17.6.11

Festival de quadrilha junina envolveu escolas municipais de Itabuna

Escola Flávio Simões novamente premiada



Um grande público acompanhou nesta quinta-feira (16), na Praça Otávio Mangabeira, em Itabuna as encenações teatrais e apresentações das quadrilhas juninas de nove escolas da Rede Municipal de Ensino, incluindo as crianças especiais do Centro Psicopedagógico de Educação Inclusiva – Cepei. O evento integra a 10ª edição do Programa Pátria Amada, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação, com a finalidade de resgatar as manifestações juninas e levá-las à praça pública, além de promover a socialização com os alunos.



A abertura do festival foi realizada com a encenação do Rei do Canganço, pela turma da Biblioteca Intinerante, que também dançaram ao som de músicas juninas. Em seguida, os alunos do Cepei desempenharam uma apresentação especial de quadrilha junina, que teve prosseguimento com as exibições dos alunos das escolas, Raimundo Gerônimo Machado, Marieta Carvalho, Zacarias Dantas, Brasília Baraúna, Flávio Simões, Infanto Juvenil, Maria Pinheiro, Ubaldo Dantas e Amélio Cordier.



Os alunos levaram a praça pública todos os atributos de uma apresentação típica de São João, mas elas se diferenciaram a partir dos critérios apontados pelos jurados, que avaliaram a música, animação, inovação, coreografia, organização, o figurino, a originalidade, criatividade e marcação. Nesse contexto, a quadrilha que melhor atendeu as expectativas do júri foi a Escola Municipal Zacarias Dantas, que fica localizada na Zona Rural de Itabuna, em Mutuns, cabendo à nossa escola a terceira colocação no evento.



Envolvimento



De acordo com o secretário de Educação Gustavo Lisboa o Festival de Quadrilhas é realizado todos os anos, no contexto do Programa Pátria Amada, com a intenção de resgatar o significado do São João, a importância das quadrilhas juninas, da socialização das crianças menores em relação às atividades que desenvolve, através do envolvimento com os professores.



“Eu acredito que já faz parte do nosso calendário trabalhar a quadrilha junina, não só nas escolas, mas trazer para as praças públicas. Esse é o grande significado, mostrar a importância de se cultivar essas coisas que são fundamentais para a vida de cada um. O que vale é recordar uma cultura tão importante na nossa região”, ressaltou Gustavo Lisboa.



 
 
do site da PMI

Último dia do Congresso Internacional de Educação

Conferencias internacionais marcaram o último dia do Congresso internacional de educação do estado da Bahia.



O conferencista suíço Philippe Perrenoud falou sobre “Como aprender a negociar as mudanças na educação”. Já o tema “Nós podemos formar, com inovação, limites e horizontes na escola”, foi desenvolvido pelo francês Marc Giget.


                                                            Educador sueco Philippe Perrenoud





                                                                  Educador francês Marc Giget



Para fechar o bloco internacional, o português José Pacheco proferiu conferência sobre inclusão: “Existem outras formas de se educar, podendo incluir o aluno, dando a ele liberdade para ser responsável e estimular a participação dele no sistema educativo”, disse Pacheco.


                                                          Educador português José Pacheco

Os educadores ainda apresentaram trabalhos, conheceram o sistema educacional Edux e participaram de uma mesa redonda com painel de debates. Na cerimônia de encerramento estiveram presentes palestrantes e a secretária municipal de educação, Dilza Reis. E os participantes do Cideb receberam os certificados. Para a professora Natalina Moraes, o congresso foi produtivo e, segundo ela, os maiores beneficiados são os alunos: “Tudo o que aprendemos nestas palestras maravilhosas vai ser colocado em prática com os alunos, portanto, eles é que vão receber mudanças positivas na educação”, disse.

CIDEB...continuação

Seguindo a programação do 1º Congresso Internacional de Educação, realizado na cidade de Porto Seguro, na Bahia, nos dias 8 a 11 de junho, postamos agora as atividades realizadas no 3º dia do Congresso - 10/06



Dois blocos de oficinas, além de conferências e palestras levaram conhecimento aos participantes do CIDEB no terceiro dia de congresso.


A conferência “Educação, trabalho e desenvolvimento sustentável”, de Luiz Augusto Caldas, abriu as atividades do dia, seguida de uma apresentação de dança e da palestra “Como incentivar a parceria entre família e escola”, de Edileide Castro. Depois, seis oficinas encerraram a programação da manhã.


Eixo Temático I - Educação, Trabalho e Desenvolvimento Sustentável
Conferencista: Luiz Augusto Caldas Pereira (MEC/SETEC)

A partir das relações entre educação, trabalho e desenvolvimento sustentável, pretende-se fomentar debates acerca das políticas formuladas pelos órgãos internacionais reguladores, pelos Estados e pelas instituições representantes de diferentes segmentos sociais e discutir também se essas políticas possibilitam a qualidade social da cidadania.


É preciso compreender a complexa relação entre educação, trabalho e desenvolvimento sustentável e seus aspectos políticos, sociais, econômicos, culturais e ambientais para estimular e definir caminhos menos competitivos e mais solidários.

A busca de um desenvolvimento sustentável requer o entendimento de que a dinâmica da realidade decorre do nexo entre as ações individuais e as coletivas que formam o tecido social de nosso tempo.

Eixo Temático II- Como incentivar a parceria família e escola?
Palestrante: Edileide Castro

 
No mesmo dia ouvimos Fernando Dolabela explanando sobre a Pedagogia Empreendedora: Ensino de Empreendedorismo na Educação Básica.
 
Mais seis oficinas prenderam a atenção dos educadores. A primeira abordou o tema: “Diretrizes para a melhoria do processo educativo”, ministrada pela especialista Janeth Scofield.

Já a última, ministrada pelo doutor João Rocha Filho, tratou do “Currículo escolar e as relações de heterosexismo e homofobia na educação básica: “Heterosexismo é a valorização do homem heterossexual na escola e na sociedade. Trabalhamos com educação, precisamos educar também para a aceitação das diferenças”, disse Rocha Filho.

Uma apresentação de capoeira e maculelê iniciou as atividades da noite, que teve como ponto alto a conferência: “A arte de conviver e do aprender, o caminho do conhecimento”, apresentada por Eduardo Shinyashiki.

Eixo III - A arte de conviver e do aprender, o caminho do conhecimento 
Conferencista: Eduardo Shinyashiki.








16.6.11

Programa Pátria Amada

SEC premia os destaques do Programa Pátria Amada





O talento dos estudantes da Escola Zacarias Dantas, localizada no setor rural do município de Itabuna, foi um show a parte na solenidade de premiação do 10º Concurso Pátria Amada, realizada na última terça-feira, dia 14, no auditório da FTC Itabuna. A Escola foi vencedora da categoria “Era Uma Vez” do teatro.

Diante de uma platéia formada por estudantes do Ciclo da Infância, Creche e Pré-Escola, professores, pais e autoridades municipais os pequenos atores não se intimidaram e fizeram bonito apresentando a montagem teatral baseada no clássico da literatura infantil Chapeuzinho Vermelho, sendo aplaudidos calorosamente de pé ao final da apresentação.



Presidindo a solenidade, o secretário da Educação, Gustavo Joaquim Lisboa, ressaltou a importância da 10ª edição do Pátria Amada ao propor práticas de incentivo à leitura nas escolas da Rede Pública Municipal de Ensino. Ele lembrou que em todas as suas edições, o Pátria Amada já distribuiu mais de R$ 500 mil em prêmios, graças às parcerias estabelecidas pelo governo municipal com empresas privadas.

“Porém, o Programa se destaca como uma das iniciativas implementadas pela Prefeitura de Itabuna que, além de resgatar e promover valores de patriotismo e exercício de cidadania, conseguiu instituir no ambiente das escolas mais alegria, despertando talentos artísticos nas áreas de literatura, teatro, música, sem falar no incentivo à pesquisa por parte dos educadores”, frisou Lisboa.

