespertino, além de almoço e merenda.



“Aqui a sociedade pôde ter uma percepção do quanto é possível fazer da Educação uma ferramenta de desenvolvimento integral do ser humano, trabalhando de forma eficaz o lúdico a dança e diversas outras manifestações que podem contribuir com o aprendizado, elevando a autoestima, bem como revelando e aperfeiçoando talentos”, argumentou Lisboa.

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DCS/PMI - Texto: Erivaldo Bomfim - Foto: Valdir Gomes – 20/07/11

Colóquios 2011

Fazendo parte dos Colóquios do ano de 2011, com o tema Qualidade de Vida, lançamos na noite do dia 20/07 o PROJETO DE INFORMÁTICA - "FAZENDO AMIZADE COM O COMPUTADOR".


Iniciamos a noite ouvindo a Professora Ritta de Cassia Conrado de Almeida, do NTM  - Núcleo de Tecnologia de Itabuna, que falou aos jovens e adultos sobre a importância e a necessidade de conhecer as novas tecnologias e mais especificamente o computador.







O objetivo do projeto é instrumentalizar o aluno com a informática, abrindo horizontes para um mundo em constante evolução e possibilitar acesso a um instrumento de capacitação para o trabalho.

Desde o início dos tempos, o homem tem buscado formas de facilitar sua vida, inventando instrumentos para seu conforto. No início, a evolução foi lenta, mas a Ciência, na sua trajetória evolutiva, avança em progressão geométrica, de tal sorte que pelos princípios científicos aplicados à informática, chegamos hoje a uma velocidade tal que ao tomarmos conhecimento de uma nova descoberta, ela já está sendo superada. Assim, a informática, a par de reduzir distâncias, está levando os povos a globalização. Globalização que – podemos dizer – iniciou-se na área das comunicações, pois quando assistimos , aqui ou em qualquer outra parte do planeta, a uma partida de futebol, no exato momento em que ela se realiza, lá no Japão , por exemplo, está havendo uma integralização; quando a Bolsa de Hong Kong sofre um baque violento, cujos resultados são imediatamente transmitidos, e atinge, não apenas a nós , mas o mercado financeiro internacional, é sinal de que há integralização econômico-financeira do orbe terrestre.

Se perscrutarmos a origem fenomenológica dos fatores e acontecimentos totalizantes, vamos constatar que ela encontra sua gênese na informática.

Tendo em vista a celeridade com que a tecnologia caminha, não é lícito a nós, educadores, deixarmos à margem do progresso aqueles cuja educação está sob nossa responsabilidade. Também não podemos ter a pretensão de ministrar conhecimentos suficientemente capazes de suprir necessidades futuras frente à incógnita que constituem as demandas que advirão. Cabe-nos agregar condições para que os alunos se familiarizem com as mais recentes descobertas no terreno da informática, abrindo-lhes horizontes que lhes possibilitem ingressar no mercado de trabalho.



Essa responsabilidade é muito maior para nós, educadores de classes populares, que, historicamente, são preparadas para se transformarem em classes dominadas, manipuladas, marginalizadas e humilhadas.

É insofismável a importância dessa nova e útil instrumentalização que se introduz no aprendizado escolar da rede municipal itabunense, uma vez que , até então, isso se constituía em benesses das classes privilegiadas.

Hoje, com a atual política de educação do Município as portas vão-se abrindo para nossos alunos, vislumbrando-se melhores perspectivas.

Com a implantação da rede de computadores na escola, acesso à Internet e consciência da velocidade do mundo atual, motivei-me a executar um projeto pelo qual possam tornar-se amigos do computador, através de programas que, no decorrer do ano, serão utilizaremos como recurso para trabalhar os diversos conteúdos que serão desenvolvidos.




Há de entender-se que os alunos, ao se envolverem com o computador, terão possibilidade de um maior desenvolvimento intelectual e mais capacidade criativa, em função da multiplicidade de recursos que lhes são oferecidos de forma prazerosa. À medida que forem fazendo descobertas, ir-se-ão estimulando, cada vez mais, na busca de novos conhecimentos, já que terão no computador uma fonte inesgotável de saber.