O secretário paraenizou aos participantes e à equipe do Departamento de Projetos Integrados da SEC pelo empenho e zelo com que fizeram acontecer esta edição do Pátria Amada. Gustavo enfatizou ainda a parceria da Rede de Ensino FTC, da Trifil, da Gráfica Vital e das editoras FTD e Abril Cultural.

Premiação

Um momento mais esperado pelos participantes do 10º Concurso Pátria Amada começou com a premiação da categoria coletiva “Recontando um Conto”, quando os pequenos da Creche-Escola Esther Gomes ficaram em primeiro lugar reproduzindo em desenhos o clássico João e Maria. Com recompensa pelo esforço, eles receberam brinquedos fantoches. A aluna Luiza Cristiny Paixão, da Escola Berilo, ficou em primeiro lugar na categoria individual “Recontando um Clássico”. A categoria de teatro “Era Uma Vez” foi conquistada pela Escola Zacarias Dantas.





O prêmio para a melhor história em quadrinhos ficou para a aluna Amanda Maria Alves, da Escola Jorge Ribeiro Carrilho.

 Na categoria auto-biografia “Sim, Sou leitor e Escritor”, onde 95 estudantes do Programa de Educação de Jovens e Adultos (Proeja) concorreram, a aluna da Escola Flávio Simões, Keinara Cristina Andrade da Silva ficou com o primeiro lugar.

A categoria projeto de intervenção “Minha Escola Lê” foi vencida pela Escola Heribaldo Dantas.

A categoria dedicada aos docentes da rede municipal “O Livro que Marcou Minha Vida” teve como vencedora a professora Larissa Santos Pereira , da Escola Frederico Smith Lima, que falou das suas lembranças do livro Cem Anos de solidão, de Gabriel Garcia Marques. A solenidade de premiação contou com a participação do diretor-geral da FTC Itabuna, Cristiano Lobo; da presidente do Conselho Municipal de Educação, Maria Lúcia Bittar. Nesta quinta-feira, dia 16, acontece o Concurso de Quadrilhas Juninas do Programa Pátria Amada, na Praça Otávio Mangabeira, a partir das 14 horas.



do site da PMI

14.6.11

CIDEB

O segundo dia de CIDEB em Porto Seguro ofereceu palestras e oficinas aos educadores participantes. No período da manhã assistimos a uma conferência com o tema: “Pelo (re) encantamento da escola”, proferida pelo mestre Celso Antunes.











Depois, participamos atividade uma atividade pedagógica prática e apresentação de trabalhos com o palestrante Professor Sassá.





Na parte da tarde, seis oficinas foram ministradas por grandes nomes da educação brasileira. Os temas foram: educação e tecnologia, o cérebro humano e a aprendizagem, programação neuro linguística, educação ambiental e sustentabilidade, educação e ações afirmativas e a importância do corpo na aprendizagem: o papel da psicomotricidade.



O mestre Celso Antunes, que foi consultor da Unesco no Brasil, falou sobre a experiência de participar do evento: “Está sendo ótimo, falar sobre educação é sempre bom e o público me recebeu muito bem”, disse. De noite, os educadores ainda assistiram a conferência sobre memória, motivação e aprendizagem.

Ética e tempo de transcendência

Na noite de quarta-feira, 08 de junho de 2011, Leonardo Boff apresentou a palestra de abertura do 1º CIDEB – Congresso Internacional de Educação da Bahia, intitulada “Ética e tempo de transcendência”.




Leonardo Boff é escritor, teólogo, filósofo e professor nas universidades de Lisboa-Portugal, Salamanca-Espanha, Harvard-EUA, Basel-Suíça e Heidelberg-Alemanha. Também é muito conhecido por ser um dos maiores expoentes da Teologia da Libertação, da defesa das causas sociais e atualmente das causas ambientais.

Boff começou sua palestra arrancando aplausos dos congressistas ao dizer que Porto Seguro era o lugar onde “os indígenas descobriram os portugueses”, pois a história não pode ser contada apenas pela perspectiva do invasor.

Em seguida falou da existência de muitas crises (econômicas, ecológicas), sendo a mais grave de todas a falta de ética. Segundo Boff, a falta de ética nos transforma no Satã da terra em vez de sermos seus anjos da guarda.

Boff falou que temos duas entradas, sendo a primeira a família que é a base de tudo o que seremos no futuro e a segunda a escola, que nos prepara para a vida através da aquisição do conhecimento.

Boff disse que somos herdeiros da revolução, no caso o Iluminismo, que universalizou a escola, antes destinada apenas as pessoas de posse, enquanto a população era mantida sob a falta de conhecimento. Somos herdeiros da sociedade da ciência, afirmou ele.

Segundo Boff, estamos na era planetária, onde a terra é reconhecida como nosso único lar, nosso e das demais espécies. Somos responsáveis pela terra, assim como somos responsáveis por extrairmos o máximo da terra utilizando a tecnologia, esgotando o ecossistema e a biodiversidade.

Boff também diz que estamos na era antropocêntrica, onde o homem tornou-se um perigo para sua própria subsistência, citando a possibilidade que os russos tinham de deflagrar a destruição da terra através de bombas durante a guerra fria e o fato de se fabricarem hoje ainda mais armas, mesmo depois do seu fim. Corremos o risco de não ter um futuro.

Em seguida falando do ethos (casa, arrumar a casa), define que a nossa casa hoje é o planeta. Como podemos arrumar, organizar esta casa?. Comer, ir à escola, ter um salário decente, é a utopia mínima, negada a quase metade da população mundial. Segundo pesquisas, 20% dos mais ricos do mundo consomem cerca de 86,06% das riquezas da terra, enquanto 20% dos mais pobres consomem 1,04%. Assim, cerca de 320 famílias consomem mais que países que somam 600.000.000 (seiscentos milhões) de habitantes.

Segundo Boff é tarefa da nova educação saber como está nossa casa. Devemos ser éticocêntricos e questionar como estão as outras formas de vida, que habitam a mesma casa. A terra sempre foi tida como um baú de onde se retirava tudo o que se necessitava, porém sabemos hoje que os recursos são escassos. Boff diz que a terra não precisa de nós, e sim nós precisamos dela, que ela pode viver muito bem sem a nossa presença. Se não cuidarmos da nossa casa corremos o grande risco de desaparecer.

Boff fala que a terra é chamada de “mãe terra” e quando pensamos em nossas mães concluímos que mãe não se vende não se compra e não se maltrata. Temos o mesmo proceder quando se trata da mãe terra?

Falou também sobre uma crise também atual, a dos sentimentos, pois se sentíssemos os outros, não iríamos querer que os outros sofressem, conforme o texto bíblico que diz que não devemos desejar aos outros aquilo que não queremos para nós mesmos.

Boff diz que o novo desafio pedagógico é cuidar e proteger, que segundo Heidegger a essência do ser humano não é a razão ou inteligência, e sim o cuidado. Uma espécie de “ética do cuidado”, pois tudo o que amamos nós cuidados, uma “ética da responsabilidade”, pois devemos assumir as nossas responsabilidades e uma “ética da compaixão”, pois devemos respeitar não só os mais velhos, mas também cada ser que habita a casa. Precisamos do que mais falta atualmente entre nós: cooperação solidária.

Segundo Boff, a lei suprema da ética é tratar humanamente todos os seres. Precisamos também da espiritualidade, que não está vinculada a uma religião ou ir a igreja, mas sim ao profundo do ser. O homem é dividido em ser exterior – o corpo, ser interior – o que somos, e o ser profundo – o espiritual.

Boff finaliza a palestra dizendo que somos estrelas, e como estrelas vivemos para brilhar e não somente para existir.

Após o final da palestra Leonardo Boff , acompanhado de sua esposa, concedeu entrevistas, autografou livros e posou para fotos com os congressistas.



por José Daniel da Silva
http://computacaoifbaps.wordpress.com/

Porto Seguro sedia Congresso Internacional de Educação

Nos dias 08, 09, 10 e 11 de junho do ano corrente, Porto Seguro foi palco do Congresso Internacional de Educação do Estado da Bahia (Cideb). Realizado pelo Centro Cultural e Eventos de Porto Seguro, o evento aconteceu no Centro de Convenções do Descobrimento – BR 367, Km10.



Com o tema “A Educação para um Estado sem Fronteiras: da Teoria à Prática”, o CIDEB contou com palestrantes internacionais como Phillipe Parrenoud (Dr. Prof. da Universidade de Genebra, Suíça), Marc Giget (Dr. Prof. da Universidade de Paris, França), José Pacheco (PhD em educação infantil e da adolescência, Professor da Escola da Ponte (Portugal), Mestre em educação para crianças, licenciado em Ciências da Educação pela Faculdade de psicologia de Coimbra (Portugal), formador de professores de forma continuada e capacitação, pesquisador no (IIE, FPCE- UP) e no Instituto Paulo Freire em Portugal), além de nomes como Leonardo Boff (Doutor em Teologia e Filosofia na Universidade de Munique-Alemanha Franciscano, Professor nas universidades de Lisboa-Portugal, Salamanca-Espanha, Harvard-EUA, Basel-Suíça e Heidelberg -Alemanha); Celso Antunes (Mestre em pedagogia pela USP, escritor e pesquisador), Hamilton Werneck (Dr. Prof. e Consultor Pedagogo, Rio de Janeiro), Eduardo Shinyashiki (Escritor e Dr. em educação, professor nas áreas de educação e desenvolvimento humano nos EUA, Índia, Brasil e México.
 
A abertura do 1º Congresso Internacional de Educação do Estado da Bahia - CIDEB 2011, na noite do dia 8, reuniu mais de 2.600 pessoas, no Centro de Convenções, de Porto Seguro.


A solenidade contou com a presença do Prefeito, Gilberto Abade, que empenhou para a realização do evento em Porto Seguro, incentivando a participação de todos os professores da rede municipal de ensino, subsidiando parte da inscrição. Além dele, a mesa de honra foi composta também pelo magnífico reitor da Universidade Estadual da Bahia (UNEB), Lorisvaldo Valentin da Silva; a pró-reitora da Extensão da UNEB, Adriana Santos; o juiz da Vara Crime, André Strogenski; a secretária de Educação, Dilza Reis; a tecnologista do Núcleo de Educação Ambiental do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Maria Tereza; e a diretora da DIREC, Janeth Aparecida Scofield.

O palestrante da noite, o professor doutor, Leonardo Boff, explorou o tema Ética e Tempo de Transcendência. Sem consolos, preferiu angustiar o público, na tentativa de provocar a transcendência. “O mundo vive em crise. A principal delas é a crise da ética. Precisamos urgente resgatar esse valor para com o planeta e para com as pessoas, colocando-nos um no lugar do outro”, começou, sendo aplaudido várias vezes ao longo de suas palavras sobre a razão sensível, onde o sentimento é a principal marca do ser humano.



Objetivos


Entre os objetivos do evento estão a contribuição para a constante melhoria da educação; promover o desenvolvimento humano em todas as dimensões do conhecimento; educação continuada no Brasil, e a capacitação prática dos professores e educadores.

A troca de conhecimentos em áreas multidisciplinares também serão motivadas; além de reunir os maiores especialistas em educação, promovendo um debate em torno de temas polêmicos que fazem parte do cotidiano nas instituições de ensino.

A integração e a busca da transformação, motivando os professores a serem agentes de resgate de valores e ética junto aos estudantes é o grande resultado esperado desse encontro que visa à inclusão social.

5.6.11

Uma hora volta pra você

Código Florestal em perigo

História Grapiúna



Vídeo aula contando a história do surgimento de Itabuna, seus desbravadores e seu início

Educação Ambiental e formação de professores


RESUMO



A escola , é de longe, o lugar mais adequado para a inserção das práticas educacionais inerentes ao meio ambiente. Um dos desempenhos mais respeitáveis da escola é sua força de influência e transformação em relação a conceitos da comunidade em que está inserida. Nesse contexto e, na temática ambiental, a escola oferece um impacto expressivo na sociedade, através da sua mais fiel tradução: o trabalho dos profissionais em educação, em função da abertura de caminhos de difusão com os alunos, que permitam reflexões sobre o papel destes , como cidadãos em relação ao meio ambiente. Este é o mister do professor : a responsabilidade de acordar o aluno para o bom senso de descobrir dentro de si a autoconfiança e potencialidade para o exercício de sua cidadania, desencadeando posturas e atuações mediante as dificuldades sócioambientais.

A soberania da ciência e da tecnologia vem registrando avanços científicos, decididamente insólitos, no decorrer da história da humanidade. Poder-se-á, entretanto, afirmar que os padrões culturais impostos pela sociedade industrial contemporânea fazem com que se conviva com o ameaçador fantasma da crise ambiental. A tecnologia e a ciência conferiram benefícios para o homem, e, paradoxalmente, trouxeram comprometimentos negativos e irreversíveis ao ambiente social e natural. Analisando as três últimas décadas, constatar-se-á o agravamento e distanciamento inexoráveis das diferenças sociais, políticas e ambientais em relação aos contextos global e local.

O Século XX assistiu ao mais vigoroso avanço tecnológico de todos os tempos e, concomitantemente, às mais selvagens agressões ao meio ambiente, já que, em nome do desenvolvimento, os impactos ambientais não foram dimensionados, bem como a “certeza” da infinitude dos recursos naturais. O planeta foi testemunha e vítima de mudanças climáticas, hidrográficas e biológicas - em sua maioria em função de sua própria evolução. Desta vez, é diferente. O agente modificador é, eminentemente, o ser humano. A assertiva de que os problemas ambientais da atualidade são oriundos de fatores culturais, políticos e socioeconômicos são incontinentes. Em decorrência desses aspectos, demandas sociais e ambientais têm sido ostensivamente preteridas sob a égide dos preceitos econômicos e políticos, os quais deram origem a uma sociedade tecnológica e cientificamente avançada, enquanto os benefícios advindos desses avanços são distribuídos para poucos e, com o ônus desse processo socializado por toda a sociedade planetária, envolvendo todos os atores sociais em uma intrincada teia de aranha. Os impactos ambientais no cotidiano do planeta têm sido imensuráveis, desvirtuando – implacavelmente, a qualidade de vida das sociedades, provocando insegurança, questionamentos e críticas aos modelos de desenvolvimento socioeconômicos adotados pelos homens. Nessa conjuntura a Educação Ambiental tem papel preponderante, tanto em relação às propostas de gestão educacional e do meio ambiente, quanto em políticas públicas e conhecimentos inerentes à temática, na releitura, no repensar das atitudes de ordem e valores individuais e coletivas.



1. EDUCAÇÃO AMBIENTAL



À Educação ambiental foi legado o mister de ser agente transformador da sociedade e, à escola – como instituição responsável pela formação de cidadãos, a incumbência de desenvolver dispositivos em função dos valores, dos conhecimentos, os quais dão ­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­embasamento à formação e transformação das pessoas. Dentre todas as áreas da educação nenhuma tem uma convocação tão urgente, tão intensamente globalizadora quanto a Educação Ambiental. Singular em seu perfil integrador e catalisador de tantos outros arcos do saber, emana efeitos desastrosos quando a dinâmica do seu objetivo é inócuo. Efeitos esses, que desprovidos de qualquer eufemismo, aliados à falta de consciência crítica da sociedade, superdimensionam os problemas ambientais e seus segmentos: econômicos, políticos, tecnológicos, científicos e sócioculturais.