Dessa forma, colocada a informática, ao alcance dos menos afortunados, neste mundo cada vez mais informatizado, proporcionar-lhe-emos o conhecimento da moderna tecnologia, derrubando o mito e habilitando-as, por conseguinte, a operar esta máquina fantástica que parece, por vezes, superar o homem em cuja inteligência ela encontra sua geratriz.

OPERACIONALIZAÇÃO:

1º Momento

Inicialmente, exploração livre para conhecimento do computador.

Jogos para dominarem o uso do mouse.

Desenhos, no Paint, refletindo sua imagem da escola, com possibilidade de futura exposição.

Elaboração, pelos alunos, de um pequeno texto explicativo digitados no Word sobre o desenho criado.

Pesquisa na Internet sobre tema direcionado “Minha cidade natal”, interagindo em um conteúdo além dos livros, das trocas de informações com outros estudantes e tudo mais que a informática pode oferecer.

Apresentação do blog da escola e a interatividade de cada um com a postagem de seus comentários, bem como sua participação como seguidores.










2º Momento

Gradativamente, apresentar as possibilidades de trabalho e pesquisa desenvolvidas através do uso das tecnologias, bem como, possibilitar a inserção de nossos alunos aos diversos cursos de formação inicial e básica à informática, através de parcerias com a comunidade empresarial itabunense.

CONCLUSÃO:

Baseado na proposta que norteia o trabalho na Escola Flávio Simões, entendo que o projeto "FAZENDO AMIZADE COM O COMPUTADOR", possibilita uma revolução ideológica, pessoal e familiar na comunidade escolar, no sentido de valorizar o lugar onde moram, a escola onde estudam e, mais do que tudo, criando possibilidade de mudanças na visão de mundo e sua busca de novos conhecimentos para a inserção ao mundo do trabalho.

Segunda Via Atualizada de Boleto Bancário

Quem já não passou pela situação de deixar aquele boleto vencer e depois ter que ir pagá-lo no guichê do banco, depois de pegar “aquela” fila. Até onde eu saiba, se não for de distribuição de dinheiro, ninguém gosta de pegar fila, quanto mais de banco, e o mais interessante, os bancos também não querem ver ninguém na fila, de preferência que ninguém fosse ao banco a não ser para pegar empréstimo, fazer seguro, ou um título de capitalização.


Como evitar então que pessoas que perderam o prazo de pagar o boleto pela internet, na lotérica, no supermercado, nos correios, ou em qualquer outro meio, tenham que comparecer no guichê do banco emissor?

Simples, permitindo que estas pessoas gerem uma segunda via atualizada do boleto vencido. Nesta via já consta o valor original do boleto acrescido da multa e juros, se houver, até a presente data, e com vencimento para o dia de sua emissão.

Qual meio seria mais adequando para permitir a emissão desta segunda via? A emissão da segunda via teria que ser possível para qualquer pessoa, correntista do banco ou não, e da forma mais fácil possível de acesso, por isto foi escolhida a internet para tal fim.

As limitações estão no fato de não se poder escolher uma data para o pagamento da segunda via, obrigatoriamente deve ser paga no dia de sua emissão; também não podem ser atualizados boletos que não foram registrados no banco pelo seu emissor; e depois de um determinado prazo, que pode ser estipulado pelo emissor, ou pelo banco emissor, o boleto sai do sistema e não pode mais ser atualizado.

Para quem perdeu o prazo aqui vai o link para emissão das segundas vias de boletos emitidos pelos principais bancos do Brasil.

Itaú – Boleto Atualizado e Segunda Via de Boletos

Bradesco – Boleto 2ª Via e Atualizado

HSBC – Atualização de Boletos Vencidos e Segunda Via de Boletos

Banco do Brasil – 2ª Via de Bloqueto de Cobrança

Santander – Reemissão de Boleto Vencido

Sicoob – 2ª Via de Boleto

Citibank – Reemissão de Boleto Vencido

Banco do Nordeste – Serviço de Emissão de Segunda Via de Boleto

Sicredi (Cooperativa de crédito) – Impressão de 2ª via de Bloqueiro

Banco Safra – Emissão de 2ª Via de Boleto (CDC e Leasing)

Geralmente será necessário preencher um campo com a linha digitável presente nos boletos.

Em outros casos pode-se utilizar a Agência/Código Cedente e Nosso Número.

Gere suas vias atualizadas e pague suas contas em casa. A fila fica para outra oportunidade.

Soletrando

Aconteceu dia 18/07, segunda-feira, a primeira etapa do Soletrando na escola Flávio Simões, da rede municipal de ensino de Itabuna.



Contamos com a participação de alunos do turno matutino e vespertino.



A expectativa era grande! Como seria a competição??


A coordenação do certame ficou a cargo dos funcionários do departamento de Projetos Integrados da Secretaria de Educação.  Fernanda Amorim dos Reis na apresentação da palavra sorteada, enquanto Rita Sofia Conrado e Amanda da Silva sorteavam e apresentavam as opções de ajuda, como a utilização da palavra na frase.





Responsável pela digitação da palavra sorteada estava Diego Raniery Pereira.


A tensão e a atenção era grande conforme a disputa corria.


A cada nova palavra certa, por parte do competidor, gerava mais aflição a quem disputada a prova.
A seleção final permitiu a classificação de cinco finalistas dessa primeira fase. São as alunas Laliane, Larissa,
Diego, Danilo e Franciele.



 Aí estão os finalistas, apresentando suas camisas da próxima fase do torneio, que acontecerá no próximo dia 26/07 na FTC, onde esperamos contar com a torcida de todos os nossos amigos.
Essa segunda fase envolverá a participação de sete escolas do município.
Contamos com vocês, jovens! Parabéns!

15.7.11

Deus Cuida de Mim - Kleber Lucas

Coordenador pedagógico: um profissional em busca de identidade


Em algumas redes de ensino, ele é chamado de orientador, supervisor ou, simplesmente, pedagogo. Em outras, de coordenador pedagógico, que é como GESTÃO ESCOLAR sempre se refere ao profissional responsável pela formação da equipe docente nas escolas. Nas unidades que contam com sua presença, ele faz parte da equipe gestora e é o braço direito do diretor. Num passado não muito remoto, essa figura nem sequer existia. Começou a aparecer nos quadros das Secretarias de Educação quando os responsáveis pelas políticas públicas perceberam que a aprendizagem dos alunos depende diretamente da maneira como o professor ensina.


Diante desse cenário, a Fundação Victor Civita (FVC) decidiu descobrir quem é e o que pensa esse personagem relativamente novo no cenário educacional brasileiro, escolhendo-o como tema de uma pesquisa intitulada O Coordenador Pedagógico e a Formação Continuada de Professores: Intenções, Tensões e Contradições. Realizado pela Fundação Carlos Chagas (FCC), sob a supervisão de Cláudia Davis, o estudo teve a coordenação de Vera Maria Nigro de Souza Placco e de Laurinda Ramalho de Almeida, ambas da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), e de Vera Lúcia Trevisan de Souza, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Graças a ela, foi feita uma edição especial, com reportagens e seções tratando de temas relativos à coordenação pedagógica.

Uma das principais conclusões da pesquisa é que, apesar de ser um educador com experiência, inclusive na função (saiba mais sobre o perfil desse profissional no quadro abaixo), ainda lhe faltam identidade e segurança para realizar um bom trabalho. Ele se sente muito importante no processo educacional, mas não sabe ao certo como agir na escola frente às demandas e mostra isso por meio de algumas contradições: ao mesmo tempo em que afirma que sua atuação pode contribuir para o aprendizado dos alunos e para a melhoria do trabalho dos professores, não percebe quanto isso faz diferença nos resultados finais da aprendizagem (veja mais no quadro da próxima página). "A identidade profissional se constrói nas relações de trabalho. Ela se constitui na soma da imagem que o profissional tem de si mesmo, das tarefas que toma para si no dia a dia e das expectativas que as outras pessoas com as quais se relaciona têm acerca de seu desempenho", afirma Vera Placco.


Quem são os coordenadores pedagógicos no Brasil

Um resumo das características do profissional que atua nessa função

90% são mulheres

88% já deram aula na Educação Básica

76% têm entre 36 e 55 anos

A maioria tem mais de 5 anos de experiência na função




Continue lendo a reportagem

14.7.11

UBUNTU

Recebi da professora Hévila e estou postando porque é uma mensagem realmente linda! Obrigada, professora!