Segundo Reigota (1994), é consenso entre a comunidade internacional que Educação Ambiental deve estar presente em todos os espaços que dotam os cidadãos de aprendizado – formal, não formal ou informal. Neste contexto, a escola, como responsável pela formação integral de cidadãos tem o dever social de desenvolver sistemas de conhecimentos, preceitos e valores que construam a conduta e fundamentem o comportamento próprio de proteção do meio ambiente. Na comunidade escolar a reflexão compartilhada, conjugada, traceja e esclarece o papel de cada ator social nos trabalhos com o meio ambiente. A escola é de longe, o ambiente ideal para se trabalhar conteúdos e metodologias adequadas a esses propósitos. Com obviedade, a escola e a Educação Ambiental – isoladamente, não trarão soluções para a complexidade que se revestem os problemas sócioambientais do planeta, entretanto, o convívio escolar exerce, decididamente, influência nas práticas cognitivas, bem como na formação de um novo sujeito social: redefinindo a relação das pessoas na conjuntura cultural/ambiental, se traduzindo no ponto de equilíbrio, de interligação na busca do convívio coesivo entre o homem e o meio ambiente, redimensionando o comportamento humano em relação ao planeta – nas formas local e global.

Reigota (1994) é categórico quando afirma ser a escola o local privilegiado para a realização da Educação Ambiental – desde que se dê oportunidade à criatividade... E assim deve ser: o aprendizado poderá ser ministrado nos parques, reservas ecológicas, associações de bairros, universidades, sindicatos, meios de comunicação de massa, mas, nenhum espaço – na opinião do autor, é tão perfeito quanto a escola.



2. A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO ENSINO FUNDAMENTAL



A forma holística pela qual deveria ser tratada a Educação Ambiental fica relegada ou, ainda não foi adotada, pela escola e pelos educadores ambientais. É público e notório que a Educação Ambiental é – timidamente, desenvolvida nas escolas, estando na maioria das vezes ausente das práticas adotadas pelos educadores, não obstante algumas atividades pontuais sejam propostas inerentes “à preservação do ambiente”. A Educação Ambiental é um tema não-definido e desordenado dentro dos conteúdos programáticos escolares, com ações isoladas. Verifica-se um projeto tênue aqui, outro ali, envolvendo os alunos – muitas vezes, apenas para complementação de carga horária. Atividades esporádicas: realização de reciclagem de lixo, abordando a economia da água, da energia, enfim, ações fragmentadas e diluídas dentro dos currículos escolares, em detrimento de programas amplos e integrados às diversas disciplinas curriculares e seus conteúdos programáticos.

De acordo com Dias (1992, p. 26) [...] tratar a questão ambiental abordando apenas um de seus aspectos – o ecológico – seria praticar o mais ingênuo e primário reducionismo. Seria adotar o verde pelo verde, o ecologismo, o desconsiderar de forma lamentável as raízes profundas das nossas mazelas ambientais, situadas nos modelos de desenvolvimento [...]. Os currículos escolares abordam incontáveis conteúdos que tratam sobre ecologia, sumamente importantes para o desenvolvimento social, intelectual e cultural dos alunos, porém, igualmente, tratados de forma fracionada, fragmentada, que não fazem relação com a realidade dos alunos e de maneira pouco atrativa, não sendo relacionados com as questões ambientais, enfatizando – apenas, questões muito mais conceituais e dogmáticas.

Muitos educadores, “preocupados” com os problemas ambientais, levam para sala de aula conteúdos voltados para uma consciência conservacionista, e, portanto, que abordam aspectos meramente naturalistas, conceituando o espaço natural fora do meio humano. Uma maneira simplista, com ações educacionais direcionadas de forma restrita de defesa do espaço natural.Sintetizando: a análise feita sobre a Educação Ambiental vem sendo desenvolvida através de algumas disciplinas – como já relatado, de forma inconsistente e conservacionista e que tem (na maioria das instituições educacionais) o “dia do meio ambiente” o seu ponto culminante, pretexto para se comemorar e lembrar do ato de educar em função da consciência ambiental, e, no decorrer do calendário escolar se esquecem de que a escola e seus educadores têm o dever de elaborar projetos pedagógicos conectados e coerentes, de forma que sejam funcionais a qualquer programa que tenha como fim a Educação Ambiental.



3. OS NOVOS RUMOS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL



A Educação Ambiental ainda se encontra densamente relacionada somente com a Ecologia. Ledo engano. Trabalham-se nas comunidades escolares com conteúdos programáticos complicados de serem ministrados em sala de aula: demasiadamente “cientificados” através de disciplinas. Urge a formação de gerações ambientalmente competentes, éticas, críticas, reflexivas, observadoras. Formação de gerações preparadas para questionarem, elegerem, conduzirem práticas solidárias e comprometidas com a qualidade de vida do planeta através da consciência ambiental – em toda acepção da palavra. O advento e integração da Educação Ambiental na escola só se tornarão possíveis fundamentados em ações pontuais capazes de se adequarem, de forma sistêmica e racional, que atinjam os fins em relação às demandas, através de contextos metodológicos de ensino. A Educação Ambiental precisa ter definida o seu lugar nos parâmetros curriculares brasileiros, para dizer a que veio e o que pretende: não somente se ocupar do ensino sobre a natureza, porém, para educar “com” e “para” a natureza.

Dentro da nova ordem mundial, o novo conceito educacional que se pretende desenvolver, propõe que a escola deva ter um perfil – antes de tudo, moldado para uma aprendizado cognitivo que enseje ações em prol do meio ambiente de forma individual e, simultaneamente, de forma coletiva - redimensionando a relação entre os atores sociais envolvidos na comunidade escolar, enfatizando – fundamentalmente o papel do professor, que não obstante seja de coadjuvante neste inusitado conceito de escola/ensino/aprendizagem para a formação do novo ser sócioambiental para o século XXI, se torna a perfeita tradução do que indica Freire (1997, p. 28): O educador democrático não pode negar-se o dever de, na sua prática docente, reforçar a capacidade crítica do educando, sua curiosidade, sua submissão. [...] percebe-se assim a importância do papel do educador e a certeza de que faz parte de sua tarefa docente, não apenas ensinar conteúdos, mas, também ensinar a pensar certo. A formação de educadores, a necessidade e urgência que a envolve são fatores oriundos do imediatismo inexorável das soluções para as questões ambientais. Na nova ordem mundial faz-se mister uma formação para os profissionais de educação que não seja, meramente, transplantada dos procedimentos convencionais de aprendizagem, e que venha a travestir a Educação ambiental de uma visão equivocada.



4. A FORMAÇÃO DOS PROFESSORES EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL



Aos educadores cabem a responsabilidade de acordar o aluno para o bom senso de descobrir dentro de si a autoconfiança e potencialidade para o exercício de sua cidadania, desencadeando posturas e atuações mediante as dificuldades sócioambientais. Os ensinamentos e práticas pedagógicas para os novos paradigmas da educação exigem conhecimentos metodológicos específicos, bem como novas relações com os conteúdos holísticos.

A Educação Ambiental é originária da necessidade de se contestar a crise da educação. É inquestionável que, algo está fora da ordem no processo de formação dos cidadãos. Como formar cidadãos atuantes e que façam valer seus direitos? Como educar para se ter audácia de dar um basta aos processos que aviltram e degradam a natureza e que superdimensionam a desigualdade entre os atores sociais? E por outro lado: como capacitar um professor para assumir essa postura? Algumas ações têm sido inseridas na formação de multiplicadores em educação ambiental, porém, em inúmeras experiências vivenciadas, atestou-se a necessidade de investimentos estimáveis e de peso – por parte de poderes públicos, no contexto sócioambiental e seus gravíssimos problemas. Ao questionar profissionais de educação acerca de fatores que obstaculizam a inclusão da Educação Ambiental e como transpô-los, as respostas são diretas: “Não se sabe como fazê-lo.” Resposta simplista, para problema essencialmente desafiador: como formar formadores.

A inclusão da Educação Ambiental nos currículos escolares, as práticas pedagógicas correspondentes, vêm esbarrando na falta de identificação de conteúdos apropriados, estratégias educacionais mais dinâmicas, eficazmente lúdicas e de socialização mais interessante. Vêm sendo estranguladas pelas classes multisseriadas; pelo enorme abismo que separa o interesse do professor pela introdução de práticas pedagógicas correlatas com o meio ambiente; enfim, inviabilizadas pelas salas de aula sem carteiras, sem paredes, sem portas... questões anatematizadas da própria educação brasileira.



5. CONSIDERAÇÕES FINAIS



O educador, enquanto profissional da educação, no exercício da sua função tem um grande desafio para o Século XXI: a formação da consciência ambiental dos alunos e, no desenvolvimento e exercício da sua cidadania, através da transformação dos próprios paradigmas e conceitos, de uma escola formadora e transformadora – onde os conceitos se desenvolvam através do trabalho escolar.As comunidades escolares em que os profissionais adotem práticas e abracem ações tradicionais e conservadoras de ensino, que não têm como foco essencial as amplas questões ambientais, que não se acercam sobre considerações do meio ambiente e apresentem sugestões didáticas praticáveis nas séries iniciais do ensino fundamental – propícias à formação e desenvolvimento da consciência ambiental de crianças e adolescentes, não estarão preparadas para os desafios inerentes ao modelo de ensino que a dimensão ambiental reclama.Nessa conjunção, a relação aluno/professor é redefinida em função dos conhecimentos característicos dos profissionais de educação e o novo perfil didático-pedagógico que deverá ser imprimido por esses ensinamentos.



Para Weid (1977, p. 84),



“é preciso intervir em processos de capacitação que permitam ao professor embasar seu trabalho com conceitos sólidos, para que as ações não fiquem isoladas e/ou distantes dos princípios da Educação Ambiental.”



Ou seja, o profissional de educação que se capacite em Educação Ambiental, pressupostamente, deve ser capaz de aplicar práticas sóciopedagógicas, não só no seu ambiente escolar, mas, em qualquer segmento da sociedade, com o escopo que se estabelece na temática ambiental.No ensino fundamental, as habilitações dos professores são oriundas das secretarias, as quais desenvolvem projetos relativos aos procedimentos pedagógicos – metodologias, relação aluno/professor, conteúdos programáticos desenvolvidos, correlação estabelecida com outras áreas de conhecimento, dentre outras atividades. Requer formação continuada, bem como um projeto pedagógico altamente delineado. Todavia, o formato como os currículos são oferecidos, ainda não permitem uma maneira flexível para que os profissionais possam implementar a dimensão ambiental em sua aulas. É, essencialmente, importante observar que, os profissionais em exercício, normalmente, trazem uma formação tradicional, clássica – contexto em que detêm conhecimento e que o aluno é um mero espectador.

Acatado como o “pai da Educação Ambiental”, o escocês Patrick Geddes (1933), já divergia da metodologia utilizada pelas unidades escolares, em que os alunos eram reportados do seu ambiente natural, para um mundo de conhecimentos “deslinkados” e fragmentados de sua realidade. Esta intervenção ainda traduz a realidade vivenciada através das metodologias de aprendizagem da atualidade, valendo observar que, o caráter que se reveste esse estilo de capacitação dever-se-á tornar indispensável uma reformulação metodológica, conceitual e curricular.

Autores como Pelicioni e Philippi Jr. (2005), salientam que

“não existe Educação Ambiental se ela não se efetivar na prática, na vida, a partir das necessidades sentidas”.

Sabe-se que, o bom mestre é aquele que provoca questionamentos – muito mais do que aquele que municia os alunos de respostas. Docentes com essa postura embotada tendem a se diluir em sua própria mediocridade, dando lugar a educadores que inquietam, que aguçam, que estimulam o imaginário ambientalista dos alunos, levando-os reflexões que proporcionem a edificação e consolidação de respostas para os conflitos socioambientais do nosso planeta.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS



OLIVEIRA, Flávia de Paiva de Medeiros de; GUIMARÃES, Flávio Romero. Direito, meio ambiente e cidadania: uma abordagem interdisciplinar. São Paulo: Medras, 2004.



PELICIONI, Maria Cecília Focesi; PHILIPPI Jr., Arlindo. Educação ambiental e sustentabilidade. (Col. Ambiental).



PENTEADO, Heloísa Dupas. Meio ambiente e formação de professores. 5 ed. São Paulo: Cortez, 2005.



PHILIPPI JR., Arlindo et al. Curso de gestão ambiental. Barueri, SP: Manole, 2004.



PHILIPPI JR., Arlindo et al. Educação ambiental: desenvolvimento de cursos e projetos, 2. ed. São Paulo: EDUSP, 2002.



REIGOTA, Marcos. O que é educação ambiental.São Paulo: Brasiliense, 2006.



TELLES, Marcelo de Queiroz. Vivências integradas com o meio ambiente. São Paulo: Sá, 2002.



VIOLA, Eduardo J. et al. Meio ambiente, desenvolvimento e cidadania: desafio para as ciências sociais. 3 ed. São Paulo: Cortez; Florianópolis; Universidade Federal de Santa Catarina, 2001.









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Autora: Maria Esther Pereira Flick




Graduada em Administração de Empresas pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Especialista em Psicologia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais-PUC-MG. Mestranda em Relações Internacionais pela Universidad Autónoma de Asunción-PY e, aluna do MBA em Gestão Ambiental, pela FTC/UESC. Atualmente é coordenadora do Núcleo de Extensão e Assuntos Comunitários da Pró-Reitoria de Extensão-PROEX da Universidade do Sudoeste da Bahia-UESB. Professora da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico da UESB.

2.6.11

Salas Multifuncionais ampliam o trabalho de inclusão do Cepei

O Atendimento Educacional Especializado (AEE) oferecido aos alunos da Rede Pública Municipal de Ensino de Itabuna está dando um passo muito importante para sua consolidação. Neste mês de maio, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), a Prefeitura de Itabuna está implantando as primeiras Salas de Recursos Multifuncionais em cinco escolas municipais.

Com isso, Itabuna passa a ser o primeiro município no Sul da Bahia a contar com este tipo de recurso para o aperfeiçoamento do Programa de Educação Inclusiva, desenvolvido pela Secretaria da Educação (SEC), através do Centro Psicopedagógico da Educação Inclusiva (Cepei). Até o final do próximo semestre, no total, serão instaladas 17 Salas Multifuncionais do Tipo I e II, constituídas de equipamentos, mobiliários e materiais didáticos e pedagógicos necessários para o Atendimento Especializado aos alunos que possuem deficiência intelectual, auditiva, visual, dificuldade e/ou distúrbios de aprendizagem.

As Salas também estarão aptas ao AEE para aqueles com impedimentos de longo prazo de natureza física, intelectual ou sensorial que podem ter obstruída/dificultada sua participação plena e efetiva na sociedade diante de barreiras que esta lhes impõe, ao interagirem em igualdade de condições com as demais pessoas (ONU, 2006).

Segundo a assessora Psicopedagógica da SEC, Milene Dantas, até o final deste mês, estará em funcionamento a Sala de Recursos Multifuncionais do Centro de Atenção Integral à Criança – Caic Jorge Amado, no bairro Jardim Primavera; da Escola Municipal Dom Ceslau Stanula, no bairro Maria Pinheiro; do Grupo Escolar Pedro Lemos, localizada no bairro Lomanto Júnior; da Escola Municipal Frederico Smith, no bairro Urbis IV; e da Escola Jorge Ribeiro Carrilho, no bairro Santo Antonio.

Nas Salas do Tipo I estarão disponíveis 33 equipamentos, dentre eles, computadores com suporte de teclados com colméia, mouse óptico, lap top, impressoras laser, Alfabeto Braille, dominó e memória tátil, bem como lupas eletrônicas e manuais. Nas Salas Tipo II, além dos 33 itens, estarão disponíveis ainda outros nove específicos para o atendimento de alunos com deficiência visual, a exemplo de impressora Braille de pequeno porte, máquina de datilografia Braille, reglete de mesa, soroban, globo terrestre tátil e calculadora sonora.