Grande liçao para todos nós," civilizados? " que temos tendencia ao egoismo e a sermos sempre os primeiros e unicos se possivel... A humanidade só irá evoluir quando compreender que a verdadeira felicidade é a de todos.. nao há felicidade apenas para alguns.. jamais seremos felizes e evoluidos enquanto houver tanta diferença social e tanto incentivo ao egoismo e materialismo...


Namastê


UBUNTU


A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Floripa (2006), nos presenteou com um caso de uma tribo na África chamada Ubuntu.

Ela contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma brincadeira pras crianças, que achou ser inofensiva.

Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já", elas deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.

As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse " Já ", instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.

O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.

Elas simplesmente responderam: "Ubuntu", tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?"

Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda não havia compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?

Ubuntu significa: "Sou quem sou, porque somos todos nós!"

9.7.11

Formação no Flávio Simões

Durante dois dias, na sexta-feira dia 08/07 e hoje, sábado, dia 09/07, a Escola Flávio Simões desenvolveu mais uma Formação em Contexto.

Com o tema: Formação do Cidadão-Responsabilidade de quem? a escola recebeu durante todo o dia 08/07 os alunos, seus pais e demais funcionários da escola para participar de palestras e rodada de perguntas sobre os temas explanados.




Abrindo os trabalhos do dia contamos com uma apresentação cultural com alunos do Mais Educação. O grupo, juntamente com seu professor realizaram uma demonstração de hip-hop, muito aplaudida pelos familiares ali presentes.

Na sequência, contamos com a palestra das conselheiras Myrna de Oliveira e Francis Rosa, que utilizando slides apresentaram aos presentes uma visão do trabalho desenvolvido pelo Conselho Tutelar da cidade e da necessidade da família estar atenta e acompanhando seus filhos.

Ao término da apresentação abrimos para a plenária e foi respondida questões apresentadas pelos participantes.




Após, foi dada a palavra para a Dra Jurema, vice-presidente da OAB da cidade, discorrer sobre a indisciplina e as infrações e as penalidades cabíveis a cada situação.
Ouvida com muita atenção, foi cercada para responder a questões individuais ao término de sua fala.

Dando continuidade às atividades previstas, foi a vez de ouvirmos a psicóloga Kelly Góes do Creas, que também buscou mostrar aos pais a importância e a responsabilidade de cada um com seus filhos.





Terminadas as palestras foi servido um lanche no intervalo, para, em seguida, serem formados GTs divididos em salas, onde, por sua vez, foram formados sub-grupos. Cada sub-grupo recebeu uma situação problema (reais - retiradas dos apontamentos de atendimento da escola) para exercitarem sua participação na gestão escolar, sugerindo atitudes e ações que a escola deve aplicar frente ao problema apresentado.

No dia de hoje, 09/07, reuniu-se nas dependências da escola,  seus funcionários: direção, coordenação, professores, demais membros e grupo de alunos para, também em grupos, analisarmos e sugerirmos ações para os problemas discutidos nos grupos.

Estas situações problemas e suas sugestões serão material utilizado para a re-elaboração do Regimento Escolar da escola. Foram dois dias de muita discussão e troca, fortalecendo o envolvimento da comunidade com a escola.

2.7.11

II Ciclo Preparatório 21 anos do ECA - UESC - Ilhéus dias 12 e 13 julho de 2011

A verdadeira história da independência do Brasil

A verdadeira data da independência do Brasil ocorreu em 2 de julho de 1823, quando depois de sangrentas batalhas, o bravo povo baiano expulsou definitivamente os portugueses do Brasil.


7 de setembro é só uma mera formalidade, pois não houve luta armada, ninguém morreu, foi só um grito.



A verdadeira história da independência do Brasil

Heroínas e heróis do 2 de julho na Bahia


http://mais.uol.com.br/view/85r7d735pwrw/2-de-julho-independencia-da-bahia-04023770D0A96346?types=A&

http://www.youtube.com/watch?v=nBiJvOU_-z0

http://www.alivraria.de/shop/article_FBr10/O-Corneteiro-Lopes.html?shop_param=cid%3D130%26aid%3DFBr10%26



O que é o 2 de julho



A comemoração do dia 2 de Julho é uma celebração às tropas do Exército e da Marinha Brasileira que, através de muitas lutas, conseguiram a separação definitiva do Brasil do domínio de Portugal, em 1823. Neste dia as tropas brasileiras entraram na cidade de Salvador, que era ocupada pelo exército português, tomando a cidade de volta e consolidando a vitória.