Atendimento


Para cumprir a sua função de oferecer o Atendimento Educacional Especializado, complementar ou suplementar à escolarização aos alunos com deficiência matriculados nas classes comuns do ensino regular, as atividades na Sala de Recursos Multifuncionais são oferecidas aos estudantes em turno oposto ao da aula normal. De acordo com Milene Dantas, atualmente na Rede Municipal de Ensino de Itabuna estimasse que 20% dos alunos matriculados são deficientes.

“Este atendimento é um direito do aluno com necessidades educacionais especiais, inclusive, estão preconizados na Constituição Federal de 1988 e assegurados na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB)”, elucida Milene. Ela acrescenta que as Diretrizes (MEC/SEESP 2011), em seu artigo 2º, estabelecem que: os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizar-se para o atendimento aos educandos com necessidades educacionais.

“Neste sentido, é que afirmamos o avanço significativo nas políticas públicas educacionais implementadas pela Prefeitura de Itabuna, não somente visando garantir o acesso das pessoas com necessidades educacionais especiais, através da matrícula, mas também de assegurar a sua permanência e, sobretudo, o seu sucesso que é o aprendizado”, ressalta Milene.

Com as Salas de Recursos Multifuncionais, argumenta Milene, o Atendimento Educacional Especializado estará mais próximo da escola, do professor da classe regular e da família dos alunos. A assessora psicopedagógica da SEC observa que nas Salas Multifuncionais, os estudantes terão o mesmo atendimento oferecido pelo Cepei.

Profissionais especializados

Para isto, a SEC está disponibilizando para cada escola que dispõe deste equipamento um profissional da Rede graduado em Pedagogia e especializado em Psicopedagogia. As atribuições do professor da Sala de Recursos Multifuncionais é de identificar, elaborar, produzir e organizar serviços, atividades, recursos pedagógicos de acessibilidade e estratégias, considerando as necessidades específicas dos alunos de forma a construir um plano de atuação especifico para cada aluno.

É este o caso da professora Maria José Dias Lima, da Escola Municipal Jorge Ribeiro Carrilho, que está disponível para o atendimento de até 20 alunos. A educadora, além da especialização, participou com outros professores do curso de extensão oferecido pelo MEC, através da Plataforma Freire. Maria José destaca que a Sala Multifuncional é um equipamento que irá proporcionar uma maior interação entre o professor e o aluno com necessidades educacionais especiais, com o atendimento individualizado.

“Com isso, estaremos potencializando as habilidades destes alunos para que eles possam ter melhor rendimento em sala de aula, junto aos demais colegas de classe”, frisa a professora. Ela ressalta que o atendimento diferenciado também irá permitir um trabalho mais focado na deficiência de cada aluno, além de permitir um contato mais próximo com o professor que trabalha com o aluno em sala de aula.

O trabalho dos professores das Salas de Recursos Multifuncionais é acompanhado de perto por duas coordenadoras pedagógicas especializadas designadas pela SEC – Jamille Bomfim e Danielle Martins -, que são responsáveis pelo planejamento semanal de todas as atividades. As próximas Salas Multifuncionais serão instaladas nas seguintes unidades escolares: Instituto Municipal de Educação Aziz Maron (Imeam), Escola Ação e Cidadania, Educandário Isa Brito, Escola José Oduque Teixeira, Escola Municipal Flávio Simões, Lar Fabiano de Cristo, Escola Norma Vídero, Escola José, (do meio rural), Escola Lúcia Oliveira, Escola Brasília Baraúna, Ciso e Escola Municipal Lourival Oliveira



do site da PMI

1.6.11

Olimpíada de matemática

 Estudantes de escolas públicas representarão o Brasil em Amsterdã

 Apaixonados por matemática e colecionadores de medalhas de ouro desde o ensino fundamental, Maria Clara, Henrique e André, estudantes de escolas públicas de Belo Horizonte e Pirajuba (MG) e de Brasília, vão representar o Brasil na Olimpíada Internacional de Matemática, em Amsterdã, Holanda, de 16 a 24 de julho. Esses estudantes ganharam medalhas de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), em 2010.


Completam a equipe brasileira na competição três estudantes de escolas particulares, medalhistas de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) — Deborah Barbosa Alves, de São Paulo; Gustavo Lisboa Empinotti, de Florianópolis, e João Lucas Camelo Sá, de Fortaleza. Na olimpíada internacional, cada país pode enviar seis alunos do ensino médio. Estudantes de aproximadamente 100 nações participam da olimpíada.

Maria Clara Mendes Silva, 16 anos, cursa a terceira série do ensino médio noturno na Escola Estadual Coronel Oscar Castro, em Pirajuba, no Triângulo Mineiro. Ela espera representar bem o país em Amsterdã e trazer medalha. A estudante participa de competições desde o quinto ano do ensino fundamental e tem na matemática seu tema de interesse. Entre suas conquistas estão seis medalhas de ouro na Obmep; duas de ouro, uma de prata e uma de bronze na OBM. Maria Clara também já escolheu a matemática como o curso de graduação que pretende fazer.

Henrique Gasparini Fiúza do Nascimento, 15 anos, e André Macieira Braga Costa, 16, também são alunos de escolas públicas e cursam o segundo ano do ensino médio. Henrique, no Colégio Militar de Brasília; André, no Colégio Militar de Belo Horizonte. O estudante brasiliense participa da Obmep desde 2005 e já conquistou seis medalhas de ouro. Na OBM, foi medalha de prata em 2010. Quando concluir o ensino médio, pretende cursar engenharia. André vai optar por engenharia ou física.

Talento — Para o coordenador do Programa Especial para Competições Internacionais da Obmep, Paulo Rodrigues, o fato de o Brasil ter 50% de seus representantes na Olimpíada Internacional de Matemática oriundos de escolas públicas é uma vitória. Ele ressalta que em escolas particulares, especialmente do Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro, há programas especiais de preparação dos alunos para a OBM, o que não ocorre na rede pública. “Os que se destacam nas escolas públicas são alunos muito talentosos”, afirma.

Podem participam da seleção para a olimpíada internacional todos os estudantes que estejam cursando o ensino médio e tenham conquistado medalhas de ouro, prata ou bronze na OBM no ano interior ao do evento internacional. A seletiva compreende a participação dos alunos na semana olimpica da OBM, que acontece em janeiro, onde fazem exercícios e testes. Os seis candidatos mais bem classificados representam o país no exterior.

De 1979, quando estudantes brasileiros começaram participar da Olimpíada Internacional de Matemática, a 2009, o país ganhou sete medalhas de ouro e 23 de prata. Em 2009, em Bremem, Alemanha, os brasileiros trouxeram uma medalha de ouro, três de prata e duas de bronze. Em 2010, em Astana, capital do Cazaquistão, foram duas medalhas de prata, uma de bronze e três menções honrosas.

As escolas públicas têm prazo até a próxima sexta-feira, 3 de junho, para fazer a inscrição de estudantes na 7ª edição da Obmep. A competição é desenvolvida em três níveis:

Nível 1 — alunos matriculados no sexto ou sétimo ano do ensino fundamental, no ano letivo correspondente ao da realização das provas.

Nível 2 — alunos matriculados no oitavo ou nono ano do ensino fundamental, no ano letivo correspondente ao da realização das provas.

Nível 3 – alunos matriculados em qualquer série do ensino médio, no ano letivo correspondente ao da realização das provas.



texto de Ionice Lorenzoni do site do MEC
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=16678

31.5.11

Formação de Leitores

Itabuna é o 35º  município a receber o ATARDE Educação



A cidade de Itabuna tornou-se, na noite de ontem, o 35º município parceiro do Programa  ATARDE Educação. O lançamento contou com a presença do diretor-geral do jornal A Tarde, Edivaldo Boaventura, e do secretário de educação local Gustavo Lisboa, além de professores e gestores.
Segundo o secretário, o programa atenderá, em Itabuna, aos professores do Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA) e estará presente em 33 escolas, atingindo um público de cerca de 3 mil pessoas.

Hoje pela manhã aconteceu uma oficina, sob a coordenação da pedagoga do jornal A Tarde, Georgia Oliveira, sobre a utilização pedagógica do jornal na sala de aula. A oficina teve a duração de quatro horas, com direito a certificado de participação a todos os professores e gestores presentes ao evento.

com texto de Luan Santos direto do jornal  e complemento de Bete Almeida

Haddad: críticos de livro polêmico adotam viés fascista

Os críticos do livro "Por uma vida melhor", que defende que a fala popular - inclusive com seus erros gramaticais - é válida na tentativa de estabelecer comunicação, adotam uma postura fascista, disse na manhã de hoje o ministro da Educação, Fernando Haddad.

"Há uma diferença entre o Hitler e o Stalin que precisa ser devidamente registrada. Ambos fuzilavam seus inimigos, mas o Stalin lia os livros antes de fuzilá-los. Ele lia os livros, essa é a grande diferença. Estamos vivendo, portanto, uma pequena involução, estamos saindo de uma situação stalinista e agora adotando uma postura mais de viés fascista, que é criticar um livro sem ler", afirmou Haddad, durante audiência da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado.

Uma comissão formada por professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) aprovou o livro "Por uma Vida Melhor", da Coleção Viver e Aprender. O livro, que chegou a cerca de 484 mil alunos de todo o País, defende que a forma de falar não precisa necessariamente seguir a norma culta. "Você pode estar se perguntando: Mas eu posso falar os livro? Claro que pode", diz um trecho.

O livro lembra que, caso deixem de usar a norma culta, os alunos podem sofrer "preconceito linguístico". "Fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico. Muita gente diz o que se deve e o que não se deve falar e escrever, tomando as regras estabelecidas para a norma culta como padrão de correção de todas as formas linguísticas".

A Defensoria Pública da União no Distrito Federal entrou com ação pedindo que os exemplares sejam recolhidos das escolas públicas.

direto do site http://www.atarde.com.br/brasil/noticia.jsf?id=5729459

29.5.11

FESTA NO FLÁVIO SIMÕES


O Flávio Simões esteve em festa esse final de semana, com a comemoração do dia das Mães da escola.
Como acontece todos os anos, o Flávio se enfeitou para recepcionar com carinho as mães de nossos alunos.


recepção



mesa com os sachês de lembrança

Seguindo uma programação préviamente estabelecida, onde tivemos, além da fala inicial da direção da escola na figura de Cileudy Nunes, apresentações musicais e uma palestra que enfocou a função e o dever da mãe.

o ambiente antes da chegada das mães


 
Alguns alunos, representando todos os filhos das mães presentes, apresentaram um número de dança belíssimo e uma encenação teatral.


último ensaio antes da apresentação

Criando o clímax da festa, as mães receberam presentes e degustaram um saboroso jantar.






27.5.11

PROBABILIDADE - Ministério da Educação contra a homofobia

                       

                                                Preconceito, um dos filmes do MEC



Vídeos serão readequados antes de passarem pelo aval da Secretaria de Comunicação da Presidência


O kit do Ministério da Educação para combater a homofobia nas escolas, suspenso nesta quarta-feira pela presidenta Dilma Rousseff, será readequado sem custos adicionais ao governo, segundo o ministro Fernando Haddad. Em visita a São Paulo para inaugurar novos campi da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o ministro informou que o convênio realizado para a preparação do material a ser distribuído a 6 mil escolas de ensino médio do País, só se encerra quando o material estiver totalmente aprovado.

“Quando ocorre uma inadequação no convênio, o ministério pede uma alteração do material”, explicou o ministro. O convênio para a preparação do kit anti-homofobia tem um custo total de R$ 1,8 milhão e inclui, além da confecção de vídeos e cartilhas para professores, pesquisas, seminários e atividades de formação para docentes que vão utilizá-lo. O ministro não revelou quanto deste montante já foi repassado aos fornecedores.


Nesta quinta-feira, o presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia (RN), disse que seu partido irá ingressar com ações judiciais para que o governo federal devolva aos cofres públicos os gastos referentes à elaboração do kit anti-homofobia. O MEC, no entanto, pretende refazer o material até o fim do ano.

Segundo Haddad, os vídeos estavam em fase de avaliação. Como o iG havia mostrado em dezembro de 2010, o material, chamado de Escola sem Homofobia, estava sendo preparado há dois anos, e agora a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), responsável pelo conteúdo, havia dado como finalizado para ser submetido ao comitê de publicações do MEC. Após o material vazar e provocar grande polêmica, principalmente entre deputados da bancada religiosa do Congresso, a presidenta Dilma assistiu a passagens de dois vídeos e não gostou do conteúdo. O ministro disse que uma frase da peça chamada “Probabilidade”, em que um menino diz que o interesse por “meninos e meninas” aumenta suas “probabilidades”, foi criticada pela presidenta. “Ela acredita que o vídeo sugere que a bissexualidade é uma coisa boa, e nós não devemos entrar nesse mérito”, conta o ministro.

Para readequar o kit, técnicos e professores serão envolvidos na análise e vão sugerir mudanças nos vídeos antes deles serem encaminhados para a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), que por determinação de Dilma passará a dar o aval para todas as publicações do governo que envolvam costumes e valores. Para o ministro, isso não significa que houve recuo de Dilma em relação ao kit anti-homofobia, já que a presidenta não conhecia o conteúdo e não havia feito nenhum movimento anterior em relação a esse tema.



do site do IG

24.5.11

Polêmica - Kit Gay



O vídeo acima  fala sobre a distribuição do Kit que combate a HOMOFOBIA. Sou totalmente contrária a distribuição deste kit, a banalização mesmo dos aspectos particulares e pessoais de cada criança e aos valores familiares. Não sou preconceituosa, nem pretendo ser, mas como mãe não quero que escola alguma interfira na sexualidade dos meus filhos, sendo que ainda são crianças. Como posso manter o respeito em casa se na escola meus netos podem assistir videos que fazem apologia a sexualidade de pequenos grupos!

Há tanta contradição nesse tema, mas o mais importante já foi feito.... já houve o financiamento do projeto. Por volta de três milhões de reais, isso mesmo R$ 3.000.000,00. Enquanto há crianças sem ir à escola por falta de calçados e o MEC se preocupando e gastando com aprovação e distribuição de kit gay!
Trabalhar o respeito à desigualdade e ao outro é função primordial da família e a escola complementa o reforço a esses valores, mas sem necessidade de utilização de material tão explícito e ao mesmo tempo, indutor de comportamentos. Ter conhecimento das diferentes formas de relacionamentos amorosos a criança tem em seu convívio diário, através dos meios de comunicação, do convívio social e até mesmo familiar.

É necessário um basta na banalização dos problemas sociais e educacionais, as escolas recebem crianças que procuram oportunidades para o seu futuro, e elas precisam do apoio do governo, mas não com propostas como estas.

22.5.11

PEI - Programa de Enriquecimento Instrumental do Prof. Reuven Feuerstein.

O PEI é um programa de intervenção multidimensional que compreende uma fundamentação teórica, um repertório rico de instrumentos práticos e um conjunto de ferramentas analítico-didáticas, focalizando em cada um dos três componentes de uma interação: o aprendiz, o estímulo e o mediador, com o objetivo de aumentar a eficiência do processo de aprendizagem.


O PEI se fundamenta na Teoria da Modificabilidade Cognitiva Estrutural e na Experiência de Aprendizagem Mediada de Reuven Feuerstein que nos oferece uma visão dinâmica das capacidades cognitivas do ser humano, esclarecendo como os processos de aprendizagem ocorrem e como é possível, através de uma mediação adequada, expandir o potencial para aprender aumentando a eficiência do funcionamento intelectual dos indivíduos.




O programa completo é composto de 14 instrumentos (14 conjuntos de tarefas de diversos conteúdos e modalidades, contendo 20 a 30 páginas cada). Seu crescente nível de complexidade favorece a construção sistemática e estrutural de funções cognitivas e operações mentais necessárias à aprendizagem.