Esta é uma data máxima para a Bahia e uma das mais importantes para a nação, já que, mesmo com a declaração de independente, em 1822, o Brasil ainda precisava se livrar das tropas portuguesas que persistiam em continuar em algumas províncias. Então, pela sua importância, principalmente para os baianos, todos os anos a Bahia celebra o 2 de Julho. Tropas militares relembram a entrada do Exército na cidade e uma série de homenagens são feitas aos combatentes.

Entre todas as comemorações, a do ano de 1849 teve um convidado muito especial. O marechal Pedro Labatut, que liderou a tropas brasileiras nas primeiras ofensivas ao Exército Português, participou do desfile, já bastante debilitado e sem recursos financeiros, mas com a felicidade de homenagear as tropas das quais fez parte.

Para chegar a este dia, muita luta foi travada...

O Brasil do início do século XVIII ainda era dominado por Portugal, enquanto o Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais e a Bahia continuavam lutando pela independência. As províncias não suportavam mais a situação e, percebendo os privilégios que o Rio de Janeiro estava recebendo por ser a capital, Pernambuco e Bahia resolveram se rebelar.

Recife deu início a uma revolução anti-colonial em 6 de março de 1817. Esta revolução tinha uma ligação com a Bahia, já que havia grupos conspiradores compostos por militares, proprietários de engenhos, trabalhadores liberais e comerciantes. Ao saber desta movimentação, o então governador da Bahia, D. Marcos de Noronha e Brito advertiu alguns deles pessoalmente.

O governo estava em cima dos conspiradores e, devido à violenta série de assassinatos, muito baianos resolveram desistir. Com toda esta repressão, a revolução de Recife acabou sendo derrotada. Os presos pernambucanos foram trazidos para a Bahia, sendo muitos fuzilados no Campo da Pólvora ou presos na prisão de Aljube, onde grande personagens baianos também estavam presos.


Movimentação pela independência:


Diante das insatisfações, começaram as guerras pela independência. Os oficiais militares e civis baianos passaram a restringir a Junta Provisória do Governo da Bahia, que ditava as ordens na época, e com esta atitude foi formado um grupo conspirativo que realizou a manifestação de 3 de Novembro de 1821.

Esta manifestação exigia o fim da Junta Provisória, mas foi impedida pela "Legião Constitucional Lusitana", ordenada pelo coronel Francisco de Paula e Oliveira. Os dias se passaram e os conflitos continuavam intensos. Muitos brasileiros morreram em combate.Força portuguesa:

No dia 31 de Janeiro de 1822 a Junta Provisória foi modificada. E depois de alguns dias, chegou de Portugal um decreto que nomeava o brigadeiro português, Ignácio Luiz Madeira de Mello, o novo governador de Armas. Os oficias brasileiros não aceitavam esta imposição, pois este decreto teria que passar primeiro pela Câmara Municipal. Houve, então, forte resistência que envolveu muitos civis e militares.

Madeira de Mello não perdeu tempo e colocou as tropas portuguesas em prontidão, declarando que iria tomar posse. No dia 19 de fevereiro, os portugueses começaram a invadir quartéis, o forte São Pedro, inclusive o convento da Lapa, onde haviam alguns soldados brasileiros. Neste episódio, a abadessa Sónor Joana Angélica tentou impedir a entrada das tropas, mas acabou sendo morta.

Concluída a ocupação militar portuguesa em Salvador, Madeira de Mello fortaleceu as ligações entre a Bahia e Portugal. Assim a cidade recebeu novas tropas portuguesas e muitas famílias baianas fugiram para as cidades do recôncavo.


Contra-ataque brasileiro:


No recôncavo, houve outras lutas para a independência das cidades e o fortalecimento do exército brasileiro. O coronel Joaquim Pires de Carvalho reuniu todo seu armamento e tropas e entregou o comando ao general Pedro Labatut. Este, assim que assumiu, intimidou Madeira de Mello.

Labatut organizou todo seu exército em duas brigadas e iniciou uma série de providências. Aos poucos o exército brasileiro veio conquistando novos territórios até chegar próximo a cidade de Salvador.