O PEI pode ser utilizado em grupo ou individualmente em crianças na idade escolar e em adultos de vários níveis de funcionamento. O programa está traduzido em 12 línguas e é utilizado em diversos países.

A formação completa para interessados na utilização do programa tem duração de 210 horas/aula, divididas em 3 módulos de 70 horas cada.

O PEI pode ser aplicado em diferentes áreas:

Área educacional - para alunos do ensino regular, de sala de recursos, superdotados e na educação de adultos.

Área clínica – com todos os indivíduos a partir de 8 anos que necessitem de uma abordagem cognitiva para superar suas dificuldades de aprendizagem e/ou de comportamento

Área empresarial – em programas de treinamento das habilidades de pensamento e de aprendizagem e na promoção da produtividade.

Área institucional e social – como uma ferramenta adicional para ajudar indivíduos que necessitam socializar-se, praticar atividades intelectuais, recuperar a auto-estima e melhorar suas capacidades cognitivas.

Objetivos do PEI

O objetivo central do PEI é a produção de modificações nas estruturas cognitivas dos indivíduos, expandindo o potencial de aprendizagem, aumentando a eficiência mental e melhorando a qualidade do desempenho intelectual.

Para ajudar a promover este objetivo central, seis sub-objetivos foram formulados:

Correção da funções cognitivas deficientes

O primeiro sub-objetivo do PEI é a correção das deficiências nos pré-requisitos cognitivos do pensamento operacional, ou seja, as funções cognitivas, que falharam no seu desenvolvimento, em grande parte como o resultado da falta de experiência de mediação ou por que o aprendiz foi incapaz de se beneficiar da mediação recebida.

Para dar apenas alguns exemplos de como atingir este objetivo, o mediador irá ajudar o aprendiz a desenvolver adequadas estratégias de pensamento, restringir a impulsividade, ser preciso e sistemático na coleta de dados, identificar e definir problemas, selecionar indícios relevantes, planejar a sua ação e evitar o ensaio e erro, formar e confirmar hipóteses, buscar evidência lógica e refletir antes de responder.

Aquisição de vocabulário, rótulos diferenciados e conceitos relevantes às tarefas do PEI assim como para a resolução de problemas em geral

O segundo sub-objetivo consiste em equipar o aprendiz com linguagem e ferramentas verbais necessárias para a análise do processo mental internalizado, facilitando, consequentemente, o controle e o insight de seu funcionamento cognitivo.

Além do domínio de conteúdo e linguagem da tarefa, o PEI visa equipar o aprendiz com um repertório lingüístico rico e diferenciado de conceitos espaço-temporais, definições acuradas, e rótulos verbais precisos que representam as diferentes relações, operações mentais e funções cognitivas que formam a base de qualquer habilidade de resolver problemas.

Suscitação da motivação intrínsica através da formação de hábitos

Despertar a motivação intrínseca no aprendiz é considerado como um pré-requisito indispensável para qualquer intervenção que visa o desenvolvimento das habilidades de pensamento e do processo cognitivo, com o objetivo de prevenir o estado de contínua dependência do indivíduo em fontes externas de motivação as quais nem sempre são oferecidas pelo ambiente.

Para alcançar isto, o PEI visa a formação e a consolidação do funcionamento cognitivo eficiente num conjunto de hábitos que tendem a emergir espontaneamente no comportamento do aprendiz, independentemente de qualquer necessidade externa.

Criação do insight e pensamento reflexivo

O quarto sub-objetivo consiste no despertar de consciência do aprendiz na implícita relação entre diferentes modos de raciocínio e o conseqüente resultado do seu funcionamento cognitivo.

Ao invés da freqüente tendência de atribuir a condições externas ou mero acaso tanto o fracasso quanto o sucesso, o mediador usa o PEI para ajudar a desenvolver no aprendiz uma orientação com relação a si mesmo e ao seu próprio processo mental os quais devem ser considerados responsáveis pelo comportamento adequado e inadequado.

Criação da motivação intrínsica pela tarefa

O quinto sub-objetivo está relacionado ao tipo de motivação que pode se originar da sensação de domínio de uma tarefa e do valor social que vem acompanhado ao sucesso desta realização.

O PEI, intencionalmente desassociado do domínio familiar de conteúdos específicos e das disciplinas curriculares, ajuda o mediador a criar no aprendiz a motivação para envolver-se com tarefas que são consideradas atrativas e desafiadoras pelo prazer do sentimento de satisfação produzido por esta realização.

Mudança de um papel passivo e reprodutor para um papel ativo e gerador de novas informações

O sexto sub-objetivo do PEI se refere a necessidade de mudança da auto imagem do aluno, o qual frequentemente se percebe capaz apenas de registrar e reter informações, de fonte externa e de forma passiva, de maneira que ele possa conceber-se como pensador ativo, capaz de gerar novas informações com base numa adequada coleta e elaboração de dados.

Instrumentos do PEI Nível 1........................................ (Ver detalhes)

Organização de Pontos

Orientação Espacial I

Comparações

Percepção Analítica

Nível 2........................................ (Ver detalhes)

Classificações

Orientação Espacial II

Ilustrações

Relações Familiares

Relações Temporais

Nível 3 ........................................ (Ver detalhes)

Progressões Numéricas

Instruções

Silogismos

Relações Transitivas

Desenho de Padrões

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

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Depoimento da professora Amanda Gurgel




Ela desafiou deputados e secretários de seu estado mostrando a real situação da educação no Brasil, desmascarando estatísticas convenientes e exigindo melhores condições de trabalho.
O discurso da professora é um retrato claro da educação e dos professores brasileiros.
Que essa fala e seu posicionamento sirvam para que o Estado Brasileiro repense as políticas na área educacional e crie ações efetivas na solução desse problema que é nacional.

21.5.11

Reflexão


A vida de todos nós está agitada demais, uma loucura, tolhendo a convivência humana, os bons papos, um cafezinho com os amigos permeado de risadas gostosas. E o que é pior: fez nascer uma espécie de cultura absolutamente maluca! O estar junto, ouvir o outro, e ser ouvido são valores extraordinários e imprescindíveis. Há amigos mais chegados que um irmão. Lembre-se que isso é uma bênção, não um ônus! Portanto, saia agora mesmo de seu casulo e experimente o valor de uma grande amizade! Há força e vida nos relacionamentos significativos que nos permitimos construir.

Deus não fez o homem para que estivesse só, mas nos deu pessoas para serem nossos amigos, verdadeiros presentes, capazes de amizades sinceras, despretensiosas, dádivas do Alto!

Que Deus nos dê pelo menos um amigo! E se você for escolhido dentre tantos, aceite isso como um grande privilégio! Jesus tinha amigos, procurou-os, teve um Pedro, um Tiago, um João, com quem andava junto! E é Ele quem quer que tenhamos amigos. Que grande verdade é esta: “O homem que tem muitos amigos pode congratular-se, mas há amigo mais chegado do que um irmão” (Provérbios 18.24). Que tal, vamos provar desta bênção?  (Fonte: Boletim IBA)

Recebi de uma querida amiga a mensagem abaixo e repasso por acreditar na necessidade de cultivarmos e alimentarmos nossas amizades. São o sustentáculo em todos os momentos de nossas vidas. Difícil é aceitar a inimizade, a grosseria, o desdém, a ironia nas relações interpessoais. Isso magoa, fere fundo e afasta as pessoas.


Um beijo no coração, amiga.




Que a distância, a correria, os problemas do cotidiano não nos impeça de pensar e estar com nossos amigos. Porque "a gente não faz amigos, reconhece-os".

"Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...


Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!!"(Vinicius de Moraes)





imagens da internet

20.5.11


"Todo o bem que eu puder fazer, toda a ternura que eu puder demonstrar a qualquer ser humano, que eu os faça agora,que não os adie ou esqueça, pois não passarei duas vezes pelo mesmo caminho." (James Greene)


Um bom dia! Que seu dia seja realmente lindo!

Projeto de Leitura

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