Madeira de Mello recebeu novas tropas de Portugal e pretendia fechar o cerco pela ilha de Itaparica e Barra do Paraguaçu. Esta atitude preocupava os brasileiros, mas os movimentos de defesa do território cresciam. E foi na defesa da Barra do Paraguaçu que Maria Quitéria de Jesus Medeiros se destacou, uma corajosa mulher que vestiu as fardas de soldado do batalhão de "Voluntários do Príncipe" e lutou em defesa do Brasil.

Em maio de 1823, Labatut, em uma demostração de autoridade, ordenou prisões de oficiais brasileiros, mesmo sendo avisado do erro que estava cometendo, e acabou sendo cassado do comando e preso. O coronel José Joaquim de Lima e Silva assumiu o comando geral do Exército e no dia 3 de Junho ordenou uma grande ofensiva contra os portugueses. Com a força da Marinha Brasileira, o coronel apertou o cerco contra a cidade de Salvador, que estava sob domínio português, restringindo o abastecimento de materiais de primeira necessidade. Diante destes fortes ataques e das necessidades que estavam passando, Madeira de Mello enviou apelos e acabou se rendendo. Com a vitória, o Exército Brasileiro entrou em Salvador consolidando a retomada da cidade e fim da ocupação portuguesa no Brasil.



OS PERSONAGENS


Caboclo e Cabocla: Estas figuras simbólicas foram criadas para homenagear os batalhões e os heróis de 1823 que, pela bravura e coragem, lutaram pela liberdade do Brasil. A história conta que o povo resolveu fazer sua própria comemoração e, em 1826, levou uma escultura de um índio para representar as tropas, já que não poderia ser um homem branco, porque lembrava os portugueses, nem os negros que, na época, não eram valorizados. Vinte anos depois, a Cabocla foi incluída nas comemorações.



Maria Quitéria: A maior heroína nas lutas pela independência do Brasil, na Bahia. Maria, ao ficar sabendo das movimentações sobre as lutas da independência, conseguiu uma farda do exército e se alistou para combater as tropas portuguesas. Participou de diversas batalhas e foi consagrada solenemente na chegada do exército à Salvador.



Joana Angélica: Abadessa no convento da Lapa, Joana tentou proteger os soldados brasileiros contra a invasão do convento, mas acabou sendo morta.



Brigadeiro Ignácio Luiz Madeira de Mello: Vindo de Portugal, assumiu o governo das Armas por imposição portuguesa. Tomou posse utilizando a força bruta e dominando a cidade de Salvador. Fortaleceu a relação entre Portugal e Bahia. Lutou contra o exército brasileiro.



General Pedro Labatut: Foi quem assumiu o exército brasileiro das mãos do coronel Joaquim Pires de Carvalho e começou a enfrentar o exército português. Um homem duro, Labatut conseguiu reestruturar as tropas e reerguer a vontade pela liberdade do Brasil.

Coronel José Joaquim de Lima e Silva: Assumiu o comando geral do exército brasileiro depois da prisão do general Pedro Labatut. Fez uma intensa ofensiva às tropas portuguesas. Conseguiu derrubar Madeira de Mello e assumir de volta a cidade de Salvador, vencendo a guerra.



O HINO DE 2 DE JULHO

Letra: Ladislau dos Santos Titara

Música: José dos Santos Barreto



Nasce o sol a 2 de julho

Brilha mais que no primeiro

É sinal que neste dia

Até o sol é brasileiro



Nunca mais o despotismo

Referá nossas ações

Com tiranos não combinam

Brasileiros corações



Cresce, oh! Filho de minha alma

Para a pátria defender,

O Brasil já tem jurado

Independência ou morrer.



Nunca mais o despotismo

Referá nossas ações

Com tiranos não combinam

Brasileiros corações



Salve, oh! Rei das campinas

De Cabrito e Pirajá

Nossa pátria hoje livre

Dos tiranos não será

Educação não pode ser usada para esvaziar prisão', diz professor da USP

 Especialista defende remissão de detentos a partir de conclusão de ciclos.


Alteração na lei prevê um dia a menos de pena para cada 12h de estudos




Professor Roberto da Silva, que é ex-detento e hoje dá aulas na USP (Foto: Arquivo pessoal)



Roberto da Silva, de 52 anos, professor, mestre e doutor em educação pela Universidade de São Paulo (USP), não concorda que a remissão de pena para detentos seja concedida a partir do número de horas que eles frequentam a escola. Ex-detento e estudioso da área de educação no sistema prisional, Silva teme que desta forma haja uma distorção dos objetivos de estudar, assim como ele acredita que tenha ocorrido com o trabalho dentro das prisões.

Uma alteração na Lei de Execução Penal publicada nesta quinta-feira (30) no Diário Oficial da União aponta que cada um dia de condenação poderá ser trocado por 12 horas de frequência escolar. Assinada pela presidente Dilma Rousseff e pelos ministros da Justiça e da Educação, a medida vale tanto para condenados em regime fechado ou semiaberto.

Para o professor Silva, se o governo quer introduzir a educação como política pública, é preciso conciliar os objetivos. "Rejeitamos tentar atribuir à educação um papel que é de outras instâncias da sociedade. A educação não pode assumir a tarefa de diminuir a lotação do presídio ou diminuir reincidência criminal, ou ainda, a violência e fugas dentro das prisões", afirma.

Silva diz que o papel da educação é aumentar a capacidade e as habilidades dos cidadãos para que tenham melhores condições para concorrer às oportunidade que a sociedade cria. "Se o detento quiser continuar na carreira do crime, não é a educação que vai convencê-lo a cair fora."

Conclusão de ciclos

O especialista acredita que a educação possa ser utilizada no processo de abatimento da pena de maneira diferente da prevista em lei. Silva propõe que haja a remissão a partir de cumprimento de objetivos e meta usando como referências as diretrizes curriculares das várias modalidades de ensino.

Por exemplo, Silva defende que o detento tenha um terço da pena reduzido quando conclui o ensino fundamental, ou médio, ou superior e cumpra a carga horária de aula destinada a determinado ciclo de ensino. Para concluir o primeiro ciclo do ensino fundamental (1ª a 4ª série), por exemplo, o tempo estimado é de 500 dias (ou carga horária de 2.000 horas/aula).

O professor diz que as necessidades educacionais de homens e mulheres presas não se resumem à elevação da escolaridade ou à redução da defasagem na relação idade-série.

"Os alunos de modo geral não são premiados por horas de estudo ou tarefas feitas, e sim, pela conclusão dos ciclos. A educação não pode ser vulgarizada na prisão como foi o trabalho", diz. Silva acredita que a remissão por tempo de trabalho - a cada três dias trabalhados é abatido um dia de pena - não ajudou a criar uma cultura pelo trabalho dentro da prisão. "Também não ajudou a criar postos qualificados. Serviu basicamente para explorar a mão de obra do preso que se beneficia da remissão da pena, mas não se forma profissionalmente."

Vilões da educação

O professor não acredita que a nova proposta de remissão vá atrair os detentos para a escola. Para ele, ainda é preciso vencer alguns "vilões" da educação no sistema prisional. Segundo ele, há uma concorrência desleal entre trabalho e educação na prisão, já que ambos ajudam a diminuir a pena, mas o primeiro é remunerado e o segundo não.

Corpo docente desqualificado e material inadequado também contribuem para a baixa procura dos detentos pelas salas de aula, de acordo com o professor. "Quase nenhum professor que atua na prisão tem formação específica. Normalmente são substitutos ou temporários que não conseguiram aulas regulares, ou ainda, foram mandados para lecionar nas cadeias como 'castigo'."

Histórico

Quando foi preso por furto e roubo, em 1979, aos 20 anos, Silva tinha estudado até a 5ª série do ensino fundamental. "Fui preso porque vivia nas ruas e tudo que se faz nas ruas é passível de prisão", disse. Havia parado de estudar aos 15 anos, na Febem (atual Fundação Casa), onde viveu dos dois aos 18 anos. Passou dez anos detido e, como na época não havia oferta de educação nos presídios, voltou à escola somente após cumprir pena.

Concluiu os ensinos fundamental e o médio em curso de supletivo e em seguida, aos 33 anos, ingressou no curso de pedagogia da Universidade Federal do Mato Grosso. Após término do curso, voltou a São Paulo onde concluiu mestrado, doutorado e livre docência em educação pela USP. Hoje Silva integra o corpo docente do curso de pedagogia da universidade.



Vanessa Fajardo Do G1, em São Paulo

Projeto de Leitura

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